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	<title>Teatro da USP |</title>
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	<title>Teatro da USP |</title>
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		<title>No Teatro da USP, peça relaciona ascensão da extrema direita à cultura dos jagunços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 13:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura dos jagunços]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em cartaz até 23 de fevereiro,&#160;Magma-Jagunço&#160;aborda a transformação das dinâmicas rurais e seu impacto na indústria cultural brasileira Um grupo de cineastas militantes de esquerda decide invadir a fazenda do tio de um dos membros do grupo — um dos maiores empresários da carne do País — para realizar uma ação político-artística e denunciar crimes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Em cartaz até 23 de fevereiro,&nbsp;</em>Magma-Jagunço<em>&nbsp;aborda a transformação das dinâmicas rurais e seu impacto na indústria cultural brasileira</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um grupo de cineastas militantes de esquerda decide invadir a fazenda do tio de um dos membros do grupo — um dos maiores empresários da carne do País — para realizar uma ação político-artística e denunciar crimes cometidos no campo. Durante a ação, porém, o grupo é capturado por um jagunço, que parece não pertencer à realidade de seu tempo. Os jovens, então, criam dois filmes, que, narrados sob pontos de vista diferentes, discutem a arte engajada e suas ferramentas de confronto à cultura da elite do agronegócio no Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o enredo principal de&nbsp;<em>Magma-Jagunço</em>, em cartaz na sala do Teatro da USP (Tusp) no Centro MariAntonia da USP, em temporada gratuita até o dia 23 de fevereiro. “Hoje temos jagunços espalhados pela cidade inteira. Temos quase um jagunço a cada esquina”, afirma o dramaturgo Clayton Mariano, diretor da peça. Ao refletir sobre as novas formas de ‘jagunçagem’ presentes na sociedade brasileira do século 21, Mariano reúne no palco o passado das elites coronelistas e o presente da ascensão da extrema direita no Brasil. Realizada pelo grupo&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/tablado_sp/">Tablado_SP</a>, a peça tem sessões de quinta-feira a sábado, às 20 horas, e aos domingos, às 18 horas.</p>



<figure class="wp-block-image is-style-rounded"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/02/20250204_Clayton-Mariano.jpg" alt="Homem cabeludo, com barba e bigode." class="wp-image-850877"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O dramaturgo Clayton Mariano, diretor de&nbsp;<em>Magma-Jagunço</em>&nbsp;– Foto: Arquivo pessoal</p>



<h2 class="wp-block-heading">Histórico e contemporâneo, o jagunço</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia da narrativa surgiu a partir de uma&nbsp;<em>live&nbsp;</em>feita há cerca de dois anos pelo filósofo Paulo Arantes, professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. “Na transmissão ele citou o sociólogo Gabriel Feltran, que relaciona o avanço do extremismo de direita a um novo tipo de jagunçagem. Para ele, a violência direta, que é a base do jagunço, forma uma atual aliança com fé e messianismo religioso”, explica o diretor. Conforme as percepções dos dois estudiosos, Mariano aponta o novo jagunço como uma figura que se impõe à força para garantir a ordem e a manutenção do poder — a exemplo de pastores neopentecostais, pequenos proprietários, policiais e milicianos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/02/20250204_01_Magma-Jagunco.jpg" alt="Três pessoas atrás de uma cerca de galhos secos, sendo que uma segura uma espingarda." class="wp-image-850874"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na peça, cineastas militantes se rebelam contra a elite agropecuária – Foto: Larissa Moraes/Tusp</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fim de se aprofundar na temática da peça, o diretor entrou em contato com os estudos do economista Marcio Pochmann, que discorre sobre os ciclos da jagunçagem, e do jornalista Bruno Paes Manso, autor do livro&nbsp;<em>A Fé e o Fuzil: Crime e Religião no Brasil do século XXI</em>&nbsp;(Todavia, 2023). Enquanto buscava pelas tendências que atravessam o atual cenário político do País, Mariano também resgatou as origens históricas do jagunço como tradicional símbolo sertanejo da literatura e do cinema nacional. “Ele é uma personagem emblemática no sertão do Brasil profundo retratado nas obras de Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e, especialmente, nos filmes de Glauber Rocha”, destaca. Sobre a relação entre passado e contemporaneidade na peça, ele complementa: “O ponto de convergência do enredo é a relação entre o jagunço histórico e as novas representações dessa figura”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Impulsionado pelas pesquisas e referências culturais, Mariano propõe&nbsp;<em>Magma-Jagunço&nbsp;</em>com o objetivo de levantar reflexões e questionamentos ao público. “A peça foi construída no sentido de entender de que forma nós produzimos, como sociedade, a ascensão da extrema direita e como o fenômeno da jagunçagem foi fabricado no Brasil”, comenta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Entre cinema e teatro</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/02/20250204_02_Magma-Jagunco.jpg" alt="Homem fazendo filmagens com uma filmadora." class="wp-image-850875"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois atos da peça são retratados por meio de filmagens ao vivo – Foto: Larissa Moraes/Tusp</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 120 minutos de duração, a peça é dividida em dois atos,&nbsp;<em>Jagunço&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Magma</em>, que são representados pelos dois filmes criados pelos cineastas protagonistas da obra.&nbsp;<em>Jagunço</em>, o primeiro ato, é contado sob a ótica dos militantes de esquerda, enquanto&nbsp;<em>Magma</em>, o segundo ato, é como um&nbsp;<em>remake&nbsp;</em>de&nbsp;<em>Jagunço</em>, mas relatado pelo olhar da elite do agronegócio. Embora as filmagens apresentem posicionamentos e linguagens diferentes, suas narrativas se conectam ao final. “A união das linguagens cinematográfica e audiovisual traz uma poesia especial ao palco”, enfatiza o dramaturgo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mariano reitera que a contraposição de visões políticas distintas simboliza uma reflexão central na construção do enredo: como a arte engajada se manifesta diante da predominância da indústria cultural do agronegócio no País? Para o diretor, esse questionamento encontra uma síntese de respostas nos filmes&nbsp;<em>Deus e o Diabo na Terra do Sol</em>&nbsp;(1964) e&nbsp;<em>O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro</em>&nbsp;(1971), de Glauber Rocha. “Glauber parece questionar as possibilidades de uma aliança ambígua entre a militância de esquerda e o jagunço, na figura de Antônio das Mortes. Poderíamos adaptar a proposta de Glauber diante dos novos jagunços. Faz sentido imaginar uma aliança, hoje, com parte dessa extrema direita?”, questiona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor ainda destaca a tentativa de r<em>es</em>istência dos protagonistas diante da hegemonia cultural financiada pelo setor agropecuário no Brasil. “Os cineastas da peça acabam reféns do agronegócio, assim como muitos dos que têm uma posição crítica a essa cultura atualmente. Por mais que tentemos fugir desse sistema dominante, nós mesmos o fabricamos. A origem histórica do agronegócio é a própria origem do Brasil”, reitera.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/02/20250204_03_Magma-Jagunco.jpg" alt="Silhueta de uma homem de chapéu e armado com uma espingarda." class="wp-image-850876"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O jagunço é apresentado como uma figura emblemática na cultura brasileira – Foto: Larissa Moraes/Tusp</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A peça&nbsp;</em>Magma-Jagunço<em>, do grupo Tablado_SP, fica em cartaz até 23 de fevereiro, de quinta-feira a sábado, às 20 horas, e aos domingos, às 18 horas, na sala do Teatro da USP (Tusp) localizada no Centro MariAntonia da USP (Rua Maria Antônia, 294, na Vila Buarque, região central de São Paulo, próximo às estações Higienópolis-Mackenzie e Santa Cecília do metrô). Entrada grátis. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria uma hora antes de cada sessão. Mais informações estão disponíveis no&nbsp;<a href="http://www.usp.br/tusp/?portfolio=magma-jagunco">site do Tusp</a>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Estagiária sob supervisão de Marcello Rollemberg e Roberto C. G. Castro</em> / Fonte: Jornal da USP / <em>Foto: Larissa Moraes/Tusp</em></p>



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		<title>Espetáculo no Teatro da USP investiga o sonho pela perspectiva ameríndia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2024 19:34:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro da USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coletivo paulistano 28 Patas Furiosas estreia espetáculo onírico que faz uma reflexão sobre o sono em sociedades ocidentais e ameríndias Após dois anos de pesquisas com pajés, lideranças indígenas e da antropologia, o coletivo 28 Patas Furiosas compreendeu que, para alguns povos ameríndios, o sonho é incorporado como fenômeno que incide sobre a realidade da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Coletivo paulistano 28 Patas Furiosas estreia espetáculo onírico que faz uma reflexão sobre o sono em sociedades ocidentais e ameríndias</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após dois anos de pesquisas com pajés, lideranças indígenas e da antropologia, o coletivo 28 Patas Furiosas compreendeu que, para alguns povos ameríndios, o sonho é incorporado como fenômeno que incide sobre a realidade da aldeia, e que pode ser revertido em ações de cura ou mesmo de transformação da organização social e política da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, ao mesmo tempo, o grupo percebeu que o abandono progressivo do sono – a ponto de mal nos lembrarmos dos sonhos – é um dos problemas da sociedade ocidental, ideia que tem eco nas palavras do neurocientista Sidarta Ribeiro, outra importante referência na construção do espetáculo.&nbsp;A partir daí surge<em>&nbsp;Um Jaguar por Noite</em>, peça que faz sua temporada de estreia gratuita entre 17 de maio e 9 de junho na Sala Multiuso do Centro MariAntonia, em parceria com o Teatro da USP (Tusp), com sessões às sextas e sábados, 21h, e, aos domingos, às 18h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O coletivo mergulha nas cosmologias xavante, kamayurá e guarani para propor que o ato de compartilhar sonhos permite coletivizar a experiência. E, ao mesmo tempo, que sonhar é uma forma de transitar entre mundos, percorrer caminhos, extrapolar geografias, deslocar-se, alterar-se. Desta forma, a ideia é colocar o sonho como elemento central da experiência humana, já que o ato de sonhar nos permite elaborar ideias e criar estratégias de vida e produção para novos futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de 90 minutos, numa instalação cênica formada por painéis de luzes, confetes e colchões infláveis o público partilha de uma vivência única: as atrizes, os atores e a equipe técnica do grupo preparam o espaço cênico para dormir, enquanto elaboram reflexões sobre a dificuldade do sono nas cidades e se arriscam a lembrar dos sonhos perdidos em suas memórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num plano onírico, um grupo de pessoas aluga uma casa no campo para celebrar algo do qual não se lembram mais. Ali são surpreendidas pela noite e veem o encontro festivo ganhar contornos que entortam a realidade: a casa se desloca para um cemitério, cruza com dois rios e leva as pessoas ao topo de uma montanha rodeada por uma onça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de dois espetáculos a partir de literaturas europeias, o grupo passou a olhar para a cultura brasileira. Em&nbsp;<a href="http://www.usp.br/tusp/?portfolio=parede-28-patas-furiosas"><em>Parede</em></a>, espetáculo anterior que também se apresentou no Maria Antonia, a encenação se deu a partir da obra do gaúcho Qorpo-Santo. “Agora, entramos em contato com elementos da cultura ameríndia, não com a intenção de falar em nome desses povos e sim com a missão de repensar nosso cotidiano sob outros pontos de vista”, diz a atriz Sofia Botelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seus dez anos de trabalho, o grupo busca uma relação mais horizontal entre encenação, dramaturgia, atores, atrizes e as materialidades da cena, tentando diminuir a presença humana do protagonismo da ação. Do mesmo modo, os povos ameríndios não consideram o ser humano como figura central da existência: “Sonhar como água, rocha, planta, bicho etc., para – quem sabe?&nbsp; – vislumbrar outros mundos”, registra o grupo, na crença de que os sonhos, assim como o mito e o espetáculo teatral, podem atuar sobre o tempo presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A idealização e a realização são do 28 Patas Furiosas, que assina a dramaturgia ao lado de Tadeu Renato. Em cena estão Isabel Wolfenson, Maíra do Nascimento, Pedro Stempniewski, Sofia Botelho e Valéria Rocha com encenação, cenografia e luz de Wagner Antônio. O ponto de partida para&nbsp;<em>Um Jaguar por Noite</em>&nbsp;foi a performance-instalação&nbsp;<em>Parabólica Dos Sonhos,&nbsp;</em>que também se&nbsp;<a href="http://www.usp.br/tusp/?portfolio=ocupacao-28-patas-furiosas-da-instabilidade-aos-sonhos">apresentou</a>&nbsp;no Tusp e é parte de um projeto contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><em>Um Jaguar por Noite</em></h3>



<p class="wp-block-paragraph">De 17 de maio a 9 de junho de 2024<br>Sextas e sábados, 21h; domingos, 18h<br>Tusp | Centro MariAntonia | Sala Multiuso | R. Maria Antônia, 258/294<br>Livre | 90 min | Gratuito, com retirada na bilheteria com 1h de antecedência</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP / <em>Foto: Camila Rios</em></p>



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<iframe title="Gestão de Qualidade nas Instituições de Saúde" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/vUD5NH94Q4I?start=3882&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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