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	<title>Tik Tok |</title>
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	<title>Tik Tok |</title>
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		<title>Bruxelas abre investigação formal contra o TikTok</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 04:53:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo a Comissão Europeia, as medidas da plataforma que incluem ferramentas de verificação da idade podem não ser &#8220;razoáveis, proporcionais e eficazes&#8221;. De  Euronews &#8211; Terça, 20 de fevereiro de 2024 A Comissão Europeia anunciou a&#160;abertura&#160;de um&#160;processo formal para avaliar se o TikTok violou a Lei dos Serviços Digitais&#160;, que entrou em vigor no ano [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Comissão Europeia, as medidas da plataforma que incluem ferramentas de verificação da idade podem não ser &#8220;razoáveis, proporcionais e eficazes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De  <strong>Euronews</strong> &#8211; Terça, 20 de fevereiro de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia anunciou a&nbsp;<a href="https://portugal.representation.ec.europa.eu/news/comissao-inicia-procedimento-formal-contra-tiktok-ao-abrigo-do-regulamento-servicos-digitais-2024-02-19_pt?prefLang=en">abertura</a>&nbsp;de um&nbsp;<strong>processo formal para avaliar se o TikTok violou a Lei dos Serviços Digitais</strong>&nbsp;, que entrou em vigor no ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova lei reúne um conjunto abrangente de regulamentos projetado para&nbsp;<strong>manter os usuários da Internet seguros online</strong>, incluindo requisitos para tornar mais fácil sinalizar conteúdo prejudicial ou ilegal, como discurso de ódio, dar aos usuários alternativas às recomendações algorítmicas e proibir anúncios direcionados a crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Comissão está a analisar se a plataforma está a fazer o suficiente</strong> para conter os &#8220;riscos sistémicos&#8221; decorrentes da sua conceção, incluindo os &#8220;sistemas algorítmicos&#8221; que podem estimular &#8220;vícios comportamentais&#8221;. Segundo Bruxelas, as medidas que incluem ferramentas de verificação da idade para impedir que os menores encontrem &#8220;conteúdos inadequados&#8221; <strong>podem não ser &#8220;razoáveis,proporcionais e eficazes&#8221;</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O TikTok já regiu à decisão da Comissão. Em comunicado, sublinhou que foi <strong>&#8220;pioneiro em funcionalidades e definições para proteger os adolescentes</strong> e manter os menores de 13 anos fora da plataforma&#8221;. &#8220;Continuaremos a trabalhar com especialistas e com a indústria para manter os jovens seguros e esperamos ter agora a oportunidade de explicar este trabalho em pormenor à Comissão&#8221;, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: EuroNews/Foto: Divulgacao</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eleição 2024: uma responsabilidade de todos" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/LD-vw97UFK0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>O país que proibiu TikTok para &#8216;preservar a harmonia social&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 18:45:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Harmonia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Nepal]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Tik Tok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Nepal proibiu o TikTok, da China, porque o conteúdo da rede social &#8220;era prejudicial à harmonia social&#8221;. A decisão surge dias após o país ter aprovado uma nova regra que exige que as empresas de redes sociais criem escritórios no país. O TikTok, que tem cerca de um bilhão de usuários mensais, foi banido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mariko Oi</strong></li>



<li>Role,<strong>Repórter de Negócios da BBC</strong></li>



<li>Terça, 14 de novembro de 2023</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O Nepal proibiu o TikTok, da China, porque o conteúdo da rede social &#8220;era prejudicial à harmonia social&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão surge dias após o país ter aprovado uma nova regra que exige que as empresas de redes sociais criem escritórios no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TikTok, que tem cerca de um bilhão de usuários mensais, foi banido por vários países, incluindo a Índia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início deste ano, Montana tornou-se o primeiro Estado americano a bani-lo, enquanto o Parlamento do Reino Unido o bloqueou da sua rede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ministra das Comunicações e Tecnologia da Informação, Rekha Sharma, disse à BBC Nepali, o serviço da BBC no Nepal, que a plataforma divulgou conteúdo impróprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acrescentou que &#8220;a proibição entraria em vigor imediatamente. As autoridades de telecomunicações foram instruídas a respeitá-la&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas Gagan Thapa, um líder sênior do Congresso do Nepal, que faz parte do governo de coligação, questionou a decisão do governo de impor uma proibição ao TikTok.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele disse que essa era uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e que as autoridades deveriam se concentrar na regulamentação da plataforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TikTok está sob escrutínio de autoridades de todo o mundo devido à preocupação de que os dados dos usuários possam ser repassados ao governo chinês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua controladora, ByteDance, já rejeitou a alegação. O TikTok não respondeu ao pedido da BBC para comentar a última proibição do governo do Nepal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o TikTok esteja atrás do Facebook e Instagram em número de usuários, seu crescimento entre os jovens supera em muito o de seus concorrentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 1.600 casos de crimes cibernéticos relacionados ao TikTok foram registrados nos últimos quatro anos no Nepal, de acordo com relatos da imprensa local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório da BBC Media Action sobre o uso da rede no Nepal, o TikTok é a terceira plataforma mais usada nacionalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o YouTube e o Facebook sejam populares entre os usuários da internet de todas as faixas etárias, o TikTok é altamente popular entre os grupos etários mais jovens, com mais de 80% dos usuários com idades entre 16 e 24 anos que usam a plataforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Paquistão baniu temporariamente o aplicativo pelo menos quatro vezes desde outubro de 2020, enquanto o serviço de compras online na plataforma foi fechado na Indonésia no último mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC I GETTY IMAGESLegenda da foto. O Nepal proibiu o TikTok, da China, porque o conteúdo da rede social “era prejudicial à harmonia social”</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Ações legislativa e eleição 2024" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/U_0FtSgPVqI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-pais-que-proibiu-tiktok-para-preservar-a-harmonia-social/">O país que proibiu TikTok para ‘preservar a harmonia social’</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Noruega aconselha funcionários a não instalar TikTok e Telegram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 16:09:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[Telegram]]></category>
		<category><![CDATA[Tik Tok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terça, 21 de março de 2023 O Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega recomenda que os funcionários se abstenham de instalar o TikTok e o Telegram em dispositivos oficiais por razões de segurança, diz uma declaração no site do ministério. &#8220;O Departamento [da Segurança Nacional] acredita que o TikTok ou o Telegram não devem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Terça, 21 de março de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega recomenda que os funcionários se abstenham de instalar o TikTok e o Telegram em dispositivos oficiais por razões de segurança, diz uma declaração no site do ministério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Departamento [da Segurança Nacional] acredita que o TikTok ou o Telegram <strong>não devem ser instalados</strong> nos dispositivos oficiais dos funcionários públicos que estão conectados à infraestrutura ou serviços digitais internos da organização&#8221;, <a href="https://www.regjeringen.no/no/aktuelt/nsm-med-nye-retningslinjer-for-tiktok-og-telegram/id2967383/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diz</a> o comunicado.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="90" data-id="77220" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg" alt="" class="wp-image-77220" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/02/Sem-nome-720-×-90-px-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230321/noruega-aconselha-funcionarios-a-nao-instalar-tiktok-e-telegram-28138439.html#"></a>O ministério acredita que esta recomendação também deve se aplicar aos <strong>funcionários do setor privado</strong> que se enquadram total ou parcialmente no <a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230213/google-reforca-combate-a-desinformacao-na-alemanha-e-planeja-expandir-campanha-para-a-india-27582370.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">âmbito da lei de segurança</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso também significa que não é recomendado que os líderes políticos e funcionários de ministérios e suas organizações subordinadas tenham o Tiktok e o Telegram em seus dispositivos oficiais&#8221;, acrescenta-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se houver uma necessidade oficial de usar o TikTok ou o Telegram, o ministério recomenda instalar e usar o aplicativo em um dispositivo dedicado, que não esteja conectado aos sistemas internos da organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anteriormente,&nbsp;<strong>o governo britânico proibiu seus funcionários de usar o aplicativo TikTok</strong>&nbsp;chinês nos celulares oficiais. Uma proibição semelhante foi imposta também em vários&nbsp;<a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230302/comite-do-congresso-americano-da-luz-verde-a-projeto-de-lei-que-proibiria-o-tiktok-nos-eua-27899277.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estados norte-americanos</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia também decidiram suspender o uso do TikTok em dispositivos corporativos <a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230306/eua-tentam-impedir-desenvolvimento-da-china-e-perpetuar-hegemonia-americana-diz-pequim-27942489.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;por razões de segurança&#8221;</a>. O Canadá disse que vai investigar o TikTok por <strong>suspeita de violação de privacidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Sputniknews</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A influência da fisioterapia na qualidade de vida" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/lRXPxWBu_fk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://sputniknewsbrasil.com.br/20230321/noruega-aconselha-funcionarios-a-nao-instalar-tiktok-e-telegram-28138439.html#"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/noruega-aconselha-funcionarios-a-nao-instalar-tiktok-e-telegram/">Noruega aconselha funcionários a não instalar TikTok e Telegram</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Por que Reino Unido decidiu banir TikTok de celulares de ministros e funcionários públicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 19:59:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Tik Tok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O TikTok, o popular aplicativo chinês para criar e compartilhar vídeos, vai ser banido de telefones e outros dispositivos usados por ministros e funcionários públicos do Reino Unido para trabalhar. A decisão foi comunicada a parlamentares pelo ministro Oliver Dowden, que descreveu a medida como uma &#8220;precaução prudente&#8221;. &#8220;A segurança de informações sensíveis do governo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O TikTok, o popular aplicativo chinês para criar e compartilhar vídeos, vai ser banido de telefones e outros dispositivos usados por ministros e funcionários públicos do Reino Unido para trabalhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão foi comunicada a parlamentares pelo ministro Oliver Dowden, que descreveu a medida como uma &#8220;precaução prudente&#8221;. &#8220;A segurança de informações sensíveis do governo deve ser priorizada&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele ressalvou, porém, que ministros e funcionários não seriam proibidos de usar o TikTok em seus celulares particulares. Segundo Dowden, a medida é uma resposta &#8220;proporcional&#8221; a um &#8220;risco específico para equipamentos de trabalho do governo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários departamentos governamentais têm contas no TikTok — e o Ministério da Defesa publicou um vídeo de um tanque Challenger 2, um tipo fornecido à Ucrânia, em sua conta na manhã desta quinta-feira (16/03).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/12/Sem-nome-720-×-90-px-1.jpg" alt="" class="wp-image-70022"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O TikTok é acusado de entregar dados dos usuários ao governo chinês. A empresa nega com veemência a acusação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estados Unidos, Canadá, Bélgica e Índia são alguns dos países que decidiram banir o TikTok dos dispositivos oficiais. A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, também tomou a mesma medida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por seu lado, o TikTok afirmou que as proibições foram baseadas em &#8220;medos inoportunos e aparentemente impulsionados por uma geopolítica mais ampla&#8221;, acrescentando que a empresa ficou &#8220;desapontada com tal movimento&#8221; no Reino Unido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TikTok argumenta que não compartilha dados com autoridades chinesas, mas as leis de inteligência do gigante asiático exigem que as empresas ajudem o Partido Comunista quando solicitadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os críticos temem que essa norma possa expor a Pequim dados de dispositivos usados por líderes e autoridades políticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Parlamento britânico fechou sua conta no TikTok em agosto passado. O perfil &#8220;Downing Street TikTok&#8221; não é mais atualizado desde que o ex-premiê Boris Johnson deixou o cargo em setembro de 2022, mas outros, incluindo o do secretário de Energia Grant Shapps, foram atualizados recentemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os EUA baniram o TikTok dos dispositivos oficiais em dezembro, e a Comissão Europeia fez o mesmo em 23 de fevereiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Partido Trabalhista britânico, que faz oposição ao governo atual, liderado pelo Partido Conservador, diz que cinco dias depois, a secretária de Ciência, Michelle Donelan, disse que usar o TikTok era uma questão de &#8220;escolha pessoal&#8221;, acrescentando que uma proibição seria algo &#8220;muito direto&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Entenda-a-polêmica">Entenda a polêmica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No início deste mês, a China acusou os EUA de reagir exageradamente depois que funcionários federais receberam ordens de remover o aplicativo de vídeo TikTok de dispositivos oficiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ocasião, a Casa Branca havia dado às agências governamentais 30 dias para garantir que os funcionários não tivessem o aplicativo de propriedade chinesa em dispositivos federais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China acusou os EUA de abusar do poder do Estado para suprimir empresas estrangeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nos opomos firmemente a essas ações erradas&#8221;, disse a porta-voz Mao Ning a repórteres durante entrevista coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O governo dos Estados Unidos deve respeitar os princípios da economia de mercado e da concorrência leal, parar de reprimir as empresas e proporcionar um ambiente aberto, justo e não discriminatório para as empresas estrangeiras nos Estados Unidos.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quão insegura de si mesma pode ser a maior superpotência do mundo, como os EUA, para temer dessa maneira o aplicativo favorito dos jovens?&#8221;, acrescentou ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autoridades ocidentais têm demonstrado preocupação cada vez maior com o TikTok &#8211; que pertence à empresa chinesa ByteDance — nos últimos meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a Austrália disse que não recebeu nenhuma recomendação de seus serviços de inteligência recomendando que seguisse os exemplos dos EUA, UE e Canadá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TikTok é acusado de coletar dados dos usuários e entregá-los ao governo chinês — neste sentido, algumas agências de inteligência ocidentais demonstram preocupação com a possibilidade de informações confidenciais serem expostas quando o aplicativo é baixado em dispositivos oficiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa diz que não opera de maneira diferente de outras do ramo e que nunca cumpriria uma ordem de transferência de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ordem para a remoção do aplicativo de todos os dispositivos de propriedade do Estado foi tomada pelo Escritório de Administração e Orçamento dos Estados Unidos para proteger dados confidenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agência disse que a orientação marcou um &#8220;passo crítico na abordagem dos riscos apresentados pelo aplicativo para dados confidenciais do governo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns escritórios federais — incluindo a Casa Branca e os Departamentos de Defesa, Segurança Interna e Estado — já baniram o TikTok de seus dispositivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor federal de segurança da informação dos EUA, Chris DeRusha, disse que a medida enfatiza o &#8220;compromisso contínuo do governo Biden em proteger nossa infraestrutura digital e proteger a segurança e a privacidade do povo americano&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Canadá também impôs uma nova proibição do aplicativo em dispositivos governamentais no início de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão seguiu uma revisão conduzida pelo diretor de informações do país, que determinou que o aplicativo apresentava &#8220;um nível inaceitável de risco à privacidade e segurança&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse que havia preocupação suficiente com a segurança do aplicativo para exigir a mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este pode ser o primeiro passo, este pode ser o único passo que precisamos dar&#8221;, disse ele na segunda-feira (13/03) em uma coletiva de imprensa perto de Toronto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o Parlamento Europeu também aprovou a proibição do aplicativo nos telefones dos funcionários, seguindo a decisão da Comissão Europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um porta-voz do TikTok disse à BBC que as proibições foram adotadas &#8220;sem qualquer deliberação&#8221; e equivaliam a &#8220;pouco mais do que teatro político&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano passado, o TikTok se tornou o aplicativo mais baixado do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <strong>BBC</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="&quot;Dois dedos de prosa sobre os crimes de peculato e descaminho no caso envolvendo&quot;as jóias da coroa&quot;" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Twa_VdSdIfI?start=2173&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>O que está por trás da “Guerra do TikTok”?￼</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2022 16:15:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tik Tok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia, especialistas alertam que o avanço da cobertura de conflitos por meio de redes sociais como o TikTok deve ser observado com atenção Autor:&#160;Denis Pacheco &#8211; Sábado, 12 de março de 2022 Desde 24 de fevereiro, o mundo assiste atônito ao conflito entre a Rússia, uma das maiores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">No contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia, especialistas alertam que o avanço da cobertura de conflitos por meio de redes sociais como o TikTok deve ser observado com atenção</h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Autor:</strong>&nbsp;Denis Pacheco &#8211; Sábado, 12 de março de 2022</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 24 de fevereiro, o mundo assiste atônito ao conflito entre a Rússia, uma das maiores potências do planeta, e a Ucrânia, segundo maior país da Europa que, 30 anos atrás, declarou independência da antiga União Soviética. Embora confrontos dessa natureza infelizmente não sejam novidade, alguns dos grandes nomes envolvidos na guerra entre territórios seculares não possuem mais do que alguns anos de existência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 6 de março, a plataforma TikTok, lançada na China em 2016,&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/03/tiktok-suspende-publicacoes-em-video-feitas-na-russia-apos-lei-de-censura.shtml">anunciou para o mundo</a>&nbsp;a suspensão de publicações em vídeo na Rússia. A ação foi motivada por uma lei recente que prevê até 15 anos de prisão para os que divulgarem o que o governo russo considerar fake news sobre a guerra na Ucrânia. Não por acaso, o Facebook e o Twitter também foram bloqueados na Rússia, após dias de limitação de acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que o&nbsp;<em>timing</em>&nbsp;seja conveniente, a censura russa ao aplicativo — o TikTok está disponível em mais de 150 países e 75 idiomas — não surgiu como uma causalidade da guerra, mas como o resultado de ações premeditadas. Antes da invasão, em 16 de fevereiro, as&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/02/russia-intensifica-campanha-de-censura-a-redes-sociais.shtml">autoridades russas haviam alertado</a>&nbsp;os gigantes Google, Meta, Apple, Twitter e o próprio TikTok que teriam até o final do mês para cumprir uma nova lei que exige que eles criem pessoas jurídicas no país.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A dor e a delícia de ser mulher" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/gWtBw5joOlw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da chamada “lei de desembarque” era facilitar a censura do governo russo na internet, cujo potencial tanto para derrubar, quanto para preservar democracias tem sido alvo de especulação desde a ascensão das primeiras redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor de pós-graduação no Insper e colunista da Rádio USP Carlos Eduardo Lins da Silva, o receio russo do potencial de redes como o TikTok não é surpresa. Na mídia internacional, o combate com a Ucrânia tem sido apelidado de “Guerra do TikTok”. A alcunha foi motivada pela quantidade maciça de vídeos distribuídos pela rede cobrindo diversas facetas do conflito, em especial, propagandeando o lado invadido pelos russos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O maior número de consumidores de informações sobre a guerra tem sido via TikTok, além de outras plataformas como o Twitter e Facebook”, reforça o professor. Para ele, a retirada estratégica do TikTok faz sentido já que a maioria do conteúdo na rede “provisoriamente cobre o lado da Ucrânia”, entretanto, se o resultado da batalha for uma invasão completa russa, os responsáveis pela plataforma e os seus usuários poderão ser processados pela nova lei.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20221003_carlos_eduardo_lins-plobx3uw9cwd9jug0ii6ztsvllg6y0to6mglav4y10.png?w=1200&amp;ssl=1" alt="Carlos Eduardo Lins da Silva - Foto: Marcos Santos/USP Imagens" title="20221003_carlos_eduardo_lins"/><figcaption>Carlos Eduardo Lins da Silva, doutor, livre-docente pela ECA/USP e professor do Insper &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a guerra entre os países permanece um grande tópico nas redes, que, nos últimos dez anos, têm se mostrado cruciais na cobertura de guerras. Nos&nbsp;<a href="https://www.newyorker.com/culture/infinite-scroll/watching-the-worlds-first-tiktok-war">relatos da imprensa</a>&nbsp;sobre o assunto, muito se fala sobre como as revoltas da Primavera Árabe, em 2010, e a guerra civil na Síria, iniciada em 2011, também utilizaram o Facebook e o Twitter para organizar protestos e transmitir cenas do ponto de vista de civis. No entanto, nos anos seguintes, essas mesmas plataformas se tornaram consideravelmente mais complexas (inclusive do ponto de vista moral), assim como os smartphones se tornaram melhores na captura e transmissão de eventos em tempo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o avanço da tecnologia também facilitou seu uso indevido, tanto que catapultou a desinformação e as fake news como uma das principais preocupações de democracias em todo o mundo, inclusive no Brasil. Fato é que a maioria das grandes redes sociais ainda têm dificuldade de conter o avanço da desinformação. Para Lins da Silva, “o ponto é que essas plataformas têm sido pouco estritas no seu dever de alertar sobre inverdades. Ou simplesmente não publicar o que não se sabe que é verdade. Elas são displicentes, para dizer o mínimo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Origens do fotojornalismo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que separar o que é falso do que é verdadeiro seja propagado como uma das grandes preocupações, tanto da parte das autoridades, quanto da parte dos usuários das redes sociais, nem sempre o design dos aplicativos favorece essa diferenciação. A capacidade de viralização de um tweet, um vídeo ou mesmo uma imagem fora de contexto é astronômica, e, desde o começo do século 20, quando as primeiras coberturas fotográficas de guerra estabeleceram seus protocolos, sabe-se que o poder de uma boa imagem pode mover países inteiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre isso, nas últimas semanas, uma das imagens mais marcantes da invasão da Ucrânia pela Rússia é uma foto, tirada pelo fotojornalista Tyler Hicks, que&nbsp;<a href="https://www.nytimes.com/article/russia-invades-ukraine-photos.html">mostra um soldado morto</a>&nbsp;no chão em frente a um tanque desativado, seu corpo coberto por uma camada de neve. A foto foi publicada na primeira página do&nbsp;<em>The New York Times</em>&nbsp;em 26 de fevereiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro registro do início da guerra, citado por&nbsp;<a href="https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/03/06/uso-tiktok-russia-ucrania.htm">diversas publicações</a>, é um&nbsp;<a href="https://www.tiktok.com/@martavasyuta/video/7068478605428346117">vídeo do TikTok</a>, postado em 24 de fevereiro, mostrando imagens de câmeras de telefone e videoclipes de mísseis caindo sobre a cidade de Kiev como fogos de artifício. O vídeo é acompanhado pela música&nbsp;<em>Little Dark Age</em>, da banda indie-pop MGMT, elemento que, embora pareça mórbido, se encaixa perfeitamente nas diretrizes estéticas do TikTok.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos são faces de uma cobertura multifacetada que coloca tradições distintas em conversa e em conflito. Para a historiadora ‪Erika Zerwes, pesquisadora das origens do fotojornalismo em seu doutorado defendido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o surgimento desse tipo de cobertura envolve, primeiramente, entender a evolução da tecnologia fotográfica 100 anos atrás e as motivações por trás dos primeiros grandes nomes do campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Citando fotógrafos como Robert Capa, que, durante a Guerra Civil Espanhola, ocorrida entre 1936 e 1939, registrou “os indivíduos anônimos, muitas vezes civis e refugiados, que representavam a destruição causada pela guerra”, a especialista lembra que as câmeras na época “deram um salto tecnológico”. Por sua portabilidade, câmeras como a recém-criada Leica “possibilitaram que o fotógrafo se envolvesse bastante e estivesse junto dos soldados, bem perto da ação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a partir dessa primeira cobertura de imagens que os fotógrafos do conflito “desenvolveram uma linguagem fotográfica, a partir de evoluções técnicas, mas também a partir de um olhar que queria denunciar a barbárie fascista que era cometida contra um país que estava sendo deixado sozinho para lutar contra o fascismo mundial”, sintetiza ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A linguagem visual criada pelo grupo formado por Capa, Gerda Taro e David Seymour “impactou a história da fotografia e deu as bases do que se tornou o fotojornalismo moderno”, afirma.PreviousNext</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagens de Robert Capa – Fotos: Flickr</p>



<h2 class="wp-block-heading">Da televisão ao TikTok</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Da Espanha em 1936 até a Ucrânia hoje, muito se avançou na cobertura midiática de grandes conflitos. Não por acaso, entre 1965 e 1975, nenhum outro evento dominou tanto os noticiários da televisão americana como a guerra no Vietnã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerada uma das primeiras guerras televisionadas, a cobertura do ataque no Sudeste Asiático é apontada por especialistas como uma das responsáveis pela saída dos Estados Unidos do Vietnã. As imagens que viajaram o mundo mostravam, entre&nbsp;<a href="https://www.theguardian.com/artanddesign/gallery/2015/apr/22/vietnam-the-real-war-a-photographic-history-by-the-associated-press-in-pictures">diversas cenas militares</a>, vítimas e soldados perdidos em um combate cruel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se, na época, a imersão do grande público no Vietnã via imprensa internacional era considerada extensa, hoje, quando cada um de nós tem no bolso uma janela eletrônica que nos permite acesso em tempo real aos locais de guerra, a sensação pode ser ainda pior.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20221003_wagner_silva_wasosi-ploavsniz3tmes1ivvwbiqr6pzcoejp8py7qiggj0k.png?w=1200&amp;ssl=1" alt="Wagner Souza e Silva - Foto: Jornal da USP" title="20221003_wagner_silva_wasosi"/><figcaption>Wagner Souza e Silva &#8211; Foto: Jornal da USP</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o professor Wagner Souza e Silva, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, “obviamente, resguardados os exageros, podemos dizer que estamos fazendo uma imersão nas guerras”. Pela internet e através de nossos smartphones, “nós acabamos vivenciando ou pelo menos imaginando com mais apuro o que é uma realidade de guerra, e isso é impressionante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mencionar o Vietnã, o pesquisador especializado em fotografia documental, defende que “o Vietnã foi uma guerra muito midiatizada, mas não com essa intensidade. Hoje, é possível gerenciar a opinião pública com a força das redes sociais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do TikTok, sua força e sucesso podem ser atribuídos ao quão visual e quão instantâneo ele é. A capacidade dos usuários do aplicativo de editar vídeos complexos unindo memes, música, dança e notícias é algo sem precedentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora uma parcela da geração mais velha negue, sua facilidade de uso é um dos seus principais trunfos. Em comparação com outras redes que incluem vídeo em sua timeline, o&nbsp;<a href="https://www.wired.co.uk/article/ukraine-russia-war-tiktok">TikTok é apontado</a>&nbsp;como a “plataforma de vídeo ideal para moldar percepções de como um conflito está se desenvolvendo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mencionado antes, o potencial para uso indevido, um conceito difícil de sintetizar por parte das próprias plataformas, é motivo de preocupação. Entretanto, para o professor, até mesmo essa preocupação deveria ser investigada com atenção. “Quando estamos falando de imagem, estamos falando sobre ambiguidade”, teoriza ele. “Temos que olhar as imagens sempre com reservas, mesmo no jornalismo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre os casos de imagens de cobertura da atual guerra que&nbsp;<a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/02/25/videos-falsos-sobre-a-invasao-russa-a-ucrania-se-espalham-na-internet.htm">se mostraram falsas</a>, o pesquisador opina que mesmo as narrativas falsas possuem o que ele chama de “valor simbólico”. “Estamos vivenciando uma certa dificuldade em saber manejar essas imagens. Então, temos que desconfiar de todas as imagens e construir nossa posição a partir de diversas fontes”, advoga ele ao apontar a importância do conceito de literacia midiática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor, devemos “nos preocupar menos com o fato da imagem ser verdadeira ou falsa, e mais com o que está sendo construído com esse repertório iconográfico”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Imprensa vs. redes sociais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de uma guerra que ainda não tem previsão de fim, qual é o papel que continua a caber à chamada mídia tradicional ou mídia de legado, como identifica Lins da Silva?</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eles têm a obrigação institucional e ética da profissão de obter informações e fazer o possível para que não sejam veiculadas mentiras e informações fora de contexto, que possam ser erroneamente interpretadas”, responde ele. “Apesar dos problemas, que são muitos, eles continuam sendo os canais” .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, de acordo com o professor Wagner, “a mídia tradicional tem que levar em conta a realidade das redes, perceber sua importância no jogo midiático e olhar para isso não mais como um submundo”. A ideia, na opinião do especialista, não é competir, mas assimilar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um mundo em que as imagens continuam a mobilizar volumes cada vez maiores de pessoas, o objetivo do fotojornalismo de guerra permanece o de testemunhar; entretanto, cabe aos leitores, espectadores e usuários interpretarem o que enxergam nas diversas imagens e, em um contexto de redes sociais abundantes, se tornarem mais proficientes também na captura e difusão dessas interpretações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Jornal USP</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-06-at-22.09.33-2-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-43842"/></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/o-que-esta-por-tras-da-guerra-do-tiktok/">O que está por trás da “Guerra do TikTok”?￼</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>TikTok foi de usina de bobagens a uma poderosa máquina de vender livros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dev]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jul 2021 12:49:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tik Tok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sábado, 03 de Julho de 2021 por Pedro Martins &#124; Folhapress &#160;Mesmo estando no TikTok, eles não dançam, fazem piadas ou desafios embalados por hits. Em vez disso, os &#8220;booktokers&#8221; gravam vídeos sobre livros e, não raro, veem suas recomendações se esgotarem nas livrarias.&#160; Foi o que observou a equipe da Galera, selo juvenil da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sábado, 03 de Julho de 2021 </p>



<p class="wp-block-paragraph">por Pedro Martins | Folhapress</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Mesmo estando no TikTok, eles não dançam, fazem piadas ou desafios embalados por hits. Em vez disso, os &#8220;booktokers&#8221; gravam vídeos sobre livros e, não raro, veem suas recomendações se esgotarem nas livrarias.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o que observou a equipe da Galera, selo juvenil da editora Record, quando &#8220;Um de Nós Está Mentindo&#8221;, da americana Karen M. McManus, voltou em abril à lista de mais vendidos do PublishNews, site especializado no mercado editorial, três anos depois de ter sido lançado. Ao se questionar sobre o sucesso repentino, a equipe descobriu que a história, uma investigação sobre a morte de um adolescente, estava viralizando entre os &#8220;booktokers&#8221;.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o livro já vendeu 32 mil cópias neste ano, um crescimento de 31% em relação ao ano de lançamento, 2018, e de 165% comparado ao ano passado. &#8220;Este livro com certeza ressurgiu por causa do TikTok. Não estamos promovendo agora&#8221;, diz o gerente de marketing da Record, Everson Chaves.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma editora, a série &#8220;Corte de Espinhos e Rosas&#8221;, da americana Sarah J. Maas, já vendeu neste ano mais que o dobro do que no ano passado. Por se tratar de um lançamento, há outros fatores que influenciam a vendagem, como campanhas de marketing em outras redes sociais, mas a editora atribui grande parte do sucesso ao TikTok.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não dá para dizer que o TikTok é a rede mais importante para divulgar livros e contratar anúncios, porque as outras são mais consolidadas, mas é uma rede que só cresce e cria muito mais engajamento, porque os posts são mais divertidos e criativos&#8221;, diz Chaves.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção do marqueteiro encontra eco na avaliação do gerente de conteúdo do TikTok no Brasil, Ronaldo Marques. Ele diz que o fenômeno do &#8220;BookTok&#8221; começou a chamar atenção em novembro, mas foi neste semestre que ganhou força.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que norteia o sucesso de um tiktoker é sua criatividade. Não precisa se preocupar em dançar ou ser engraçado. Às vezes, é só falar para a câmera&#8221;, diz. &#8220;Se houver um senso de comunidade entre os seguidores, o influenciador consegue entregar um conteúdo publicitário disfarçado, ou melhor, casado com o conteúdo.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudante e ator paulistano Tiago Valente, de 23 anos, é um dos maiores expoentes da esfera &#8220;booktoker&#8221; brasileiro. Enquanto troca de roupa e alterna entre cenários criados com filtros do próprio aplicativo, ele resume o enredo de um livro em 30 segundos. O app permite posts de um minuto, que nas próximas semanas chegarão a três &#8211;alguns usuários, normalmente os com mais seguidores, já têm essa possibilidade.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valente também participa de tendências do aplicativo, como a Fofoca Literária, em que conta os enredos de livros como se estivesse fofocando com um amigo. A hashtag que agrupa esses vídeos, todos em português, soma 73 milhões de visualizações.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das resenhas, Valente e outros &#8220;booktokers&#8221; ensinam receitas inspiradas nas histórias, como o bolo de aniversário de &#8220;Harry Potter&#8221;, e fazem lives para interagir com o público, majoritariamente formado por estudantes na faixa dos 14 anos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valente criou seu perfil no aplicativo três anos atrás, mas foi só no início do ano passado que decidiu se concentrar em livros. Falava de clássicos como &#8220;Dom Casmurro&#8221;, com um Mickey de pelúcia escalado para o papel de Ezequiel, o filho de Capitu, mas não se sentia confortável e decidiu se especializar em leituras &#8220;para se divertir&#8221;, como define.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu queria ajudar quem está na escola&#8221;, diz Valente, que está prestes a finalizar mestrado em linguística. &#8220;Mas recebia comentários de professores dizendo que eu fazia análises muito rasas. Como vou analisar &#8216;Dom Casmurro&#8217; em 30 segundos? Nem era meu objetivo. Por isso, decidi me dedicar a outros livros.&#8221;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia deu certo. Seu perfil acumula 310 mil seguidores, e os posts chegam a 2 milhões de visualizações e quase 500 mil curtidas. Um dos vídeos de maior sucesso é o de &#8220;Vermelho, Branco e Sangue Azul&#8221;, da americana Casey McQuiston, que retrata o romance entre o filho da presidente dos Estados Unidos e o príncipe da Inglaterra.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na mesma semana, recebi mensagens de seguidores dizendo terem ido às livrarias e não encontrado o livro. Os vendedores diziam que &#8216;esgotou porque tinha um menino falando dele no TikTok&#8217;. É gratificante, porque estou ajudando a formar uma geração de leitores. Muita gente decide o que vai ler a partir do que indico&#8221;, diz.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado no ano retrasado, o romance nunca havia entrado na lista de mais vendidos, até viralizar no TikTok em janeiro. A Companhia das Letras não revela a vendagem, mas, pelos dados do PublishNews, a tendência é de alta. Entre março e abril, o salto nas vendas foi de 356%.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">São raros, mas há booktokers que ainda falam de clássicos. É o caso do estudante de medicina Patzzic, com 222 mil seguidores, que vai do realismo de Machado de Assis e Tolstói ao romantismo de José de Alencar. Diferentemente dos romances juvenis, porém, esses não voltam ao ranking dos mais vendidos.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialista em marketing de livros, Vinícius Barreto, da agência #CoisaDeLivreiro, afirma que o TikTok pode transformar a maneira como as editoras promovem seus livros, com a migração de verbas usadas em outras redes sociais e na compra de espaços publicitários em livrarias para influenciadores.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É difícil uma editora manter um perfil próprio no TikTok, porque é preciso dar um rosto à conta. O indicado é contratar os influenciadores para promoverem seus livros, porque eles conhecem o público e sabem como engajar melhor&#8221;, diz Barreto, que presta consultoria a editoras.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro impedimento é que o TikTok não permite o impulsionamento de posts como nas outras redes. A maioria das editoras não têm perfis na rede, mas compram posts patrocinados de influenciadores, com preços que vão de R$ 300 a R$ 1.200.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O streaming de audiolivros Storytel prepara lives patrocinadas no aplicativo sobre os livros de Agatha Christie. O investimento surgiu após parcerias de sucesso com booktokers, que fizeram triplicar as visitas à página de download do app.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Record, Companhia das Letras, Intrínseca e Globo Livros também vão pelo mesmo caminho, enquanto Rocco e Ediouro fazem planos para investir no aplicativo. Ninguém há de se surpreender se, no futuro, os tiktokers passarem a escrever seus próprios livros e, como fizeram os youtubers, ajudarem editoras a fechar as contas do mês.<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">*<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como os booktokers divulgam livros<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">#ResumosDeLivros<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre cortes ligeiros para troca de roupa e cenário, eles resumem o enredo de livros inteiros em 30 segundos<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">#FofocaLiterária<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando filtros não são chamativos o suficiente, eles contam a trajetória dos personagens como se estivessem fofocando com amigos<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">#Resenhas<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de resumir as histórias, alguns também opinam sobre a leitura, mesmo que por vezes de forma rasa devido ao tempo limitado<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">#Listas<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles também criam listas, agrupando livros por assunto, tempo médio de leitura ou até pela cor de suas capas<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">#ReceitasLiterárias<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirados pela culinária das histórias, eles ensinam receitas como o bolo de &#8220;Harry Potter&#8221; e o pão dado por Peeta a Katniss, de &#8220;Jogos Vorazes&#8221;</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/tiktok-foi-de-usina-de-bobagens-a-uma-poderosa-maquina-de-vender-livros/">TikTok foi de usina de bobagens a uma poderosa máquina de vender livros</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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