<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>tecno-otimistas |</title>
	<atom:link href="https://ipiracity.com/tag/tecno-otimistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 May 2026 11:33:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2020/07/cropped-icon-32x32.png</url>
	<title>tecno-otimistas |</title>
	<link>https://ipiracity.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O Brasil precisa de tecno-otimistas</title>
		<link>https://ipiracity.com/o-brasil-precisa-de-tecno-otimistas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-brasil-precisa-de-tecno-otimistas</link>
					<comments>https://ipiracity.com/o-brasil-precisa-de-tecno-otimistas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 11:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[tecno-otimistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ipiracity.com/?p=176837</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um país que desconfia da inovação condena a si mesmo à estagnação O Brasil precisa, mais do que nunca, de criadores O Brasil tem hoje cerca de&#160;4,5 pesquisadores por mil trabalhadores, contra 8,5 na média da OCDE e mais de 16 na Coreia do Sul. O país investe algo em torno de&#160;1,2% do PIB em [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-brasil-precisa-de-tecno-otimistas/">O Brasil precisa de tecno-otimistas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5 class="wp-block-heading"><strong><em>Um país que desconfia da inovação condena a si mesmo à estagnação</em></strong></h5>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>O Brasil precisa, mais do que nunca, de criadores</strong></h5>



<p>O Brasil tem hoje cerca de&nbsp;4,5 pesquisadores por mil trabalhadores, contra 8,5 na média da OCDE e mais de 16 na Coreia do Sul. O país investe algo em torno de&nbsp;1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, enquanto Israel investe 5,6% e a Coreia do Sul, 4,9%, com uma diferença fundamental: nesses países, a maior parte do investimento vem do setor privado, de empresas que competem, inovam e assumem riscos com o próprio capital, não de governos distribuindo recursos por critérios políticos. Esses números não descrevem apenas um gap de financiamento, descrevem uma diferença de ambição.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>O que é tecno-otimismo</strong></h5>



<p>Em outubro de 2023, o investidor e cofundador da Andreessen Horowitz, Marc Andreessen, publicou o&nbsp;Manifesto Tecno-Otimista, um texto que argumenta que a tecnologia não é o problema do mundo moderno, é a solução. Cada grande desafio que a humanidade enfrenta, da pobreza à doença, da escassez energética às mudanças climáticas, tem solução tecnológica possível, e o medo do progresso tecnológico é, na prática, uma preferência velada pelo sofrimento humano evitável.</p>



<p>Andreessen não inventou a ideia, ela tem raízes em pensadores como Julian Simon, que argumentou nas décadas de 1980 e 1990 que o recurso mais escasso e mais valioso do planeta não é petróleo nem água, mas inteligência humana aplicada a problemas concretos. Ele encontra respaldo nos dados históricos: a expectativa de vida global dobrou nos últimos cem anos, a pobreza extrema caiu de mais de 80% da população mundial para menos de 10%, a produtividade agrícola cresceu a ponto de alimentar oito bilhões de pessoas em solos que antes sustentavam dois.</p>



<p>Isso não aconteceu por decreto, aconteceu por&nbsp;tecnologia desenvolvida&nbsp;por pessoas e empresas que tinham liberdade para criar, errar e tentar de novo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="192" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2026/05/Ipiracity.gif" alt="" class="wp-image-176821"/></figure>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia não se planeja, se liberta</strong></h5>



<p>O tecno-otimismo tem uma dimensão que vai além da admiração pela ciência: é uma posição sobre quem deve liderar o desenvolvimento tecnológico. A resposta, para qualquer observador honesto da história, é o setor privado, empresas e indivíduos que assumem riscos com o próprio capital, que erram e aprendem, que competem para criar produtos melhores do que os concorrentes. Governos acreditam poder regular ou financiar ciência básica em áreas onde o retorno privado é difícil de capturar, mas o protagonismo da inovação pertence ao mercado, não ao estado.</p>



<p>O papel do governo, portanto, não é liderar a transformação tecnológica, é parar de atrapalhar. No Brasil, isso significa uma lista longa: impostos sobre equipamentos importados que encarecem a automação industrial, processos de abertura de empresa que levam semanas quando deveriam levar horas, regulações sobrepostas que criam insegurança jurídica para quem quer investir e inovar, e uma carga tributária que consome energia de gestores que deveriam estar pensando em produto, não em compliance.</p>



<p>Há também uma mudança cultural necessária, que começa nas empresas, mas precisa contaminar o ambiente de negócios como um todo. Tecnologia é desenvolvida em ambiente de tentativa e erro, onde falhar faz parte do processo, e a empresa que fechou ensinou ao empreendedor mais do que dez anos de consultoria. O Vale do Silício não produziu inovação apesar das centenas de startups que faliram; produziu em parte por causa delas, porque cada fracasso realocou capital humano e aprendizado para a próxima tentativa. No Brasil, fechar uma empresa ainda é um processo burocrático e caro, abrir uma nova depois de um negócio fracassado ainda carrega estigma social, e o empreendedor que errou ainda é visto com desconfiança, quando deveria ser visto como alguém que aprendeu na prática o que nenhuma sala de aula ensina.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Quando o estado recuou, o Brasil avançou</strong></h5>



<p>O Brasil tem casos concretos que demonstram o que acontece quando o estado reduz sua presença e deixa o mercado operar, ainda que nenhum desses casos represente liberdade plena, e todos eles mostrem o quanto ainda falta percorrer.</p>



<p>A&nbsp;Embraer&nbsp;é o exemplo mais conhecido. Em 1994, quando o governo federal privatizou a empresa e ela passou a operar segundo a lógica de mercado, a Embraer tinha receita de cerca de 300 milhões de dólares. Em 2023, faturou mais de 6 bilhões de dólares e é hoje a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo. A privatização não foi o único fator, mas foi condição necessária: deu à empresa liberdade para inovar, competir e se internacionalizar sem depender de decisões políticas a cada ciclo eleitoral.</p>



<p>O agronegócio brasileiro conta uma história semelhante, embora com uma nuance importante. A&nbsp;Embrapa&nbsp;contribuiu com pesquisa aplicada para adaptar culturas ao cerrado, mas o que realmente transformou o Brasil no maior exportador mundial de soja, café, açúcar e carne bovina foi a liberdade que o setor privado conquistou para produzir, exportar e competir globalmente, sem os controles de preços e as estatizações que sufocaram a agricultura brasileira nas décadas anteriores. O cerrado floresceu não porque o estado o planejou, mas porque os produtores privados tiveram espaço para inovar, arriscar e escalar. O que ainda trava o setor, do crédito rural subsidiado à instabilidade regulatória ambiental, são justamente as intervenções que permanecem.</p>



<p>Na telefonia, a privatização do sistema Telebrás em 1998 foi um passo necessário, mas o setor ainda está longe de ser um mercado livre. A&nbsp;Anatel&nbsp;regula preços, concessões e espectro com uma complexidade que limita a competição e encarece o serviço para o consumidor, e o resultado é um mercado oligopolizado onde a inovação avança apesar da regulação, não por causa dela.</p>



<p>No saneamento, a melhora nos indicadores ocorre onde empresas privadas, como Aegea e Iguá, assumiram operações antes estatais, mas o setor permanece majoritariamente nas mãos de companhias estaduais ineficientes. O Marco Legal do Saneamento de 2020, ao abrir espaço para mais concessões privadas, aponta na direção certa sem ter chegado nem perto do destino.</p>



<p>Esses casos não são modelos a celebrar, são pontos de partida que mostram o que é possível quando o estado recua, e o quanto mais o Brasil poderia crescer se o estado recuasse mais.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>A janela que a inteligência artificial abre</strong></h5>



<p>A inteligência artificial generativa representa uma oportunidade diferente das anteriores, porque ela reduz, pela primeira vez de forma significativa, o custo do&nbsp;conhecimento especializado: um pequeno produtor rural no Mato Grosso pode, com um celular e acesso a um modelo de linguagem, obter orientação técnica que antes exigiria um agrônomo; um estudante em Belém pode ter acesso a explicações personalizadas de física quântica; um empreendedor em Fortaleza pode redigir contratos, analisar planilhas e projetar fluxos de caixa sem contratar uma equipe de dez pessoas.</p>



<p>A IA não elimina a necessidade de infraestrutura, educação de qualidade ou um ambiente de negócios funcional, mas ela reduz a penalidade por tê-los em nível insuficiente, e para países como o Brasil, que partem de uma base mais baixa, esse efeito democratizador é proporcionalmente maior do que para países que já possuem essas estruturas consolidadas.</p>



<p>A robótica e a automação trazem argumento semelhante. A&nbsp;produtividade industrial brasileira&nbsp;cresceu menos de 1% ao ano na última década, em parte porque a adoção de automação avança lentamente, travada por impostos sobre equipamentos importados, burocracia e resistência cultural, enquanto países que automatizaram mais não destruíram empregos em termos líquidos, mas criaram empregos de maior valor agregado e elevaram salários reais.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>O que nos falta não é tecnologia, é ambição</strong></h5>



<p>O tecno-otimismo não é ingenuidade, é a postura intelectual de quem observa o registro histórico e conclui que os problemas humanos têm soluções humanas, e que essas soluções dependem de indivíduos e empresas com liberdade para criá-las, não de governos para regulá-las e planejá-las.</p>



<p>O Brasil já provou, em setores específicos, que essa postura funciona. A Embraer não teria se tornado o que é sem a privatização que a libertou da lógica política. O cerrado não teria florescido sem pesquisadores que recusaram o fatalismo geográfico.</p>



<p>A pergunta não é se o Brasil tem capacidade de se tornar um país mais tecnológico, os exemplos mostram que tem. A pergunta é se vamos parar de tratar tecnologia e inovação como um risco e começar a tratá-las como uma oportunidade, com um governo que desregula, simplifica e sai do caminho das empresas e dos indivíduos que querem criar.</p>



<p>A janela aberta pela inteligência artificial não vai ficar aberta para sempre, ela vai se fechar para quem não entrar. E o Brasil não pode, mais uma vez, chegar atrasado.</p>



<p><em><strong>Por João Pedro Hoerde</strong></em></p>



<p><em><strong>Publicação&nbsp;<a href="https://mises.org.br/artigos/19769/o-brasil-precisa-de-tecno-otimistas/">original</a></strong></em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="“ MATERNIDADE SEM PAUSA: A SOBRECARGA EMOCIONAL DAS MÃES" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Sv-iHdcVcdM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-brasil-precisa-de-tecno-otimistas/">O Brasil precisa de tecno-otimistas</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ipiracity.com/o-brasil-precisa-de-tecno-otimistas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
