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	<title>transplante de fezes |</title>
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	<title>transplante de fezes |</title>
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		<title>&#8216;Achei que era piada, mas me curou&#8217;: como é o transplante de fezes, que Brasil estuda regulamentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jul 2023 13:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[transplante de fezes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante dez meses, um desequilíbrio intestinal severo causado por uma bactéria fez com que a aposentada Sônia Maria Vitor Oliveira, de 67 anos, tivesse diarreias incontroláveis e persistentes. &#8220;Eu sofria noite e dia, sem controle algum do meu corpo. Precisei usar fraldas e cheguei a perder 45 quilos&#8221;, conta ela. A bactéria&#160;Clostridioides Difficile, que causou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<ul class="wp-block-list">
<li>Por Giulia Granchi</li>
</ul>



<p>Durante dez meses, um desequilíbrio intestinal severo causado por uma bactéria fez com que a aposentada Sônia Maria Vitor Oliveira, de 67 anos, tivesse diarreias incontroláveis e persistentes.</p>



<p>&#8220;Eu sofria noite e dia, sem controle algum do meu corpo. Precisei usar fraldas e cheguei a perder 45 quilos&#8221;, conta ela.</p>



<p>A bactéria&nbsp;<em>Clostridioides Difficile</em>, que causou o problema de saúde de Sônia, está presente no organismo de qualquer pessoa.</p>



<p>No entanto, quando há uso prolongado ou descuidado de antibióticos, as bactérias podem se deslocar, causando o quadro chamado de colite pseudomembranosa, apontam especialistas.</p>



<p>Trata-se de uma inflamação do cólon, região central do intestino grosso, que causa febre, dor abdominal e diarreia.</p>



<p>Sônia, por exemplo, precisou usar muitas medicações diferentes nos últimos anos devido a pressão alta e diabetes, passou por um transplante de rim e teve uma infecção grave por covid-19 durante a pandemia.</p>



<p>O uso prolongado de diferentes medicações, de acordo com o médico Felipe Tuon, que acompanhou Sônia, contribuiu para a disbiose — o desequilíbrio de bactérias na flora intestinal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/12.jpg" alt="" class="wp-image-86863" width="837" height="105" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/12.jpg 720w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2023/05/12-300x38.jpg 300w" sizes="(max-width: 837px) 100vw, 837px" /></figure>



<p>Sem apetite e perdendo peso continuamente, ela foi internada no Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, no Paraná — um dos hospitais universitários que pesquisam transplante de fezes atualmente no Brasil.</p>



<p>&#8220;Passei 63 dias internada, foi um período muito difícil. Os médicos encontraram várias úlceras [feridas] no meu intestino. Quando descreveram isso, fiquei com medo de ter câncer. Mas, depois de alguns exames, constataram que era essa bactéria que estava causando os danos.&#8221;</p>



<p>Quando escutou do médico a recomendação de um transplante de fezes, Sônia pensou que se tratava de uma brincadeira.</p>



<p>&#8220;Eu dei risada, mas ele logo me disse que era sério, e depois acrescentou de forma bem humorada: &#8216;É um transplante de cocô mesmo. A senhora topa fazer?&#8217; E eu não pensei duas vezes. Disse que se fosse para o meu bem, toparia, sim.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/12e6/live/9768f510-215c-11ee-95b4-617c13551256.jpg" alt="Sônia, 67, sorri em frente a uma parede beige; sua pele é branca, ela tem cabelos grisalhos e curtos e usa óculos escuros, uma blusa "/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Quando ouviu a recomendação de transplante de fezes, Sônia pensou que se tratava de uma brincadeira</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Como-funciona-o-transplante-de-fezes">Como funciona o transplante de fezes</h2>



<p>Também chamado de transplante de microbiota fecal, o procedimento é simples e tem como objetivo transferir bactérias intestinais de um doador saudável para uma pessoa que está com a flora danificada.</p>



<p>O primeiro trabalho descrevendo esse procedimento foi feito em 1958, mas, no Brasil, o transplante de fezes aconteceu pela primeira vez apenas em 2013.</p>



<p>Apesar do nome sugestivo, não são literalmente fezes que são colocadas no paciente doente.</p>



<p>O bolo fecal passa por um procedimento para separar as bactérias &#8220;boas&#8221;, que são os microorganismos presentes no organismo humano que exercem papéis positivos, como ajudar na digestão, fortalecer o sistema imunológico, produzir vitaminas essenciais, competir com bactérias prejudiciais e manter o equilíbrio do microbioma.</p>



<p>Depois, o conteúdo pode ser injetado como pó, após passar por processo de desidratação, ou líquido, a forma mais utilizada, que precisa ser armazenada em um ultrafreezer (-80°C), o que garante a sua viabilidade por cerca de quatro meses.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/2d2f/live/9b18a280-1038-11ee-ae2b-d94e1673a876.jpg" alt="A técnica de separação das bactérias dos resíduos alimentares "/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Técnica separa bactérias dos resíduos alimentares</figcaption></figure>



<p>O procedimento é similar à colonoscopia, exame que analisa o intestino grosso.</p>



<p>Depois de tomar um remédio contra diarreia e ser sedado, o paciente recebe uma injeção do transplante da amostra fecal no cólon através de um tubo de colonoscopia.</p>



<p>&#8220;O remédio contra a diarreia segura as bactérias saudáveis no organismo, o que aumenta as chances de se proliferarem e auxiliarem no tratamento&#8221;, explica o infectologista Felipe Tuon, responsável pelo projeto no Hospital Universitário Cajuru.</p>



<p>Para Sônia, o transplante foi um sucesso. &#8220;Em dez dias não tive mais diarreias, pude parar de usar fraldas e voltar a sair de casa&#8221;, conta.</p>



<p>De acordo com Tuon, entre os 30 pacientes que já foram atendidos gratuitamente pelo projeto, 27 tiveram sucesso na cura dos quadros.</p>



<p>&#8220;Como pesquisador, embora seja empolgado por trazer benefícios, às vezes sou bastante cético&#8221;, diz o médico. &#8220;E é também por isso que o transplante surpreende tanto: realmente os pacientes apresentam uma resposta maravilhosa, muitos cessam a diarreia em 24 horas. Além disso, o procedimento evita necessidade de cirurgia, tempo prolongado de internação e infecções por bactérias multirresistentes.&#8221;</p>



<p>Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), outra que oferece transplantes de fezes dentro de um protocolo de pesquisa feito no hospital universitário, a taxa de sucesso também é alta: 11 dos 12 pacientes que passaram pelo procedimento tiveram resultados satisfatórios, segundo informou a instituição à BBC News Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/f981/live/06c6baf0-2158-11ee-a629-8d909f463a92.jpg" alt="Amostra fecal que é introduzida no paciente que recebe o transplante"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,Amostra é introduzida no paciente que recebe o transplante</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Anvisa-estuda-regulamentar-a-técnica">Anvisa estuda regulamentar a técnica</h2>



<p>Em 2022, locais como Reino Unido, Estados Unidos e Austrália receberam a aprovação dos órgãos reguladores de saúde locais para realizar o trasplante fecal como opção oficial de tratamento contra infecções recorrentes por superbactérias.</p>



<p>&#8220;Nos Estados Unidos, inclusive, já estão mais avançados: a FDA [órgão regulador equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, a Anvisa] aprovou dois comprimidos diferentes que funcionam como transplante de microbiota por via oral&#8221;, explica Eduardo Vilela, gastroenterologista e coordenador do Centro da UFMG.</p>



<p>Já no Brasil, a técnica ainda não foi aprovada e regulamentada pela Anvisa e, por isso, não pode ser amplamente oferecidas em hospitais.</p>



<p>As universidades que oferecem o procedimento estão dentro de um protocolo de pesquisa aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa — e devem seguir as regras estipuladas no projeto autorizado.</p>



<p>A Anvisa afirmou à BBC News Brasil que recebeu recentemente um pedido de &#8220;enquadramento regulatório&#8221; para este tipo de tratamento.</p>



<p>&#8220;O ‘enquadramento regulatório’ define qual o caminho de regularização necessário para uma nova tecnologia&#8221;, informou a agência.</p>



<p>&#8220;No momento, os técnicos estudam o assunto e buscam informações em agências internacionais de referência.&#8221;</p>



<p>O infectologista Felipe Tuon considera que a história do transplante de fezes está &#8220;apenas começando&#8221; no Brasil.</p>



<p>&#8220;Ainda é um desafio sem uma legislação específica, mas estamos trabalhando nesse sentido, para que o procedimento seja regulado e que possa ser inspecionado pelos órgãos fiscalizadores, garantindo a segurança para os pacientes&#8221;, afirma.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/news/640/cpsprodpb/d72e/live/890f4380-2160-11ee-941e-23d1e9ab75fa.png" alt="ilustracao de bacterias"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda da foto,A bactéria&nbsp;<em>Clostridioides Difficile</em>, que causou o problema de saúde de Sônia, está presente no organismo de qualquer pessoa</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="Banco-de-fezes">Banco de fezes</h2>



<p>Dentro de seus projetos de pesquisa, tanto o Hospital Universitário Cajuru quanto a UFMG, que atende por meio do Hospital das Clínicas, tentam construir bancos de fezes — locais de estoque de material fecal de doadores saudáveis.</p>



<p>“É uma forma de facilitar a oferta para os pacientes que atendemos, e nossa ideia é expandir para oferecer material não só para a nossa instituição, mas também para fora”, afirma Tuon.</p>



<p>Atualmente, os grupos de pesquisadores enfrentam o desafio de encontrar doadores.</p>



<p>&#8220;A triagem é extremamente rigorosa, mais exigente que um transplante de órgão. É feita uma entrevista e uma série de exames de sangue e de fezes para garantir que não ocorra nenhuma transmissão de infecção viral, bacteriana, fúngica ou parasitária&#8221;, detalha o médico do Hospital Universitário Cajuru.</p>



<p>Eduardo Vilela, coordenador do projeto da UFMG, complementa que os critérios clínicos incluem não ter doença crônica ou em curso e não usar medicamentos, não ter sofrido infecção gastrointestinal nos últimos seis meses e ter boa saúde cardiovascular.</p>



<p>O candidato passa por uma bateria de exames completa, com vários testes sanguíneos para detectar possíveis infecções transmissíveis, além de avaliação clínica e laboratorial.</p>



<p>Por fim, seu material fecal passa por testes moleculares que visam detectar patógenos que não estão causando nenhum sintoma naquela pessoa, mas podem vir a causar no receptor.</p>



<p>&#8220;Já avaliamos mais de 170 doadores, e só 6 cumpriram todos os requisitos necessários&#8221;, diz Vilela.</p>



<p>&#8220;Conseguir um material biológico perfeito é uma preocupação muito grande, já que a segurança é essencial para quem vai passar pelo transplante.&#8221;</p>



<p>No Brasil, poucos centros contam com iniciativas semelhantes, e as doações acabam sendo realizadas conforme a demanda.</p>



<p>Por ser uma técnica ainda não regulamentada, se há alguém com indicação de transplante de fezes internado em um hospital, o procedimento pode ser realizado com o consentimento do paciente, que assina um termo.</p>



<p>&#8220;Como não há banco de fezes nos hospitais, eles chamam um familiar que passa por toda a triagem&#8221;, explica Tuon. &#8220;É um processo complicado de se fazer dessa forma individual, porque a pessoa tem que coletar imediatamente, analisar esse material, e o outro paciente tem que estar preparado para fazer o transplante. E ainda há chances de não ser um material biológico ideal.&#8221;</p>



<p>Fonte: BBC Brasil </p>



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