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	<title>TDAH |</title>
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	<title>TDAH |</title>
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		<title>Mutações de 3 genes aumentam em até 15 vezes o risco de TDAH, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[3 genes]]></category>
		<category><![CDATA[Mutações]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pela primeira vez uma pesquisa consegue identificar três genes associados ao TDAH e aponta impactos na vida da pessoa: do nascimento à vida adulta Visto por décadas como um problema de comportamento — crianças rotuladas como indisciplinadas, preguiçosas ou simplesmente “difíceis” — o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é reconhecido atualmente como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez uma pesquisa consegue identificar três genes associados ao TDAH e aponta impactos na vida da pessoa: do nascimento à vida adulta</p>



<p>Visto por décadas como um problema de comportamento — crianças rotuladas como indisciplinadas, preguiçosas ou simplesmente “difíceis” — o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é reconhecido atualmente como uma condição neuropsiquiátrica caracterizada por desatenção, impulsividade e hiperatividade.</p>



<p>Afetando cerca de 5% das crianças e 2,5% dos adultos no mundo inteiro, hoje já sabemos que o TDAH é altamente herdável, com milhares de variantes genéticas comuns. Embora numerosas, essas mudanças no DNA aumentam apenas ligeiramente a probabilidade de uma pessoa receber o diagnóstico.Play Video</p>



<p>Isso mudou em 2022, quando um grupo de pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, analisando uma população de cerca de 4,5 mil pessoas com TDAH, concluiu que variantes raras truncantes (que interrompem uma proteína no meio da formação)&nbsp;<strong>aumentam em até 15 vezes o risco de desenvolver o transtorno</strong>.</p>



<p>Agora,&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/s41586-025-09702-8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em um estudo publicado recentemente na revista Nature</a>, a mesma equipe dobrou a amostra — para 8.895 pessoas com TDAH e 53.780 indivíduos controle — e conseguiu identificar três genes específicos que contêm variantes raras associadas ao transtorno: MAP1A, ANO8 e ANK2.</p>



<p>Quando presentes, essas variantes raras comprometem proteínas essenciais nos neurônios cerebrais. O dano é duplo: os neurônios se desenvolvem de forma inadequada e a comunicação química entre eles falha, comprometendo especialmente circuitos dopaminérgicos cruciais para atenção e controle executivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Variantes raras que afetam diagnóstico e prognóstico do TDAH</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2025/11/6561.jpg?w=849&amp;h=477&amp;crop=0" alt="Variantes em MAP1A, ANO8 e ANK2 causam TDAH por afetar a “fiação interna” e a “comunicação elétrica” dos neurônios • kjpargeter/Freepik"/><figcaption class="wp-element-caption">Variantes em MAP1A, ANO8 e ANK2 causam TDAH por afetar a “fiação interna” e a “comunicação elétrica” dos neurônios • kjpargeter/Freepik</figcaption></figure>



<p>Em sua metodologia, os pesquisadores combinaram duas informações:&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/hiperdiagnostico-de-tdah-como-diferenciar-o-transtorno-de-outras-condicoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quais genes estão mutados nas pessoas com TDAH</a>&nbsp;e onde esses genes trabalham no cérebro. Descobriram que as variantes raras afetam principalmente dois tipos de neurônios &#8211; os que usam dopamina e os que usam GABA para se comunicar.</p>



<p>Essas células do sistema nervoso regulam funções essenciais como atenção, controle de impulsos e motivação. O problema — que começa no útero, durante a formação do cérebro — continua pela vida toda, o que explica por que o TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento que persiste na idade adulta.</p>



<p>Em um comunicado, a primeira autora do estudo, Ditte Demontis, explica: &#8220;Nossos achados reforçam que perturbações no desenvolvimento e funcionamento cerebral são centrais para o TDAH&#8221;. Ou seja,&nbsp;<strong>os sintomas que as pessoas veem externamente têm uma causa biológica real e mensurável</strong>&nbsp;no funcionamento cerebral.</p>



<p>Além das proteínas codificadas pelos três genes do TDAH, a equipe identificou outras que interagem com elas, “formando uma rede maior também envolvida em autismo e esquizofrenia. Isso esclarece vínculos biológicos entre diferentes diagnósticos psiquiátricos&#8221;, acrescenta Demontis.</p>



<p>Essas variantes genéticas raras acabam gerando um impacto duplo: aumentam muito o risco de a pessoa ter TDAH (de 5 a 15 vezes mais); e, entre aquelas que já têm o transtorno, as que carregam essas variantes apresentam ainda mais dificuldades, como QI um pouco menor, menos anos de estudo, empregos piores e salários mais baixos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Implicações científicas das novas variantes de alto impacto</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2025/11/2151354184.jpg?w=849&amp;h=477&amp;crop=0" alt="Conhecer as bases genéticas específicas envolvidas no TDAH pode direcionar tratamentos para as causas do transtorno • Freepik"/><figcaption class="wp-element-caption">Conhecer as bases genéticas específicas envolvidas no TDAH pode direcionar tratamentos para as causas do transtorno • Freepik</figcaption></figure>



<p>O grande diferencial deste estudo é que, pela primeira vez, pesquisadores identificaram genes causais específicos com variantes de alto impacto. O “endereço” exato de MAP1A, ANO8 e ANK2 no DNA representa, na prática, um foco para examinar o funcionamento de suas proteínas e o que pode estar dando errado no TDAH.</p>



<p>Coautor sênior da pesquisa, Anders Børglum comemora: &#8220;O estudo fornece&nbsp;<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tdah-aumenta-risco-de-problemas-de-saude-mental-diz-estudo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">direção concreta para mapear mecanismos biológicos envolvidos no TDAH</a>, porque agora conhecemos genes causais com variantes de alto efeito&#8221;, explica o geneticista em um comunicado.</p>



<p>Embora possa ser considerado um marco na ciência da saúde, o trabalho é apenas o marco inicial da identificação de variantes raras de alto efeito, explica a coautora Jinjie Duan. O estudo atual já aponta 17 genes adicionais com variantes provavelmente causais, que poderão ser identificadas em futuras pesquisas.</p>



<p>Compreender as bases genéticas específicas pode revolucionar abordagens terapêuticas. Em linguagem simples, se variantes em MAP1A, ANO8 e ANK2 causam TDAH por afetar a “fiação interna” e a “comunicação elétrica” dos neurônios, futuros tratamentos poderiam compensar essas deficiências moleculares.</p>



<p>Não menos importante, os achados validam cientificamente a natureza neurobiológica do transtorno, combatendo estigmas persistentes. O trabalho demonstra que, na realidade,&nbsp;<strong>TDAH não é uma questão de indisciplina ou má-criação, mas de um mau funcionamento biológico concreto</strong>.</p>



<p>Fonte: CNN Brasil /  Foto: jcomp/Freepik</p>



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<iframe title="EDUCAÇÃO PARA O ANTIRRACISMO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/2YeYpE_j3So?start=1921&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/mutacoes-de-3-genes-aumentam-em-ate-15-vezes-o-risco-de-tdah-diz-estudo/">Mutações de 3 genes aumentam em até 15 vezes o risco de TDAH, diz estudo</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Dulce Almeida Esclarece Aspectos Cruciais do TDAH no Bate-papo na City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 11:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bate Papo na City]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá]]></category>
		<category><![CDATA[Bate-Papo Na City]]></category>
		<category><![CDATA[Dulce Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gleidson Souza (Ipirá City) Na quarta-feira, 18 de dezembro, o programa Bate-papo na City, recebeu a especialista em neuropsicopedagogia, Dulce Almeida, que elucidou diversos aspectos importantes sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Dulce explicou que o TDAH é um transtorno neurobiológico caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Esses sintomas podem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Gleidson Souza (Ipirá City) </p>



<p>Na quarta-feira, 18 de dezembro, o programa Bate-papo na City, recebeu a  especialista em neuropsicopedagogia, Dulce Almeida, que elucidou diversos aspectos importantes sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).</p>



<p>Dulce explicou que o TDAH é um transtorno neurobiológico caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Esses sintomas podem se manifestar de maneiras diferentes em crianças e adultos, mas ambos os grupos enfrentam desafios significativos em suas rotinas diárias.</p>



<p>Ela enfatizou a importância do diagnóstico precoce, destacando que uma identificação rápida do transtorno pode levar a intervenções mais eficazes e a uma melhor qualidade de vida. Um diagnóstico tardio pode resultar em dificuldades acadêmicas, sociais e emocionais para os pacientes.</p>



<p>No ambiente escolar, crianças com TDAH podem ter dificuldades em manter o foco nas aulas e completar tarefas, o que pode prejudicar seu desempenho acadêmico. Já no ambiente de trabalho, adultos com TDAH enfrentam desafios relacionados à organização e à gestão do tempo. Dra. Dulce sugeriu estratégias práticas, como o estabelecimento de rotinas estruturadas e a utilização de técnicas de gerenciamento de tempo, para superar esses obstáculos.</p>



<p>Ela discutiu várias estratégias terapêuticas eficazes, incluindo a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a modificar comportamentos problemáticos. Além disso, mencionou a importância da medicação em alguns casos, mas também destacou alternativas, como intervenções psicopedagógicas, que podem ser igualmente eficazes.</p>



<p>Ressaltou também o papel crucial dos pais e educadores no apoio a crianças com TDAH. Criar um ambiente compreensivo e colaborativo entre a família e a escola é fundamental para o desenvolvimento positivo dessas crianças. E observou haver diferenças na manifestação do TDAH entre meninos e meninas, o que exige abordagens diferenciadas para cada caso. </p>



<p>Dulce desmistificou alguns dos mitos mais comuns sobre o TDAH, como a ideia de que ele é causado por má educação ou falta de disciplina. Ela afirmou que o TDAH é um transtorno real e precisa ser tratado com seriedade.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="TDAH - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE: DO DIAGNÓTICO À INTERVENÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YOuY2pe3d1A?start=1331&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/dulce-almeida-esclarece-aspectos-cruciais-do-tdah-no-bate-papo-na-city/">Dulce Almeida Esclarece Aspectos Cruciais do TDAH no Bate-papo na City</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>&#8216;Doping corporativo&#8217;: a venda ilegal de remédio para TDAH que invadiu a Faria Lima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 13:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doping corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[Faria Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Remédio]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marta lutava contra o&#160;cansaço&#160;no dia a dia. Sem foco para enfrentar atividades do trabalho, numa grande empresa em São Paulo, e ganhando peso, ela achou uma boa ideia quando recomendaram um endocrinologista famoso que poderia ajudá-la. &#8220;A consulta custou R$1.200 e durou apenas 5 minutos. Eu e meu marido saímos com a mesma receita: Ozempic [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Giulia Granchi</strong></li>



<li><strong>Da BBC News Brasil em Londres</strong></li>
</ul>



<p>Marta lutava contra o&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g09w3e4pyo">cansaço</a>&nbsp;no dia a dia. Sem foco para enfrentar atividades do trabalho, numa grande empresa em São Paulo, e ganhando peso, ela achou uma boa ideia quando recomendaram um endocrinologista famoso que poderia ajudá-la.</p>



<p>&#8220;A consulta custou R$1.200 e durou apenas 5 minutos. Eu e meu marido saímos com a mesma receita: Ozempic para emagrecer e Venvanse para ter foco — uma combinação que ele aparentemente prescreve para todos.&#8221;</p>



<p>Ela conta que tentou argumentar se aquele caminho, medicamentoso, seria o único possível para resolver suas queixas. Mas acabou seguindo a receita.</p>



<p>&#8220;A experiência com o Venvanse foi a mais impactante. De amor e ódio, eu diria. No primeiro dia, senti um hiperfoco e bem-estar incríveis, fui mais produtiva e motivada, mas sabia que isso era efeito do remédio.&#8221;</p>



<p>Os comprimidos, prescritos para <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g8d5pj08go">TDAH</a> e <a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-50657607">compulsão alimentar</a>, aumentam a liberação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina nas sinapses, que são as conexões entre os neurônios.</p>



<p>Essas substâncias, deficientes em quem tem os quadros citados, são cruciais para a regulação do humor, atenção e comportamento impulsivo.</p>



<p>&#8220;Mas em organismos onde os níveis já são adequados, o aumento pode causar efeitos indesejáveis, como insônia, ansiedade, irritabilidade, impaciência e até agressividade. Casos mais graves incluem convulsões e problemas cardiovasculares&#8221;, diz Marcos Gebara, psiquiatra e professor convidado do curso de Pós-Graduação de Psiquiatria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).</p>



<p>&#8220;Em pessoas predispostas a problemas psíquicos, esses efeitos podem piorar significativamente.&#8221;</p>



<p>Gebara e outros médicos consultados pela reportagem afirmam que o uso dos comprimidos por pessoas sem diagnósticos que o justifique tem sido cada vez mais comum, e que muitos usuários não sabem ou ignoram que o Venvanse contém&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-61170462">anfetamina</a>, uma substância que pode causar dependência.</p>



<p>&#8220;O uso requer um acompanhamento médico, sempre. A dependência é um risco, especialmente se a pessoa aumentar as doses sem indicação.&#8221;</p>



<p>Com medo justamente de que pudesse ficar dependente da ‘sensação de superpoder’, Marta expressou suas preocupações, mas o médico insistiu que o uso era seguro.</p>



<p>&#8220;Foi aí que busquei outro profissional, que me ajudou a parar com o remédio, entendendo minha preocupação com os efeitos a longo prazo. Foi difícil aceitar a vida sem Venvanse. Me senti deprimida por algumas semanas.&#8221;</p>



<p>Amanda também teve acesso ao remédio por prescrição médica e sem ter nenhum dos diagnósticos para os quais a droga é indicada.</p>



<p>Foi ela que, se sentindo esgotada e incapaz de dar conta dos dois empregos que levava, pediu a uma nutróloga que receitasse Venvanse. Ela conta que a médica pediu exames, e com os resultados em dia, forneceu a receita.</p>



<p>&#8220;Eu usava os comprimidos esporadicamente, apenas nos dias em que precisava de um desempenho melhor no trabalho. Percebi que me dava um foco e energia extras, mas no dia seguinte estava extremamente cansada e precisava dormir mais para compensar.&#8221;</p>



<p>Depois que as últimas caixas acabaram, Amanda cogitou pular a fase da consulta médica e comprar os comprimidos direto no mercado ilegal.</p>



<p>&#8220;Tinha colegas que me indicaram os caminhos: por grupos nas redes sociais e até com esquemas diretamente com farmácias de rua&#8221;, conta.</p>



<p>Mas por fim, assim como Marta, ela também relata ter parado de usar o remédio por medo de uma dependência da qual não conseguisse mais voltar atrás.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Doping-corporativo-">&#8216;Doping corporativo&#8217;</h2>



<p>Ambas as mulheres têm mais de 30 anos e trabalham em grandes empresas – do ramo de tecnologia e comércio – em São Paulo. Elas relataram que o uso de Venvanse ‘off label’ – com e sem receita médica – é algo comum no ambiente corporativo.</p>



<p>&#8220;É mais banalizado do que eu imaginava, e o uso desses remédios cria uma competição desleal, já que levam a um desempenho melhor.&#8221;</p>



<p>&#8220;Trabalho em uma empresa com cultura americana, onde a competição é intensa, e sei que sou comparada a colegas que usam esses medicamentos. Isso aumenta a pressão para ter alta performance, um dos pontos que me levou a tomar&#8221;, diz Marta.</p>



<p>Os psiquiatras ouvidos pela BBC News Brasil reiteram que há uma ‘onda’ de busca por maior produtividade no trabalho, e o medicamento tem sido usado sem rigor.</p>



<p>Dartiu Xavier da Silveira, psiquiatra e professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), explica que, embora quem tome sem ter TDAH ou compulsão alimentar possa ter uma sensação de melhora na produtividade, o efeito é ilusório.</p>



<p>&#8220;A sensação de estar mais alerta e produtiva é subjetiva – a pessoa não fica mais&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl6ylnm206o">inteligente</a>&nbsp;nem necessariamente produz mais. Testes cognitivos mostram que o desempenho de uma pessoa sem transtorno de atenção não é superior com o uso do Venvanse.&#8221;</p>



<p>Ana, também empregada em uma grande empresa de tecnologia, acabou desistindo da ideia, mas conta que considerou tomar Venvanse ao observar o desempenho dos colegas.</p>



<p>&#8220;Eu digo que era um doping corporativo. Eu via a diferença nas pessoas que conhecia; quem usava realmente parecia mais focado no&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cr50y51rk1vt">trabalho</a>. Não falavam abertamente porque não era muito bem visto, mas depois de um tempo a conversa fluía, e eu percebi que eram muitas pessoas usando&#8221;, lembra.</p>



<p>Para o psiquiatra Dartiu Xavier de Silveira, esse uso de Venvanse por quem não precisa realmente do remédio reflete a procura desenfreada por performance na sociedade atual.</p>



<p>&#8220;Há uma pressão constante para se destacar e ser bem-sucedido, e pressão, muitas vezes, leva as pessoas a colocar a produtividade à frente da saúde, o que considero um reflexo de um ideal de sucesso muito doentio&#8221;, avalia.</p>



<p>E as queixas de quem faz o uso indiscriminado podem não ser resolvidas com o remédio para TDAH ou até pioradas por ele.</p>



<p>&#8220;Muitos dos pacientes que usam dizem usar porque estão desanimados e querem melhorar a performance&#8221;, complementa Silvia Brasiliano, psicóloga e coordenadora do Programa da Mulher Dependente Química (PROMUD) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.</p>



<p>&#8220;Eu sempre os encaminho a um psiquiatra para avaliar se realmente precisam do medicamento. Venvanse não é para qualquer um, não é um remédio que melhora a performance de qualquer pessoa sem efeitos colaterais. Pode causar&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cxnyknq462wt">ansiedade</a>&nbsp;e dificuldade para dormir, por exemplo.&#8221;</p>



<p>Brasiliano afirma que o uso tem se tornado cada vez mais comum. &#8220;Busco explicar que essa droga pode causar dependência e deve ser usada especificamente para transtorno de atenção. Se alguém está desmotivado, pode ser um quadro de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c5qvpqy94kvt">depressão</a>,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6p1pl665ywo">burnout</a>&#8230; Para cada situação, é necessário um tratamento diferente.&#8221;</p>



<p>A psicóloga afirma, ainda, que há pouca informação na literatura científica sobre o abuso de Venvanse. &#8220;Há alguns alertas e estudos americanos, mas faltam dados sobre o contexto brasileiro.&#8221;</p>



<p>Outro uso indevido que tem se tornado cada vez mais comum, de acordo com os médicos, é o recreativo. Por ser um estimulante, há quem compre o Venvanse para usar em festas.</p>



<p>&#8220;Venvanse com álcool ou outras drogas estimulantes, como cocaína ou MDMA, é uma combinação muito perigosa. Os riscos incluem&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4n6pd4e40po#:~:text=A%20taxa%20de%20mortalidade%20por,compara%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0s%20brasileiras%20pr%C3%A9%2Dmenopausa.">problemas cardíacos</a>,&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-48303421">pressão alta</a>, derrame e quadros psicóticos&#8221;, alerta Silveira, que é um dos fundadores do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (PROAD).</p>



<p>A reportagem da BBC News Brasil encontrou grupos no Telegram onde caixas do remédio são vendidas por mais do que o dobro do preço legal e onde até prescrições médicas falsas são oferecidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-funciona-a-venda-ilegal-de-Venvanse">Como funciona a venda ilegal de Venvanse</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/82bc/live/f8309f20-44ff-11ef-b74c-bb483a802c97.jpg.webp" alt="conversa de chat do telegram que mostra vendedores ofertando remédios controlados"/><figcaption class="wp-element-caption">Remédios controlados são oferecidos sem receita por diferentes vendedores via Telegram</figcaption></figure>



<p>Em farmácias, com uma receita legal, o Venvanse já tem um preço considerado alto em comparação a outros remédios psiquiátricos.</p>



<p>De acordo com as regras da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que limita o preço máximo de medicações no Brasil, uma caixa de 28 comprimidos de 30mg de Venvanse deve custar, na maioria dos estados brasileiros, no máximo R$ 365,38.</p>



<p>Para as versões de 50mg e 70mg, o valor pode chegar a R$443,07.</p>



<p>Em um grupo de Telegram onde se vendem, ilegalmente, caixas de Venvanse e outras substâncias controladas, como diferentes remédios psiquiátricos e até drogas anabolizantes, o remédio chega a custar R$850 na dosagem mais alta.</p>



<p>A BBC News Brasil perguntou ao Telegram se a plataforma estava ciente e se tomariam medidas para tentar evitar o comércio ilegal, mas não recebeu retorno até o momento da publicação desta reportagem.</p>



<p>Os atendentes do canal também oferecem ajuda para falsificar receitas amarelas, o tipo exigido em farmácias para o Venvanse.</p>



<p>A falsificação de receita médica é crime previsto no art. 298 do Código Penal com pena de um a cinco anos e multa. Nesses casos, o risco todo fica a cargo de quem vai tentar usar o documento falso na farmácia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/1714/live/911ddb70-4420-11ef-96a8-e710c6bfc866.png.webp" alt="Receitas falsas usadas para comprar medicamentos ilegalmente são vendidas via Telegram"/><figcaption class="wp-element-caption">,Receitas falsas usadas para comprar medicamentos ilegalmente são vendidas via Telegram</figcaption></figure>



<p>Para ter acesso ao receituário amarelo, os profissionais – sejam eles médicos, veterinários ou cirurgiões-dentistas – devem se cadastrar previamente na Autoridade Sanitária local.</p>



<p>Após o cadastro, o órgão de vigilância fornece ao prescritor um talonário com uma quantidade específica e numeração dos receituários. Estes profissionais precisam estar devidamente inscritos nos seus respectivos Conselhos profissionais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/c12a/live/37185070-441f-11ef-96a8-e710c6bfc866.png.webp" alt="gráfico"/></figure>



<p>A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou à reportagem que há 15 dossiês investigativos relacionados ao comércio ilegal, em sites sem a devida autorização e sem receita médica, do Venvanse.</p>



<p>A agência reitera que todos os seus&nbsp;<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/canais_atendimento">canais de atendimento</a>&nbsp;podem ser usados para denúncias de venda ilegal.</p>



<p>A única responsável pela produção de Venvanse atualmente, a farmacêutica Takeda, afirmou à reportagem que &#8220;firmemente rechaça qualquer iniciativa que estimule o uso de medicamentos sem prescrição médica. Por isso, os medicamentos da Takeda são vendidos exclusivamente nos canais devidamente autorizados.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Venvanse-para-quem-precisa-de-Venvanse">Venvanse para quem precisa de Venvanse</h2>



<p>O Venvanse passou a ser comercializado no Brasil em 2010, a princípio recomendado apenas para quem tem diagnóstico de TDAH, um dos distúrbios mentais mais comuns, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).</p>



<p>O transtorno afeta de 5 a 8% das crianças, principalmente meninos, e frequentemente persiste na vida adulta.</p>



<p>As causas exatas ainda não são totalmente compreendidas, mas alguns fatores que podem desempenhar um papel incluem: genética, já que o TDAH pode ser hereditário; experiências traumáticas significativas na infância; nascimento prematuro; lesão cerebral; além de a mãe fumar, consumir álcool ou sofrer de estresse extremo durante a gravidez, ou ser exposta ao chumbo durante a gestação.</p>



<p>O diagnóstico é principalmente clínico.</p>



<p>&#8220;É baseado em sintomas principalmente do período da&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cpzd4zxwgddt">infância</a>, atentando para déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade e considerando o contexto familiar de cada um&#8221;, afirma o psiquiatra Luiz Sperry, de São Paulo.</p>



<p>Além do Venvanse, a Ritalina é outro remédio bastante comum para o transtorno.</p>



<p>&#8220;Ambos aumentam a&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61303597#:~:text=%22Quando%20a%20dopamina%20%C3%A9%20liberada,entrevista%20%C3%A0%20BBC%20News%20Brasil.">dopamina</a>&nbsp;na região frontal do cérebro. Algumas pessoas se adaptam melhor a um do que a outro. A principal diferença é que o tempo de duração do efeito da ritalina é curto, cerca de 4 horas, enquanto o Venvanse dura de 8 a 12 horas&#8221;, afirma Dartiu Xavier da Silveira.</p>



<p>Dez anos depois, em 2021, o Venvanse também passou a ser indicado para compulsão alimentar, um quadro caracterizado por episódios de ingestão excessiva de alimentos em pouco tempo, acompanhados por sensação de perda de controle e seguidos por sentimentos de culpa e vergonha.</p>



<p>&#8220;Para esses casos, o remédio também pode ajudar porque é a anfetamina presente no comprimido reduz o apetite. Dá a sensação de&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1r5985y8leo">saciedade</a>, como se a pessoa tivesse comido há pouco tempo&#8221;, diz Sperry.</p>



<p>A droga não substitui, no entanto, outros tipos de tratamentos que podem ser recomendados para o quadro, como acompanhamento com psicólogo e psiquiatra.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Quebra-de-patente-">Quebra de patente</h2>



<p>Atualmente, a farmacêutica Takeda detém a patente do Venvanse, o que impede a produção de versões genéricas (com a mesma formulação, mas sem a marca) por outras empresas.</p>



<p>A quebra da patente estava prevista para 2024, mas a Takeda pediu uma extensão, alegando que a Anvisa demorou mais do que o previsto para conceder a patente no passado. A decisão está em processo judicial.</p>



<p>Com o vencimento da patente, espera-se maior disponibilidade do tratamento para quem precisa &#8211; mas, com o preço mais baixo, também é possível que o uso indiscriminado aumente, segundo especialistas.</p>



<p>Fonte: BBC Brasil / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pilates Kids" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pTqBUbOGgw8?start=392&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/doping-corporativo-a-venda-ilegal-de-remedio-para-tdah-que-invadiu-a-faria-lima/">‘Doping corporativo’: a venda ilegal de remédio para TDAH que invadiu a Faria Lima</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>TDAH pode aumentar risco de anorexia, depressão grave, TEPT e suicídio, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 13:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Transtorno é um padrão de hiperatividade, desatenção e comportamento impulsivo que interfere no funcionamento ou desenvolvimento diário O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) está associado a uma maior incidência de depressão, anorexia ou transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), bem como ao risco de tentativas de suicídio, descobriu um novo estudo. Uma condição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Transtorno é um padrão de hiperatividade, desatenção e comportamento impulsivo que interfere no funcionamento ou desenvolvimento diário</p>



<p>O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) está associado a uma maior incidência de depressão, anorexia ou transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), bem como ao risco de tentativas de suicídio, descobriu um novo estudo.</p>



<p>Uma condição de neurodesenvolvimento, o TDAH é um padrão de hiperatividade, desatenção e comportamento impulsivo que interfere no funcionamento ou desenvolvimento diário.</p>



<p>Pessoas com TDAH tinham 30% mais probabilidade de tentar o suicídio e 9% mais probabilidade de desenvolver depressão grave, de acordo com o estudo, que só conseguiu mostrar associações e não provar uma causa e efeito diretos. Depois que aqueles com TDAH desenvolveram depressão, eles tiveram 42% mais probabilidade de tentar tirar a própria vida.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/11.jpg" alt="" class="wp-image-86862" style="width:839px;height:105px" width="839" height="105" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/11.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/11-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 839px) 100vw, 839px" /></figure>



<p>“O TDAH e o comportamento suicida compartilham fatores genéticos comuns que podem refletir variantes genéticas associadas à impulsividade, uma característica altamente hereditária”, disse o principal autor do estudo, Dennis Freuer, estatístico e catedrático de epidemiologia da Universidade de Augsburg, na&nbsp;Alemanha.</p>



<p>“A impulsividade é um componente central do TDAH e está intimamente associada ao comportamento suicida.&nbsp;Nosso estudo sugere que tanto o TDAH quanto o transtorno depressivo maior são fatores de risco para tentativa de suicídio”, disse Freuer por e-mail.</p>



<p>Viver com TDAH&nbsp;também foi associado a uma chance 18% maior de desenvolver TEPT após um trauma.&nbsp;Se a pessoa tivesse TDAH e depressão, o risco de TEPT aumentaria 67%.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="eating-disorders-linked-to-adhd">Transtornos alimentares associados ao TDAH</h2>



<p>O estudo também encontrou uma ligação direta entre o TDAH e a anorexia nervosa, um transtorno alimentar caracterizado por uma imagem corporal distorcida, um medo intenso de ganho de peso e um peso corporal perigosamente baixo.</p>



<p>Pessoas com a doença vão a extremos para evitar ganhar quilos, incluindo “vomitar&nbsp;depois de comer ou pelo uso indevido de laxantes, auxiliares de dieta, diuréticos ou enemas, de acordo com o site da Clínica Mayo.</p>



<p>No entanto, “a anorexia não tem nada a ver com comida”, observou Mayo.&nbsp;“É uma forma extremamente prejudicial à saúde e às vezes fatal de tentar lidar com problemas emocionais. Quando você tem anorexia, muitas vezes você equipara magreza com autoestima.”</p>



<p>Ao contrário das conclusões do estudo sobre suicídio e TEPT, a nova pesquisa não mostrou associação entre depressão maior e desenvolvimento de anorexia.&nbsp;Em vez disso, “o risco aumentado de anorexia nervosa pode ser atribuído inteiramente ao TDAH”, disse Freuer.</p>



<p>Por que isso aconteceria?&nbsp;Porque as duas condições partilham “déficits neurocognitivos” que se centram na falta de controle dos impulsos, disse Freuer.</p>



<p>“A impulsividade, por exemplo, é um sintoma característico do TDAH e acredita-se que surja de anormalidades nas vias neurais do cérebro que governam a recompensa e a inibição dos impulsos”, disse o médico do TDAH, James Greenblatt, diretor médico da Walden Behavioral Care. em Waltham, Massachusetts, por e-mail. Ele não estava envolvido no estudo.</p>



<p>No geral, os resultados do novo estudo não foram surpreendentes, pois é bem sabido que o TDAH está&nbsp;frequentemente associado&nbsp;a outras doenças mentais, disse Greenblatt, que escreveu livros sobre&nbsp;como personalizar o tratamento para crianças com TDAH, compulsão alimentar, dependência alimentar e mais.&nbsp;No entanto, acrescentou, um diagnóstico de TDAH não “garante” resultados futuros específicos.</p>



<p>“Ter TDAH não torna a depressão (ou outros transtornos mentais) inevitável. O que ele faz, no entanto, é ‘empilhar’ o baralho de cartas que recebemos — cartas como genética, bioquímica, estilo de vida, meio ambiente e psicologia — de forma a tornar mais prováveis ​​certos resultados, como a depressão”, disse ele.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="using-genes-to-establish-risk">Usando genes para estabelecer risco</h2>



<p>O estudo, publicado nesta terça-feira (5) na revista&nbsp;<a href="https://mentalhealth.bmj.com/lookup/doi/10.1136/bmjment-2022-300642" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BMJ Mental Health,</a>&nbsp;utilizou um método estatístico chamado randomização mendeliana, que utiliza “variação genética para avaliar como — e quão significativamente — um determinado fator de risco pode influenciar um resultado de saúde”, disse Greenblatt.</p>



<p>Os pesquisadores procuraram uma ligação entre o TDAH e sete problemas de saúde mental: anorexia nervosa, ansiedade, transtorno bipolar, depressão profunda, TEPT, esquizofrenia e pelo menos uma tentativa de suicídio.</p>



<p>Embora a pesquisa tenha descoberto uma ligação direta entre o TDAH e o desenvolvimento do transtorno depressivo profundo e tenha descoberto que tanto o TDAH quanto o transtorno depressivo profundo “separadamente e em conjunto” contribuíram para o TEPT e as tentativas de suicídio, esse não foi o caso de outras condições crônicas de saúde mental, de acordo com Freuer. “Não houve evidência de uma ligação causal entre TDAH e transtornos bipolares, ansiedade (ou) esquizofrenia”, disse ele.</p>



<p>A falta de resultados sobre ansiedade é incomum, já que “até 2/3 das crianças com TDAH têm pelo menos uma outra comorbidade — a ansiedade é a mais comum”, disse Greenblatt.</p>



<p>“Também estão na lista a síndrome de Tourette, transtorno obsessivo-compulsivo, depressão, transtornos por uso de substâncias, transtornos alimentares, dificuldades de aprendizagem e disfunções do sono”, acrescentou.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="genes-are-only-one-part-of-the-puzzle">Os genes são apenas parte do quebra-cabeça</h2>



<p>A genética desempenha um papel no desenvolvimento de doenças ou condições em um indivíduo, mas o ambiente desempenha um papel importante na expressão desses genes, disse Greenblatt.</p>



<p>“Duas crianças podem ter o transtorno, e uma tem um ambiente familiar e escolar que realmente apoia e a outra criança pode ser criticada, estressada e constantemente se sentir desprezada em casa e a escola não tem acomodações”, disse ele.</p>



<p>Ambas as crianças têm o mesmo distúrbio biológico — TDAH — mas ambientes diferentes irão revelar sintomas diferentes, como ansiedade ou depressão, disse Greenblatt.</p>



<p>“Para mim, a conclusão do estudo é: ‘Ok, agora temos a ligação genética para acompanhar o que sabemos através da observação. O que vamos fazer com isso? Como médico, reforça a necessidade de diagnosticar e tratar de forma abrangente o TDAH em crianças e adultos.”</p>



<p>Como o TDAH é normalmente diagnosticado na infância, os resultados do estudo poderiam ser usados ​​pelos médicos para fazer exames precoces de sinais de depressão, ideação suicida ou anorexia, disse Freuer.</p>



<p>“Isso permitiria um tratamento precoce adaptado ao paciente”, disse ele. “Do ponto de vista pessoal e familiar, penso que é importante não, subestimar quaisquer sintomas e a própria doença e as suas possíveis consequências e procurar ajuda profissional atencipadamente.”</p>



<p>Fonte: CNN Brasil</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Intolerância Alimentar" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/_cAFNxFyCTc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Por que tantos adultos estão tomando remédio para tratar TDAH?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Aug 2023 23:38:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sendo eu uma mulher na casa dos 30 anos que frequentemente digitava &#8220;TDAH&#8221; no meu computador, algo intrigante ocorreu em 2021. Fui surpreendida por uma série de anúncios online, todos relacionados ao TDAH, ou seja, ao transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. Entre eles, uma avaliação gratuita de um minuto para determinar a possibilidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Margaret Sibley</strong></li>



<li>Role,<strong>The Conversation</strong></li>
</ul>



<p>Sendo eu uma mulher na casa dos 30 anos que frequentemente digitava &#8220;TDAH&#8221; no meu computador, algo intrigante ocorreu em 2021. Fui surpreendida por uma série de anúncios online, todos relacionados ao TDAH, ou seja, ao transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="720" height="90" data-id="94783" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/City.jpeg" alt="" class="wp-image-94783" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/City.jpeg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/08/City-300x38.jpeg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
</figure>



<p>Entre eles, uma avaliação gratuita de um minuto para determinar a possibilidade de eu possuir o distúrbio, uma oferta de um jogo digital destinado a &#8220;reativar&#8221; o meu cérebro e até mesmo um anúncio indagando se eu estava experimentando dificuldades no trabalho apesar dos meus esforços.</p>



<p>A razão pela qual o termo &#8220;TDAH&#8221; se tornou uma presença constante na minha vida digital decorre do fato de eu ser uma psicóloga clínica que se dedica exclusivamente a tratar pacientes com TDAH.</p>



<p>Além disso, desfruto da posição de pesquisadora psiquiátrica na Escola de Medicina da Universidade de Washington, onde investigo as tendências do TDAH ao longo da vida.</p>



<p>Esses anúncios representavam uma nova e impressionante tendência. No ano seguinte, em outubro de 2022, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (U.S. Food and Drug Administration) anunciou uma escassez nacional de sais mistos de anfetaminas, os quais são comercializados sob a marca Adderall.</p>



<p>Tanto o Adderall quanto suas variantes genéricas emergiram como tratamentos medicamentosos extremamente comuns para o TDAH. Consequentemente, nos meses seguintes, outros medicamentos destinados ao tratamento do TDAH passaram a integrar a lista de medicamentos com receita em falta.</p>



<p>Ainda em agosto de 2023, os Estados Unidos continuavam lidando com a carência de diversos medicamentos para o TDAH, com a perspectiva de solução só daqui a alguns meses, no mínimo. Evidentemente, essa escassez foi instigada por uma combinação de demanda substancial e dificuldades no acesso a ingredientes-chave. Nos últimos meses, uma grande quantidade de norte-americanos se deparou com a ausência de garantias quanto ao acesso aos seus tratamentos diários.</p>



<p>Relatando um aumento sem precedentes nas prescrições de estimulantes entre 2020 e 2021, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) trouxe à tona, em março de 2023,&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1177/10870547231164155">achados surpreendentes</a>. O grupo demográfico que demonstrou o maior incremento no uso desses estimulantes – quase 20% em apenas um ano – compreendeu mulheres com idades entre 20 e 30 anos.</p>



<p>As descobertas do CDC, aliadas à persistente carência de estimulantes, suscitam questionamentos interessantes, para os quais ainda não se encontram respostas definitivas, acerca dos fatores subjacentes a essas tendências.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/95b3/live/1fc168e0-35f6-11ee-bde6-7ffba94c56ae.jpg" alt="medicamento aberto em cima de  balcão"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="O-desafio-de-diagnosticar-o-TDAH-adulto">O desafio de diagnosticar o TDAH adulto</h2>



<p>Apesar do aumento da consciência em relação ao TDAH nas últimas duas décadas, a realidade é que muitas pessoas, especialmente mulheres e indivíduos de grupos étnicos minoritários, não recebem diagnóstico de TDAH durante a infância.</p>



<p>Ao contrário da depressão ou ansiedade, diagnosticar o TDAH em adultos é uma tarefa complexa. O processo de diagnóstico, seja em crianças ou adultos, requer, em primeiro lugar, a identificação de traços que se assemelham ao TDAH e que existem em um espectro, podendo variar.</p>



<p>Esses traços precisam ser graves e persistentes o suficiente para impactar negativamente a capacidade da pessoa de viver uma vida saudável e funcional.</p>



<p>Uma pessoa comum pode apresentar alguns sintomas que lembram o TDAH, o que torna desafiador distinguir entre características semelhantes ao TDAH &#8211; como esquecer chaves, manter uma mesa desorganizada ou ter a mente vagando durante tarefas monótonas &#8211; e um transtorno médico que requer diagnóstico.</p>



<p>Uma vez que não existe um teste objetivo para diagnosticar o TDAH, os médicos frequentemente realizam entrevistas estruturadas com os pacientes, coletam informações de familiares por meio de escalas de avaliação e analisam registros médicos para chegar a um diagnóstico preciso.</p>



<p>Os desafios no diagnóstico também são notados por profissionais de saúde mental, incluindo psiquiatras, devido às semelhanças do TDAH com outras condições. Curiosamente, a dificuldade de concentração é o segundo sintoma mais comum em todos os distúrbios psiquiátricos.</p>



<p>A complexidade é ainda maior porque o TDAH é um fator de risco para várias condições com as quais compartilha características. Por exemplo, a constante exposição a feedbacks negativos pode levar adultos com TDAH a desenvolverem sintomas secundários de depressão e ansiedade.</p>



<p>O diagnóstico preciso exige um profissional de saúde habilidoso e bem treinado, disposto a investir o tempo necessário para coletar minuciosamente o histórico do paciente.</p>



<p>Considerando as circunstâncias da pandemia de covid-19, embora haja alguns fatores evidentes, ainda não está claro o quanto eles têm contribuído para o aumento nas prescrições de estimulantes.</p>



<p>No ano de 2021, os EUA ainda estavam no ápice da pandemia. As pessoas estavam enfrentando perdas de emprego, desafios financeiros e as complexidades do trabalho remoto, enquanto equilibravam responsabilidades como a educação online de seus filhos. Insegurança e incerteza eram sentimentos generalizados, com muitas famílias lamentando a perda de entes queridos.</p>



<p>A pandemia impactou a todos, mas as&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1177/15394492221076516">evidências sugerem que as mulheres foram afetadas de maneira mais intensa</a>. Isso possivelmente levou a um aumento proporcional na busca por tratamentos estimulantes para auxiliar na adaptação às exigências do cotidiano.</p>



<p>Adicionalmente, com restrições em espaços recreativos presenciais, as pessoas passaram a investir mais tempo nas plataformas digitais.</p>



<p>Em 2021, o conceito de &#8220;neurodiversidade&#8221; ganhou força nas discussões online sobre justiça social. Esse termo, que não possui conotação médica, aborda a vasta gama de processos cerebrais que diferem do padrão convencional.</p>



<p>Na mesma época, a hashtag #ADHD se tornou uma tendência relevante no TikTok, com relatos divertidos sobre perdas de objetos, procrastinação e características do TDAH.</p>



<p>Entretanto, mesmo com a proliferação de conteúdo online relacionado ao TDAH, uma pesquisa conduzida no Canadá classificou os vídeos do TikTok com a hashtag #ADHD em categorias baseadas em precisão e utilidade. O achado foi notável: a maioria dos vídeos era imprecisa. Somente 21% das postagens ofereciam informações corretas e úteis.</p>



<p>Dessa forma, em meio à comunidade online em crescimento, muitas pessoas recentemente diagnosticadas com TDAH podem não estar de fato sofrendo da condição. Para alguns, a cibocondria &#8211; uma ansiedade relacionada à saúde após pesquisas online &#8211; poderia ter surgido.</p>



<p>Outros podem ter confundido o TDAH com outro transtorno, o que é surpreendentemente comum. Além disso, alguns podem ter experimentado apenas leves problemas de atenção, que não atingem o nível de gravidade para serem considerados TDAH.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-eram-o-tratamento-de-TDAH-em-2021">Como eram o tratamento de TDAH em 2021</h2>



<p>Em 2021, o sistema de saúde mental dos EUA enfrentava um cenário desafiador. A maioria dos prestadores de serviços tradicionais para o TDAH, como psiquiatras, psicólogos, terapeutas de saúde mental e enfermeiras psiquiátricas, tinham listas de espera com meses de antecedência para novos pacientes.</p>



<p>Indivíduos em busca de ajuda recente para o TDAH começaram a encontrar consultas mais ágeis com seus médicos de atenção primária, que por vezes estavam ou não confortáveis em diagnosticar e tratar o TDAH em adultos.</p>



<p>Diante do aumento na demanda por cuidados de TDAH, novas opções eram necessárias para atender às necessidades dos pacientes.</p>



<p>Nessa mesma época, surgiram startups online voltadas para o tratamento do TDAH, atraindo potenciais consumidores por meio de anúncios digitais cativantes, semelhantes aos que eu recebia.</p>



<p>Comparados aos métodos tradicionais de atendimento, os modelos adotados por essas startups buscavam cortar custos, priorizando avaliações rápidas e uma equipe de profissionais com remuneração mais acessível.</p>



<p>Também foi relatado que essas startups empregavam um modelo de tratamento padronizado que não ajustava adequadamente os tratamentos, muitas vezes optando pela prescrição de estimulantes em vez de tratamentos potencialmente mais apropriados.</p>



<p>Algumas dessas empresas estão atualmente sob investigação do governo federal.</p>



<p>Embora esses modelos tenham gerado controvérsias na comunidade médica, é possível que tenham reduzido as barreiras ao tratamento do TDAH para muitas pessoas.</p>



<p>O veredicto final ainda não está claro. Até que o CDC disponibilize os dados de prescrição de estimulantes para 2022 e 2023, pesquisadores como eu não terão uma visão completa se as tendências observadas em 2021, como o aumento das prescrições para adultos e a alta demanda por medicamentos de TDAH, se manterão.</p>



<p>Caso essas tendências se estabilizem, isso poderia indicar que os pacientes que anteriormente enfrentaram dificuldades de acesso aos cuidados finalmente terão a oportunidade de receber a ajuda necessária.</p>



<p>No entanto, se as prescrições para o TDAH retornarem aos níveis pré-pandêmicos, poderemos entender que uma combinação de fatores ligados à pandemia de covid-19 causou um pico momentâneo nas buscas por tratamento do TDAH.</p>



<p>O que fica evidente é que a atual escassez de profissionais de saúde mental confortáveis em diagnosticar e tratar o TDAH em adultos continuará a afetar a capacidade de novos pacientes de receber uma avaliação diagnóstica apropriada para o TDAH.</p>



<p><em>*&nbsp;</em>Margaret Sibley é professora de Psiquiatria e Ciências Comportamentais na University of Washington.</p>



<p><em>Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas </em><a href="https://theconversation.com/"><em>The Conversation</em></a><em> e republicado sob licença Creative Commons. </em><a href="https://theconversation.com/more-adults-than-ever-have-been-seeking-adhd-medications-an-adhd-expert-explains-what-could-be-driving-the-trend-206052"><em>Leia aqui a versão original em inglês</em></a><em>.</em></p>



<p>Fonte: BBC Brasil</p>



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<iframe title="A evolução do marketing na FBF" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/5Ho4R0Lu-Kk?start=4&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/por-que-tantos-adultos-estao-tomando-remedio-para-tratar-tdah/">Por que tantos adultos estão tomando remédio para tratar TDAH?</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Medicamento e treino parental se mostram eficazes no TDAH infantil em estudo da USP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2022 03:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Deficit de Atencao]]></category>
		<category><![CDATA[Hiperatividade]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tratamentos melhoraram o comportamento de crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade; medicamento reduziu sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, e treinamento diminuiu irritabilidade.   por Júlio Bernardes &#8211; Segunda, 14 de novembro de 2022 &#8211; 00:20 Arte:&#160;Guilherme Castro Aeficácia e a segurança do uso do medicamento metilfenidato e do treinamento parental no tratamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Tratamentos melhoraram o comportamento de crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade; medicamento reduziu sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, e treinamento diminuiu irritabilidade.</h2>



<p>  por Júlio Bernardes &#8211; Segunda, 14 de novembro de 2022 &#8211; 00:20</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Arte:</strong>&nbsp;Guilherme Castro</h2>



<p>Aeficácia e a segurança do uso do medicamento metilfenidato e do treinamento parental no tratamento de crianças pré-escolares (de três a cinco anos) com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) foram testadas em pesquisa realizada no Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O estudo, denominado&nbsp;<em>Mappa</em>, aponta que, depois de oito semanas de tratamento, o metilfenidato (já empregado no tratamento de crianças e adolescentes com o transtorno) melhorou a funcionalidade, ou seja, o comportamento das crianças, e reduziu a frequência e intensidade de sintomas do TDAH, como desatenção e impulsividade. O treinamento parental, além de também proporcionar ganho funcional, reduziu a irritabilidade. Os resultados da pesquisa estão descritos em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/S2352-4642(22)00279-6">artigo</a>&nbsp;publicado na revista científica&nbsp;<em>Lancet Child Adolescent Health</em>.</p>



<p>“O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que se caracteriza por um padrão persistente de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que causam prejuízos ao desenvolvimento da criança, como problemas de relacionamentos com pares, prejuízos na aprendizagem e maior risco de acidentes”, relata ao&nbsp;<strong>Jornal&nbsp;da&nbsp;USP</strong>&nbsp;a médica e doutoranda Luísa Shiguemi Sugaya, primeira autora do artigo. “Atualmente, a prevalência do TDAH em pré-escolares é estimada em aproximadamente 2%. No Brasil, há um estudo realizado com crianças de seis anos de idade que encontrou uma prevalência de 2,6%.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/Luisa-Shiguemi-Sugaya2-pxdlz53hmvo1xgadriu1x67pql7nuhrwizrjq42a84.png?w=1200&amp;ssl=1" alt="Luísa Shiguemi Sugaya - Foto: Reprodução/GVPPIA" width="123" height="123" title="Luísa-Shiguemi-Sugaya2"/><figcaption>Luísa Shiguemi Sugaya &#8211; Foto: Reprodução/GVPPIA</figcaption></figure>
</div>


<p>“Quando se fala em funcionalidade, isso quer dizer que a TDAH interfere no modo como a criança interage com o ambiente, aprende e se relaciona, em todos os contextos, por exemplo, brincando numa pracinha, ela não para, não presta atenção, machuca-se”, descreve o professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP Guilherme Polanczyk, autor sênior do estudo. “Na sala de aula, o transtorno afeta o aprendizado, como ela se relaciona com os pares, e também está associado a estresse familiar, que leva os pais a terem comportamentos punitivos.”</p>



<p>O estudo&nbsp;<em>Mappa</em>&nbsp;foi realizado no IPq com 153 famílias, entre agosto de 2016 e outubro de 2019, e avaliou dois tratamentos. “Um deles foi o uso de metilfenidato, um medicamento que já se mostrou eficaz e seguro para o tratamento de crianças escolares e adolescentes com TDAH”, afirma a médica. “O outro foi o treinamento parental comportamental, uma intervenção que tem como objetivo ensinar aos pais técnicas que pretendem melhorar o manejo dos comportamentos das crianças, melhorar a relação entre eles e aumentar suas competências e autoconfiança”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Redução de Sintomas</h2>



<p>Os tratamentos foram comparados com um placebo (substância sem efeito) e uma intervenção educacional que forneceu informações sobre o desenvolvimento infantil, não relacionadas ao TDAH, e serviu como controle para os efeitos não específicos da terapia parental. “O uso de metilfenidato foi eficaz para reduzir a frequência e intensidade dos sintomas, melhorar a funcionalidade da criança e a atenção em testes computadorizados”, aponta Luísa. “Já o treinamento parental, que também obteve melhoria funcional, reduziu sintomas de irritabilidade e melhorou as medidas tomadas pelos pais”.</p>



<p>“Em relação aos efeitos adversos, o uso de metilfenidato provocou mais efeitos colaterais leves, mas sem aumento do risco de efeitos colaterais graves, e sem causar alterações do funcionamento hepático ou cardíaco”, conclui a médica.&nbsp; Polanczyk ressalta que o treinamento ajudou os pais e mães a lidarem com as manifestações do TDAH da forma mais apropriada. “Por exemplo, quando a criança tem de esperar em uma fila, o que é difícil para quem tem TDAH, os pais vão pensar em atividades para aliviar a espera, ao invés de darem ordens que podem potencializar os comportamentos ligados ao transtorno.”</p>



<p>De acordo com Luísa, os resultados do estudo já podem ser aplicados clinicamente e poderão ajudar o clínico a escolher o melhor tratamento para cada paciente. “Nosso estudo mostra que metilfenidato e treinamento parental são tratamentos seguros para crianças pré-escolares com TDAH, mas que apresentam efeitos distintos sobre o comportamento”.  Polanczyk enfatiza que a importância do estudo reside no fato de haver desconhecimento na literatura científica sobre qual é o melhor tratamento para o transtorno nesta faixa etária.</p>



<p>“As diretrizes clínicas internacionais indicam apenas o treinamento parental, porém ainda não estava claro na literatura se a sua efetividade era devido ao chamado ‘efeito placebo’, no qual os pais que receberam a terapia relatam diminuição nos sintomas, porém, o mesmo não acontece junto aos professores, o que gerava incertezas sobre o funcionamento do treino”, afirma. “Esta pesquisa é única por ter comparado a medicação e o treinamento ao mesmo tempo, sendo conduzido com vários cuidados de forma a evitar o ‘efeito placebo’. Os resultados indicam que o melhor tratamento vai depender da avaliação de cada caso, por exemplo, quando os pais já lidam com as crianças de forma mais adequada e o maior prejuízo está associado à desatenção, pode-se optar somente pela medicação.”</p>



<p>O estudo foi realizado por um grupo de pesquisadores do IPq, com colaborações de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do National Institute of Mental Health (Estados Unidos) e está descrito no artigo&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1016/S2352-4642(22)00279-6"><em>Efficacy and safety of methylphenidate and behavioural parent training for children aged 3–5 years with attentiondeficit hyperactivity disorder: a randomised, double-blind, placebo-controlled, and sham behavioural parent training-controlled trial</em></a>, publicado online pela revista científica&nbsp;<em>Lancet Child Adolescent Health</em>&nbsp;em 25 de outubro. A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</p>



<p><em>Mais informações: email polanczyk.guilherme@gmail.com, com o professor Guilherme Polanczyk</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP</p>



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<iframe title="Renata Clarke-Gray - Escritora e Produtora da Rede Sem Fronteira" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/GDVMc3REX84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Ministério da Saúde aprova protocolo para diagnóstico de TDAH</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 20:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documento também aborda tratamento, controle e avaliação do transtorno O governo brasileiro aprovou um documento com critérios de diagnóstico, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O protocolo do Ministério da Saúde&#160;foi publicado na edição&#160;dessa quarta-feira (3) do&#160;Diário Oficial da União. Dados da Organização Mundial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Documento também aborda tratamento, controle e avaliação do transtorno</p>



<p>O governo brasileiro aprovou um documento com critérios de diagnóstico, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1474454&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1474454&amp;o=node"></p>



<p>O protocolo do Ministério da Saúde&nbsp;<a href="https://in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-conjunta-n-14-de-29-de-julho-de-2022-419678091" target="_blank" rel="noreferrer noopener">foi publicado na edição</a>&nbsp;dessa quarta-feira (3) do&nbsp;<em>Diário Oficial da União</em>. Dados da Organização Mundial da Saúde estimam que o transtorno acomete 3% da população mundial.</p>



<p>Segundo o ministério, o transtorno é considerado uma condição do neurodesenvolvimento, caracterizada por uma tríade de sintomas envolvendo desatenção, hiperatividade e impulsividade em um nível exacerbado e disfuncional para a idade. Os sintomas começam na infância, podendo persistir ao longo de toda a vida.</p>



<p>“As dificuldades, muitas vezes, só se tornam evidentes a partir do momento em que as responsabilidades e a independência se tornam maiores, como quando a criança começa a ser avaliada no contexto escolar ou quando precisa se organizar para alguma atividade ou tarefa sem a supervisão dos pais”, ressaltou a pasta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Diagnóstico tardio</h2>



<p>Embora o TDAH seja frequentemente diagnosticado durante a infância, o Ministério da Saúde alertou ainda que não é raro o diagnóstico ser feito posteriormente. Ele deve ser realizado por um médico psiquiatra, pediatra ou outro profissional de saúde como neurologista ou neuropediatra.</p>



<p>Edição: Denise Griesinger</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/06/par.jpg" alt="" class="wp-image-53194"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/ministerio-da-saude-aprova-protocolo-para-diagnostico-de-tdah/">Ministério da Saúde aprova protocolo para diagnóstico de TDAH</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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