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	<title>USP |</title>
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	<title>USP |</title>
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	<item>
		<title>USP recebe mais de 11 mil novos alunos em semana de atividades de integração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 17:22:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 23 a 27 de fevereiro, a Semana de Recepção aos Calouros será promovida pelas faculdades e entidades estudantis em todos os campi da Universidade, com atividades sociais, esportivas e culturais A partir da próxima segunda-feira, dia 23 de fevereiro, a USP dará as boas-vindas a 11.147 novos alunos de graduação, vindos de quatro modalidades [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De 23 a 27 de fevereiro, a Semana de Recepção aos Calouros será promovida pelas faculdades e entidades estudantis em todos os campi da Universidade, com atividades sociais, esportivas e culturais</p>



<p>A partir da próxima segunda-feira, dia 23 de fevereiro, a USP dará as boas-vindas a 11.147 novos alunos de graduação, vindos de quatro modalidades de ingresso — Fuvest, Enem-USP, Provão Paulista e competições de conhecimento —, sendo 50% egressos de escolas públicas. Nos sete campi da Universidade, eles participarão da Semana de Recepção aos Calouros, com atividades sociais, esportivas e culturais.</p>



<p>A programação será diversificada em todas as unidades e divulgada em seus próprios sites e redes sociais. Além de aulas magnas, apresentações de cursos, dicas sobre a vida universitária e rodas de conversa, os calouros poderão conferir apresentações especiais que destacam a diversidade acadêmica e cultural da USP, oferecendo uma experiência de integração à comunidade universitária.&nbsp;</p>



<p>“Minha mensagem aos novos alunos é: sejam bem-vindas e bem-vindos à USP, vocês pertencem a esta Universidade. Aproveitem a Semana de Recepção para conhecer pessoas, serviços e oportunidades, e para construir vínculos que vão sustentar a vida acadêmica pelos próximos anos. A USP é grande e diversa; ninguém precisa atravessá-la sozinha ou sozinho. Procurem sua unidade, seus coletivos, seus colegas veteranos e veteranas, os programas de apoio e as atividades culturais e formativas”, destaca o&nbsp;pró-reitor&nbsp;<em>pro tempore&nbsp;</em>de Graduação, Marcos Garcia Neira.&nbsp;</p>



<p>“E deixo também um compromisso institucional: a recepção precisa ser respeitosa e segura. A campanha que os recebe nos campi reafirma isso (acolhimento, integração e respeito), e reforça que qualquer forma de violência ou constrangimento não tem lugar na Universidade”, completa.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/Marcos-Neira-03-popw5xkg7m8zqmfcnh78ktvyw3gp0emdporj4pcsa0.jpg" alt="Marcos Garcia Neira - Foto: Cecília Bastos/USP Imagens" title="Marcos Neira 03"/></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Marcos Garcia Neira, pró-reitor <em>pro tempore</em> de Graduação &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens<a href="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/volta-as-aulas.mp3"></a></h4>



<p>O trote é proibido na USP desde 1999 e o número 0800-012-1090 está disponível de segunda a sexta, das 9 às 21 horas, para os calouros que se sentirem vítimas de agressão ou constrangimento, dentro ou fora do âmbito da Universidade. Também é possível denunciar pelo e-mail&nbsp;<a href="mailto:disquetrote@usp.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disquetrote@usp.br</a>&nbsp;e pelo aplicativo disponível no&nbsp;<a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.usp.sti.disquetroteusp&amp;hl=pt_BR" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Google Play</a>&nbsp;e na&nbsp;<a href="https://apps.apple.com/br/app/disque-trote-usp/id1437790727" target="_blank" rel="noreferrer noopener">APP Store</a>.</p>



<p>Fonte: Jornal da USP / Recepção aos calouros na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em 2024 &#8211; Foto: Divulgação/FAU USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="EDUCAÇÃO DE QUALIDADE SE CONSTRÓI COM A PARTICIPAÇÃO SOCIAL" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/E4ivz9h_L0k?start=4318&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>Práticas domésticas de segurança dos alimentos têm falhas persistentes no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:35:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo avalia práticas de higiene e manipulação de alimentos em lares brasileiros, indicando a necessidade urgente de ações educativas Texto: Alicia Nascimento Aguiar* &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026 Dados epidemiológicos de diversos países indicam que a maioria dos surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) ocorre dentro das residências, porém há pouca informação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo avalia práticas de higiene e manipulação de alimentos em lares brasileiros, indicando a necessidade urgente de ações educativas</p>



<p>Texto: Alicia Nascimento Aguiar* &#8211; Terça, 17 de fevereiro de 2026</p>



<p>Dados epidemiológicos de diversos países indicam que a maioria dos surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) ocorre dentro das residências, porém há pouca informação sobre práticas domésticas de higiene e manipulação de alimentos.&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949824426000273?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um estudo</a>&nbsp;realizado em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP avaliou práticas de higiene e manipulação de alimentos em lares brasileiros e revelou dados preocupantes.</p>



<p>Para estabelecer um paralelo entre as falhas de higiene identificadas no Brasil e no mundo, o estudo revelou que as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) ocorrem em todas as regiões do mundo e estão frequentemente associadas a falhas de higiene na manipulação e no armazenamento dos alimentos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 600 milhões de pessoas, ou seja, quase um em cada dez indivíduos no mundo adoece todos os anos após consumir alimentos contaminados.</p>



<p>Em território brasileiro, dados do Ministério da Saúde no Brasil revelam que, entre 2014 e 2023, foram notificados 6.874 surtos de DTHA, resultando em 110.614 casos de doença e 121 óbitos. As bactérias&nbsp;<em>Escherichia coli</em>&nbsp;(34,8%),&nbsp;<em>Staphylococcus aureus</em>&nbsp;(9,7%) e&nbsp;<em>Salmonella</em>&nbsp;(9,6%) foram as mais prevalentes. Já o principal local de ocorrência foram as residências (34%), quase o dobro do observado em restaurantes e padarias, que aparecem em seguida com 14,6%, evidenciando o papel do ambiente doméstico na ocorrência de DTHA no País.</p>



<p>Para compilar os dados, um estudo foi conduzido por pesquisadores brasileiros, com participação da professora Daniele Maffei, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq, e&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949824426000273?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado</a>&nbsp;recentemente na revista&nbsp;<em>Food and Humanity,</em>&nbsp;da Elsevier. Por meio de um questionário on-line aplicado a 5 mil pessoas em todo o País, os pesquisadores buscaram as práticas de higiene, manipulação e armazenação de alimentos em domicílios brasileiros.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized" id="attachment_971803"><a class="no-lightbox" href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-agrarias/praticas-domesticas-de-seguranca-dos-alimentos-tem-falhas-persistentes-no-brasil/attachment/20260122_daniele-maffei/"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/01/20260122_Daniele-Maffei.jpg" alt="Mulher branca de cabelos pretos compridos, blusa de mangas curtas preta. Sorri para a foto" class="wp-image-971803" style="width:169px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Daniele Maffei – Foto:&nbsp;<a href="https://www.researchgate.net/profile/Daniele-Maffei-2">ResearchGate GmbH</a></figcaption></figure>
</div>


<p>O estudo registrou temperaturas de 216 refrigeradores domésticos, sendo que, destes, 91% estavam dentro da faixa recomendada (0 a 10°C), além de mostrar que a maioria dos participantes (81%) não utiliza bolsas ou sacolas térmicas para transportar alimentos refrigerados ou congelados do mercado até suas casas. “O transporte sem bolsa térmica permite que alimentos refrigerados fiquem em temperatura favorável ao desenvolvimento microbiano”, alerta Daniele Maffei. Muitos também relataram descongelar alimentos à temperatura ambiente (39,5%) ou em um recipiente com água (18,3%). “Descongelar fora da refrigeração também favorece a multiplicação de microrganismos na superfície dos alimentos”, adverte a pesquisadora.</p>



<p>Apenas 38% dos participantes higienizam corretamente frutas e verduras; 46,3% relataram ter o hábito de lavar carnes na pia da cozinha; 24% consomem carnes malcozidas; e 17% consomem ovos crus ou malcozidos. A renda familiar mensal influenciou diretamente as práticas de higiene, manipulação e consumo de produtos de origem animal, indicando diferenças nos padrões sanitários entre faixas de renda.</p>



<p>Esses resultados indicam que pequenas atitudes do dia a dia podem favorecer a contaminação e, consequentemente, o adoecimento, quando a higiene na manipulação e no armazenamento dos alimentos não é adequada. “Falhas significativas persistem nas práticas domésticas de segurança dos alimentos no Brasil, indicando a necessidade urgente de ações educativas e estratégias de comunicação voltadas à prevenção das Doenças Transmitidas por Alimentos no ambiente domiciliar. Isso reforça a importância de ações educativas para melhorar a segurança dos alimentos, algo que buscamos sempre disseminar por meio das atividades de extensão”, concluiu Daniele Maffei.</p>



<p>O artigo pode ser&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949824426000273?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acessado neste link</a>.</p>



<p><em>*Da Divisão de Comunicação da Esalq</em></p>



<p>Fonte: Jornal USP / Pequenas atitudes do dia a dia, como não descongelar alimentos fora da refrigeração, podem prevenir contaminação – Foto: Gerhard Waller/Esalq<br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="COMO FAZER UMA BOA INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/i-kywYY-vZw?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/praticas-domesticas-de-seguranca-dos-alimentos-tem-falhas-persistentes-no-brasil/">Práticas domésticas de segurança dos alimentos têm falhas persistentes no Brasil</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Bioherbicida à base de bactéria da Caatinga pode controlar invasora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 03:09:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CITY RURAL]]></category>
		<category><![CDATA[BIOHERBICIDA]]></category>
		<category><![CDATA[CAARTINGA]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segunda, 22 de dezembro de 2025 Pesquisadores da&#160;Embrapa Meio Ambiente&#160;e da Universidade de São Paulo (USP),&#160;campus de Ribeirão Preto, revelaram uma descoberta promissora para a agricultura: uma bactéria encontrada nos solos da Caatinga demonstrou capacidade de inibir a germinação da buva (Conyza canadensis), uma das plantas daninhas mais resistentes a produtos químicos e de difícil [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/bioherbicida-a-base-de-bacteria-da-caatinga-pode-controlar-invasora/">Bioherbicida à base de bactéria da Caatinga pode controlar invasora</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda, 22 de dezembro de 2025</p>



<p>Pesquisadores da&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/meio-ambiente/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa Meio Ambiente</a>&nbsp;e da Universidade de São Paulo (<a href="https://www5.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">USP</a>),&nbsp;<a href="https://www5.usp.br/keywords-s/ribeirao-preto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">campus de Ribeirão Preto</a>, revelaram uma descoberta promissora para a agricultura: uma bactéria encontrada nos solos da Caatinga demonstrou capacidade de inibir a germinação da buva (<em>Conyza canadensis</em>), uma das plantas daninhas mais resistentes a produtos químicos e de difícil controle do País. A pesquisa identificou na bactéria moléculas naturais com efeito herbicida, abrindo caminho para o desenvolvimento de um bioherbicida inédito, sustentável e adaptado à realidade da produção agrícola brasileira.</p>



<p>O estudo,&nbsp;<a href="https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ps.8683" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado na revista científica Pest Management Science</a>, foi conduzido pelo químico&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/5226202549258992" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Osvaldo Ferreira</a>, sob orientação dos pesquisadores da USP&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/6388925330299573" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Danilo Tosta Souza</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://lattes.cnpq.br/3249869254154819" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luiz Alberto Beraldo de Moraes</a>, em colaboração com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente&nbsp;<a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/225056/itamar-soares-de-melo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Itamar Soares&nbsp;de Melo.</a></p>



<p>A buva é considerada uma das principais inimigas dos agricultores. Presente em praticamente todas as regiões do Brasil, a planta já não responde a diferentes tipos de herbicidas sintéticos. Esse quadro eleva os custos de produção, compromete a produtividade e aumenta o risco de impactos ambientais decorrentes do uso intensivo de defensivos.</p>



<p>Nesse cenário, a busca por alternativas naturais se torna urgente. O uso de microrganismos e de moléculas bioativas produzidas por eles surge como uma estratégia inovadora para reduzir a dependência de químicos sintéticos e oferecer soluções mais sustentáveis no manejo de plantas daninhas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/251216_BioherbicidaBact%C3%A9riaCaatinga_Embrapa_vertical.jpg/b299b93e-33d6-95bf-4016-02562eeabb16?t=1765575439476" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Diversidade microbiana como fonte de inovação</strong></h3>



<p>O ponto de partida da pesquisa foi a triagem de actinobactérias, um grupo de microrganismos conhecidos pela capacidade de produzir compostos bioativos de interesse agrícola e farmacêutico. Vários isolados, oriundos de diferentes biomas brasileiros, foram testados quanto ao potencial de inibir plantas daninhas.</p>



<p>A grande surpresa veio da Caatinga, bioma semiárido caracterizado por condições extremas de temperatura e disponibilidade de água. A cepa&nbsp;<em>Streptomyces</em>&nbsp;sp. Caat 7-52 destacou-se na triagem ao apresentar compostos com forte efeito fitotóxico (prejudicial às plantas).</p>



<p>“A Caatinga pode ser vista como um laboratório natural. Os microrganismos que vivem nesse ambiente desenvolveram estratégias únicas de sobrevivência e, muitas vezes, produzem moléculas inéditas que podem ser aproveitadas para diferentes aplicações”, explica o pesquisador Itamar Melo.</p>



<p><strong>Foto:&nbsp;</strong>Danilo Tosta</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A descoberta da albociclina</strong></h3>



<p>A análise química revelou dois compostos principais produzidos pela bactéria: o ácido 3-hidroxibenzóico e a albociclina. Essa última foi descrita pela primeira vez com atividade herbicida, representando um avanço inédito no campo da bioprospecção.</p>



<p>Em testes, a albociclina demonstrou ser capaz de inibir a germinação da buva em baixas concentrações (6,25 µg/mL). Esse resultado a coloca como uma candidata promissora para o desenvolvimento de novos bioherbicidas, especialmente porque atua contra uma planta que já não responde bem aos produtos disponíveis no mercado.</p>



<p>“Foi a primeira vez que registramos a atividade fitotóxica da albociclina, e isso amplia significativamente o horizonte de aplicação desse composto. A descoberta pode contribuir para estratégias de manejo mais sustentáveis, que ajudem a reduzir a pressão por uso de herbicidas químicos”, observa Tosta.</p>



<p>Outro diferencial do trabalho foi o uso de técnicas de otimização do meio de cultivo para estimular a produção de albociclina e de seus análogos. Esse ajuste permitiu ampliar a diversidade química das moléculas obtidas e garantir maior rendimento, algo essencial para a futura escalabilidade de um bioherbicida.</p>



<p>Essa abordagem representa um passo estratégico: ao direcionar o metabolismo microbiano, os pesquisadores conseguem não apenas aumentar a quantidade de composto produzido, mas também gerar variantes estruturais que podem apresentar diferentes níveis de atividade biológica.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Caldo da bactéria</strong></h3>



<p>Além da extração de moléculas específicas, os cientistas testaram o caldo fermentado bruto da bactéria. O resultado foi igualmente animador: ele apresentou efeito seletivo contra plantas daninhas dicotiledôneas sem a necessidade de processamento químico com solventes. Dicotiledôneas são plantas que, na germinação, apresentam duas folhas embrionárias chamadas cotilédones. Exemplos incluem plantas daninhas como buva, caruru e picão-preto, e culturas agrícolas como feijão, amendoim e algodão.</p>



<p>Na prática, isso significa que o microrganismo pode ser usado de forma mais simples e com menor custo, reduzindo etapas de purificação e favorecendo o desenvolvimento de um produto mais acessível ao agricultor. Ao mesmo tempo, a solução é ambientalmente mais limpa, uma vez que dispensa o uso de solventes industriais, explica Beraldo.</p>



<p>Os próximos passos da pesquisa envolvem a realização de testes em condições de campo, a avaliação da eficácia em diferentes culturas, o desenvolvimento de formulações comerciais e ecotoxicologia, estudos sobre os efeitos dos metabólitos em organismos vivos não alvo. O objetivo é integrar a tecnologia a programas de Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD), que combinam diferentes práticas para manter o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.</p>



<p>“Estamos ainda em uma fase inicial, mas os resultados são muito promissores. O desafio agora é transformar esse potencial em uma solução prática para os agricultores, que possa ser usada em larga escala”, afirma Melo.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><a href="https://www.embrapa.br/documents/10180/97848192/251216_BioherbicidaBact%C3%A9riaCaatinga_Fernanda_Birolo_Caatinga.jpg/5d4e83a4-0f11-8576-4212-a9afc2f47ed2?t=1765574856512" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>Foto: Fernanda Birolo<strong>O potencial dos biomas brasileiros</strong>A descoberta reforça a importância de investir na bioprospecção de microrganismos nativos dos biomas brasileiros. A Caatinga, frequentemente lembrada apenas por sua fragilidade ecológica, mostra-se também um reservatório de biodiversidade microbiana capaz de gerar inovações estratégicas para a agricultura.A identificação de compostos bioativos como a albociclina fortalece a posição do Brasil como protagonista no desenvolvimento de bioinsumos agrícolas. Além de reduzir a dependência de insumos importados, especialmente no setor de herbicidas, a aposta em soluções naturais contribui para a construção de uma agricultura mais verde, resiliente e alinhada às demandas globais de sustentabilidade.Com o País figurando entre os maiores consumidores de herbicidas do mundo, avanços como esse são considerados estratégicos para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, oferecem caminhos para reduzir impactos ambientais e responder à crescente pressão por práticas agrícolas de baixo carbono.“Esse é um exemplo de como a ciência pode transformar a biodiversidade brasileira em soluções inovadoras. A Caatinga guarda um potencial enorme, e estamos apenas começando a explorá-lo”, conclui Tosta.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Cristina Tordin&nbsp;(MTb 28.499/SP)<br>Embrapa Meio Ambiente<br><br><strong>Contatos para a imprensa</strong><br>meio-ambiente.imprensa@embrapa.br<br><strong>Telefone:</strong>&nbsp;19 99262-6751</p>



<p>Tradução em inglês: Mariana Medeiros&nbsp;(13044/DF)<br>Assessoria de Comunicação da Embrapa</p>



<p>Fonte: EMBRAPA / Foto: Fernando Adegas / <em>O uso de microrganismos e de moléculas bioativas produzidas por eles surge como uma estratégia inovadora para reduzir a dependência de químicos sintéticos. Na foto, plantação com ocorrência da buva.</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O PARTO NÃO TERMINA QUANDO O BEBÊ NASCE" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/QFh3smSzxVA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><a href="https://www.embrapa.br/image/journal/article?img_id=105769127&amp;t=1766076532130" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/bioherbicida-a-base-de-bacteria-da-caatinga-pode-controlar-invasora/">Bioherbicida à base de bactéria da Caatinga pode controlar invasora</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Novo centro de pesquisas na USP vai beneficiar pessoas com deficiência visual em todo país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 13:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[deficiência visual]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A&nbsp;<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/usp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">USP</a>&nbsp;</strong>será sede de um novo centro de pesquisa que irá se especializar em desenvolver pesquisas e implementar tecnologias assistivas com o objetivo de promover a inclusão social, educacional, profissional e cultural de pessoas com deficiência visual. Trata-se do Centro de Pesquisa e Orientação sobre Deficiência Visual (CpodV) que será liderado pela professora Maria Célia Lima-Hernandes, da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e pelo professor Cleyton Fernandes Ferrarini, da Universidade Federal de São Carlos (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/ufscar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UFSCar</a></strong>), respectivamente diretora e vice-diretor da iniciativa.</p>



<p>O CpodV é um dos 34 Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/fapesp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fapesp</a></strong>) anunciou recentemente, por meio de um edital. A instituição destinará a todos os CCDs um total de R$ 256 milhões. O CpodV deverá receber recursos da ordem de R$ 10,5 milhões, para um período de cinco anos.</p>



<p>Além dos professores Maria Célia Lima-Hernandes e Cleyton Fernandes Ferrarini, o CpodV tem em seu comitê executivo outros três docentes da USP: Ana Paula Torres Megiani (FFLCH), Paulo Eduardo Capel Cardoso (FO), Rafael Yagüe Ballester (FO) e a professora Patrícia Saltorato, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo também integra o comitê, e é representada por Caroline Reis. O anúncio da Fapesp foi feito na sede da entidade no dia 29 de setembro. As atividades do CpodV deverão ter início no próximo mês de novembro tendo como sede a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>



<p><strong>Eixos temáticos</strong></p>



<p>Como explica a professora Maria Célia, o novo centro está dividido em quatro eixos temáticos: Mapeamento e Observatório da Deficiência Visual (MOb), que tem como pesquisador principal o professor Rafael Yagüe Ballester (FO); Abordagens Didático-Pedagógicas e Desenvolvimento de Soluções Estratégicas (ADPD), com o professor Paulo Eduardo Capel Cardoso (FO); Recursos para Atividades de Vida Autônoma (RAVA), com a professora Patrícia Saltorato (UFSCar); e Acessibilidade Cultural (AC), com a professora Ana Paula Torres Megiani (FFLCH).</p>



<p>“Tudo vai girar em torno de atividades baseadas em eixos temáticos do CpodV e no trabalho colaborativo com instituições parceiras que assistem pessoas com deficiência visual.” diz Cleyton Ferrarini, da UFSCar.</p>



<p>Ferrarini também destaca que o MOb, por exemplo, será responsável pelo levantamento e sistematização de dados estatísticos sobre deficiência visual, das informações sobre atendimento médico-oftalmológico e das necessidades de Tecnologia Assistiva para pessoas com deficiência visual, além de difundir as soluções e produtos desenvolvidos pelos pesquisadores do CpodV. “Teremos um repositório de acesso público que será um dos resultados dessa iniciativa”, adianta o docente da UFSCar.</p>



<p>O professor Paulo Capel informa que os valores serão concedidos pela Fapesp em forma de bolsas e de recursos destinados a cobrir também custos com equipamentos e treinamento técnico. Como conta docente da FO USP, o projeto vai contemplar estudantes, em todos os níveis, desde graduação até pós-doutorado. De acordo com o professor Rafael Yagüe Ballester, ao todo serão 58 bolsas, sendo 36 para treinamento técnico (divididas em cinco níveis), oito para jornalismo científico (dois níveis), nove para iniciação científica, quatro para doutorado e mais uma para pós-doutorado. (veja quadro abaixo). Além dos responsáveis pelo CpodV e os que compõem a diretoria executiva, o Centro terá como parceiros diversos pesquisadores de unidades da USP (FAU, FFLCH, FO, ICB, EEFE, FE, EP e IO) e de algumas instituições de pesquisa externas (UNICAMP, Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e UNIFESP), como esclarece o professor Cleyton Ferrarini.</p>



<p><strong>“Nada sobre nós, sem nós”</strong></p>



<p>Não faltam ideias nem trabalho à equipe do CpodV, antes mesmo da implementação do novo centro. Os projetos e as realizações se estenderão, certamente, a todo o território nacional. “Teremos como parceiras diversas entidades ligadas a estudos e pesquisas destinadas a proporcionar melhor qualidade de vida a pessoas com deficiência visual”, destaca o professor Capel. Dentre outras, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, Lar das Moças Cegas, de Santos, Associação Sorocabana de Atividades para Deficientes Visuais, Instituto Jundiaiense Luiz Braille de Assistência ao Deficiente da Visão e o Programa Atleta Cidadão, do Comitê Paralímpico Brasileiro.</p>



<p>“Nada sobre nós, sem nós!”. Com essa frase o professor Capel explica todo o contexto do projeto, destacando que há pessoas com deficiência visual que também estão na equipe de pesquisadores e organizadores do CpodV.</p>



<p>“Somos ao todo um time de 31 pessoas, sendo sete delas com deficiência visual, cegas ou com baixa visão.” diz Paulo Capel.</p>



<p>O professor antecipa que há projetos já em andamento, tais como um software destinado a crianças cegas ou com baixa visão, que poderão aprender a digitar em um teclado de um computador, e um protótipo de um apoiador de bengala destinado a pessoas cegas ou com baixa visão que usam o artefato.</p>



<p>“Por ser um Centro em que o parceiro por parte do Governo é a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, todos os produtos e processos desenvolvidos pelos pesquisadores serão voltados a políticas públicas”, conta a professora Maria Célia. Um dos projetos que ela coordena no Centro tematiza as barreiras, especialmente atitudinais, para o acesso de deficientes visuais ao conhecimento produzido na universidade pública. “Precisamos tornar a universidade não somente mais acessível, mas também mais acolhedora de modo a integrar os vários perfis de deficiência visual como parcelas da sociedade representadas nesse movimento”, completa a professora. </p>



<p><em>(Com informações do Jornal da USP / Texto Antonio Carlos Quinto)</em></p>



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<iframe title="Varizes: cuidados, resultados e prevenção de novas varizes" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/4jI7QAD8a18?start=370&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>USP recebe doação de livros de arte da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 15:14:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Ricardo Thomé*Arte: Gustavo Radaelli** Composta de 232 volumes, coleção traz reproduções de mais de 12 mil pinturas datadas do século 7 ao 20 e originárias de diferentes dinastias chinesas São 232 livros, que trazem a reprodução de 12.405 pinturas em papel, seda e linho – entre outros materiais – produzidas na China entre os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h5 class="wp-block-heading">Texto: Ricardo Thomé*<br>Arte: Gustavo Radaelli**</h5>



<p>Composta de 232 volumes, coleção traz reproduções de mais de 12 mil pinturas datadas do século 7 ao 20 e originárias de diferentes dinastias chinesas</p>



<p>São 232 livros, que trazem a reprodução de 12.405 pinturas em papel, seda e linho – entre outros materiais – produzidas na China entre os séculos 7 e 20. Esse é o tamanho do acervo que será doado oficialmente à USP pela Universidade de Zhejiang, no leste da China, em cerimônia nesta sexta-feira, dia 24, a partir das 11 horas, na Sala do Conselho Universitário da USP. “Essas publicações constituem a coleção mais completa e mais bem ilustrada de pinturas chinesas do mundo”, comemora a professora Cecília Mello, do Centro USP-China, que fez a intermediação entre a USP e a universidade chinesa para formalizar a doação.&nbsp;</p>



<p>Com textos em mandarim e em inglês, o acervo – que tem o título, em chinês, de&nbsp;<em>Uma Coleção Abrangente de Antigas Pinturas Chinesas</em>&nbsp;–&nbsp;reproduz pinturas originárias de diferentes dinastias chinesas, desde a dinastia Tang (618-907) até a dinastia Quing (1644-1912), passando pelas dinastias&nbsp;Song (960-1279),&nbsp;Yuan (1271–1368) e&nbsp;Ming (1368-1644).&nbsp;Os livros foram publicados pela Zhejiang University Press.&nbsp;</p>



<p>Na cerimônia oficial de doação, nesta sexta-feira, serão entregues os primeiros 101 volumes da coleção. Os volumes restantes chegarão nos próximos meses. Os livros ficarão disponíveis para consulta na biblioteca da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.&nbsp; “Essa doação é um marco de grande relevância para a USP e para o público interessado em arte, cultura e história visual”, acrescenta Cecília Mello, que é docente da ECA.</p>



<figure class="wp-block-image is-style-rounded"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20251022_cecilia-rdl4j7y8ynj4g38jghheqvv056czgiolfelju3wksk.jpg" alt="Cecília Mello - Foto: Arquivo pessoal" title="20251022_cecilia"/></figure>



<p>A professora Cecília Mello, do Centro USP-China – Foto: Arquivo pessoal</p>



<h2 class="wp-block-heading">Material de referência raro</h2>



<p>Com a doação, a USP se torna a primeira instituição latino-americana a receber a coleção, que começou a ser produzida em 2005. A mesma coleção já foi doada a outras 43 universidades e centros culturais espalhados pelo planeta, como as Universidades de Harvard e Yale – ambas nos Estados Unidos –, Cambridge e Oxford, na Inglaterra, além da Unesco.&nbsp;Das mais de 12 mil obras presentes nos volumes, cerca de 9.100 pertencem a acervos de instituições culturais da China, enquanto mais de 3.200 fazem parte de coleções de outros países.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/10/20251022_livros.jpg" alt="" class="wp-image-947891"/></figure>



<p>A coleção ficará disponível para consulta na biblioteca da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP – Imagem:<em>&nbsp;A Comprehensive Collection of Chinese Paintings</em>/Center for Research on Ancient Chinese Calligraphy and Painting/Zhejiang University</p>



<p>Para Cecília Mello, a doação tem o potencial de trazer benefícios que vão além do valor material e cultural do acervo. “A incorporação dessa coleção à biblioteca da Escola de Comunicações e Artes vai ampliar o acesso a um material de referência raro e de altíssimo valor acadêmico, possibilitando novas conexões entre pesquisadores brasileiros e o vasto patrimônio artístico da China”, afirma a professora. Mais ainda do que isso, ela crê que a inserção da USP no rol das instituições que receberam a coleção “reafirma o papel da Universidade como espaço de intercâmbio cultural e de promoção do diálogo entre diferentes tradições artísticas e intelectuais”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Debates, oficinas e música</h2>



<p>Os livros de&nbsp;<em>Uma Coleção Abrangente de Antigas Pinturas Chinesas&nbsp;</em>vão ser doados à USP nesta sexta-feira, dia 24, durante o evento&nbsp;<em>Jade e Tintas Brilhantes em Harmonia: Diálogo Intercultural Brasil-China</em>, que vai começar às 11 horas com o&nbsp;<em>Fórum Liangzhu: Diálogos das Civilizações Mundiais</em>. Esse fórum deve reunir grupos e associações culturais, estudantes chineses e brasileiros e especialistas em arqueologia e em cultura. Às 12h30, acontece a cerimônia de assinatura do termo de doação da coleção, seguida de apresentações culturais, que incluem apresentação da soprano Marília Vargas e um concerto do quarteto de cordas Impressões de Liangzhu. Depois, às 13 horas, ocorrem oficinas culturais sobre a cultura chinesa.</p>



<p>Cecília Mello entende que eventos como esse estimulam intercâmbios acadêmicos, culturais e artísticos na Universidade. “Trata-se de uma oportunidade única para estudantes, docentes e o público em geral conhecerem, por meio dessas obras, a riqueza estética, técnica e filosófica da pintura chinesa antiga”, diz a professora. “Esses diálogos interculturais ao mesmo tempo podem incitar a nossa curiosidade e contribuir para o crescente campo da sinologia na USP e no Brasil.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/10/20251022_banner.jpg" alt="" class="wp-image-947899"/></figure>



<p>Convite para a cerimônia de assinatura da doação de livros da China para a USP – Foto: Divulgação/Escola de Comunicações e Artes da USP</p>



<p><em>A cerimônia oficial de doação dos livros da série&nbsp;</em>Uma Coleção Abrangente de Antigas Pinturas Chinesas<em>&nbsp;será realizada nesta sexta-feira, dia 24, a partir das 11 horas, na Sala do Conselho Universitário da USP (Rua da Reitoria, 374, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis. Para receber certificado de participação, é preciso preencher o&nbsp;<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeyWEtEO1mfSO7cKHHRtOt2qcAAdcV9UYvAKwnyCr8yoBBzrA/viewform">formulário de inscrição</a>, disponível neste link</em></p>



<p><em>* Estagiário sob supervisão de Roberto C. G. Castro</em></p>



<p><em>**Estagiário sob supervisão de Moisés&nbsp;Dorado</em></p>



<p>Fonte: Jornal da USP /  A coleção foi doada pela Universidade de Zhejiang, no leste da China – Imagem: <em>A Comprehensive Collection of Chinese Paintings</em>/Center for Research on Ancient Chinese Calligraphy and Painting/Zhejiang University</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Aposentadoria do trabalhador Rural: Você sabe se tem direito?" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/JRGkPsx_2hs?start=632&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>USP aponta alternativas inovadoras contra leucemias agressivas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[leucemias agressivas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As leucemias agudas, doenças agressivas do sangue que ainda apresentam altos índices de resistência e recaída, ganharam novas perspectivas de tratamento a partir de uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). O&#160;trabalho&#160;de doutorado do biomédico Hugo Passos Vicari investigou diferentes abordagens — de compostos sintéticos inéditos ao reposicionamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As leucemias agudas, doenças agressivas do sangue que ainda apresentam altos índices de resistência e recaída, ganharam novas perspectivas de tratamento a partir de uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (<strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/icb-usp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ICB-USP</a></strong>). O&nbsp;<a href="https://ww3.icb.usp.br/wp-content/uploads/2025/09/Hugo_Passos_Vicari_Doutorado_Original_Integral.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">trabalho</a>&nbsp;de doutorado do biomédico Hugo Passos Vicari investigou diferentes abordagens — de compostos sintéticos inéditos ao reposicionamento de medicamentos já aprovados para outros tipos de câncer — tendo como alvo os microtúbulos, estruturas essenciais para a divisão celular. Os resultados abrem caminhos promissores para pacientes que não respondem às terapias convencionais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p><strong>Microtúbulos como alvo –</strong>&nbsp;Os microtúbulos foram escolhidos como foco do estudo por funcionarem como uma espécie de “esqueleto” da célula. “Eles permitem que a célula se mova e se divida. A ideia é interromper esse processo. Ao atacar essa estrutura, conseguimos bloquear a proliferação e induzir a morte celular”, explica Vicari. Para alcançar esse objetivo, a pesquisa seguiu três linhas complementares: analisar proteínas associadas aos microtúbulos como potenciais alvos terapêuticos, testar o reposicionamento de fármacos e desenvolver novas moléculas de ação inédita contra a leucemia.</p>



<p><strong>Proteína-chave –</strong>&nbsp;Na primeira abordagem, o grupo avaliou a proteína Stathmin 1 (STMN1), reguladora da dinâmica dos microtúbulos, em amostras de medula óssea de pacientes com leucemia promielocítica aguda, um dos subtipos da Leucemia Mieloide Aguda (LMA). A STMN1 mostrou-se altamente expressa em células leucêmicas e associada à proliferação celular. Quando silenciada, reduziu a capacidade das células de formar colônias, sugerindo que pode atuar como biomarcador e alvo terapêutico. “Atacar a Stathmin 1 é promissor porque essa proteína está presente principalmente em células tumorais, o que abre perspectivas de maior seletividade”, ressalta o orientador João Agostinho Machado-Neto.</p>



<p><strong>Reposicionamento de fármacos –</strong>&nbsp;Outra vertente investigou o uso de medicamentos já existentes. O paclitaxel, quimioterápico empregado contra tumores sólidos, demonstrou eficácia em células de leucemia promielocítica aguda resistentes ao tratamento padrão com ácido all-trans retinoico (ATRA). O achado indica que o fármaco pode oferecer alternativas para pacientes que não respondem às terapias atuais.</p>



<p>A pesquisa também avaliou a eribulina, aprovada para o tratamento do câncer de mama, mas inédita em estudos sobre leucemias. Em um painel abrangente de linhagens de leucemia mieloide aguda e leucemia linfoblástica aguda, o fármaco apresentou alta toxicidade contra células leucêmicas e baixa toxicidade em células normais, sugerindo boa margem de segurança. Além disso, foram identificados biomarcadores de resposta — como MDR1, PI3K/AKT e NF-κB — que podem auxiliar na seleção de pacientes em futuros ensaios clínicos.</p>



<p>Outro resultado relevante foi a combinação da eribulina com o inibidor elacridar, que potencializou seus efeitos e superou mecanismos de resistência, um dos maiores obstáculos no tratamento das leucemias. “O fato de a eribulina já ser aprovada em humanos é muito relevante. Sua segurança e dosagem já são conhecidas, o que pode acelerar ensaios clínicos em leucemias agudas”, destaca Machado-Neto.</p>



<p><strong>Molécula inédita –</strong>&nbsp;A etapa mais inovadora surgiu em colaboração com o Instituto de Química da Unicamp. O grupo sintetizou o composto C2E1, da classe dos ciclopenta[β]indóis, nunca antes testado em modelos de leucemia. Os resultados foram considerados surpreendentes: o C2E1 apresentou elevada citotoxicidade contra células de leucemia aguda (mieloide e linfoide), induzindo apoptose, bloqueio do ciclo celular e redução da formação de colônias, além de baixa toxicidade para células normais.</p>



<p>Outro diferencial é que o composto parece não apresentar resistência cruzada com outros medicamentos que atuam sobre microtúbulos, o que amplia suas perspectivas de uso em pacientes refratários às terapias disponíveis. “Esse composto pode representar uma alternativa terapêutica promissora, já que conseguiu eliminar células malignas preservando as saudáveis — característica essencial no desenvolvimento de quimioterápicos”, conclui Vicari.</p>



<p><strong>Reconhecimento –</strong>&nbsp;Além de revelar novas possibilidades terapêuticas, a pesquisa recebeu destaque nacional ao ser agraciada com o Prêmio CAPES de Tese 2025, na área de Farmacologia. Para Vicari, a premiação representa “um reconhecimento importante não só do meu esforço individual, mas também do trabalho coletivo desenvolvido no laboratório”. Machado-Neto acrescenta que a conquista “reflete a qualidade e dedicação da equipe, e nos motiva a continuar avançando no desenvolvimento de novas estratégias contra as leucemias”.</p>



<p>Fonte: Medicina SA / Foto: Reprodução</p>



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<iframe title="DIREITOS DO CONSUMIDOR QUE TODO MUNDO DEVERIA CONHECER" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/RDvIGv1Vuyo?start=488&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Unesp recebe R$ 14 milhões para tratamento contra a tuberculose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 14:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dispositivo semelhante a uma bombinha de asma pode, no futuro, mudar a forma como a tuberculose é tratada no Brasil. A proposta, que é coordenada por um grupo de pesquisadores da&#160;Faculdade de Ciências Farmacêuticas&#160;(FCF) da&#160;Unesp, em Araraquara, acaba de receber um investimento de cerca de R$ 14 milhões da&#160;Financiadora de Estudos e Projetos&#160;(FINEP), com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dispositivo semelhante a uma bombinha de asma pode, no futuro, mudar a forma como a tuberculose é tratada no Brasil. A proposta, que é coordenada por um grupo de pesquisadores da&nbsp;Faculdade de Ciências Farmacêuticas&nbsp;(FCF) da&nbsp;<a href="https://medicinasa.com.br/tag/unesp/"><strong>Unesp</strong></a>, em Araraquara, acaba de receber um investimento de cerca de R$ 14 milhões da&nbsp;Financiadora de Estudos e Projetos&nbsp;(<a href="https://medicinasa.com.br/tag/finep/"><strong>FINEP</strong></a>), com apoio do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é desenvolver, nos próximos três anos, um medicamento inalável mais potente e eficaz, com potencial de substituir a terapia oral utilizada atualmente. Hoje, um paciente com tuberculose precisa ingerir até 12 comprimidos por dia, durante seis, 12 ou até 24 meses, o que acaba resultando muitas vezes em baixa adesão ao tratamento. No novo modelo, os fármacos seriam veiculados por meio de micropartículas que atingiriam diretamente os pulmões, local onde a bactéria causadora da tuberculose se instala e se protege dentro de estruturas chamadas granulomas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>“Há pelo menos duas décadas não há novidades significativas no mercado de medicamentos para&nbsp;<a href="https://medicinasa.com.br/tag/tuberculose/"><strong>tuberculose</strong></a>. Por isso, este projeto pode representar um salto terapêutico importante, especialmente se conseguirmos atingir as estruturas infectadas com doses menores, mais eficazes e com menos efeitos colaterais”, destaca&nbsp;Fernando Rogério Pavan, professor que coordena a proposta junto com&nbsp;Andréia Bagliotti Meneguin,&nbsp;Leonardo Miziara Barboza Ferreira,&nbsp;Lucas Amaral Machado&nbsp;e&nbsp;Marlus Chorilli, todos docentes da FCF.</p>



<p>A ideia inovadora e sem precedentes de tratar a tuberculose por via inalatória foi determinante para que o projeto se destacasse em um edital altamente competitivo. Submetido no âmbito do&nbsp; programa “Mais Inovação Brasil Saúde – ICT” da FINEP no final de 2023, o projeto conquistou a nona colocação entre mais de 200 propostas avaliadas em todo o país.</p>



<p><strong>Uma doença antiga, mas ainda letal</strong><br>Segundo a&nbsp;Organização Mundial da Saúde&nbsp;(OMS), a tuberculose voltou a ser a doença infecciosa que mais mata no mundo. Só em 2023, foram 10,8 milhões de novos casos. No Brasil, o índice de infecção é quase seis vezes superior à meta estipulada pela OMS.</p>



<p>De acordo com Pavan, parte do problema está no próprio regime terapêutico. “É um tratamento muito exigente, principalmente para pessoas em situação de rua, indígenas, detentos ou qualquer indivíduo com baixa estrutura de apoio. Isso contribui para o abandono e para o surgimento de bactérias mais resistentes”, alerta.</p>



<p>Nesses casos, o tempo de tratamento sobe para, no mínimo, dois anos, e a chance de cura&nbsp; diminui para cerca de 50%.</p>



<p><strong>Abordagem nanotecnológica</strong><br>Chamado de INOVA TB, o projeto propõe uma nova estratégia para o tratamento da tuberculose: aproveitar os fármacos já utilizados contra a doença em um sistema que combina partículas em escala nanométrica e micrométrica com funções específicas.</p>



<p>“Precisamos dessa tecnologia porque os remédios convencionais têm dificuldade de penetrar no interior dos granulomas, que são estruturas localizadas no pulmão e que servem de “esconderijo” para as bactérias. O nosso objetivo é aumentar a quantidade de medicamento que consegue atingir essas áreas”, explica&nbsp; Andréia Bagliotti Meneguin, docente do FCF.</p>



<p>O diferencial da proposta está no uso de nanopartículas feitas de compostos naturais produzidos pelos próprios pulmões (surfactantes pulmonares) capazes de transportar os medicamentos até o foco da infecção. Essas nanopartículas são encapsuladas dentro de estruturas maiores, em escala micrométrica. “Elas precisam ter um tamanho ideal: pequenas o suficiente para serem inaladas, mas grandes o bastante para não serem eliminadas logo na expiração”, detalha a professora.</p>



<p>Segundo os pesquisadores, a administração dos medicamentos com a ajuda de substâncias naturais vindas dos pulmões torna a proposta ainda mais promissora: “Todo remédio tem, além do princípio ativo, outros componentes chamados excipientes. Eles ajudam na produção, estabilidade e na absorção do medicamento, mas, muitas vezes, são sintéticos e não interagem bem com o organismo. Isso pode causar reações adversas e reduzir a eficiência do tratamento”, afirma o professor&nbsp;Lucas Amaral Machado&nbsp;da FCF.</p>



<p>Além disso, como a nova tecnologia idealizada pelos docentes trabalha em escala nanométrica, ou seja, mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo, ela permite um nível de precisão que os tratamentos tradicionais não conseguem alcançar. Dessa forma, a equipe da FCF pretende usar a nanotecnologia para tornar o tratamento da tuberculose mais direto, eficaz e seguro, algo que pode representar um avanço significativo na forma como combatemos uma das doenças infecciosas mais persistentes do mundo.</p>



<p><strong>Começo de uma longa jornada</strong><br>Apesar de estar na etapa inicial, a pesquisa tem fases bem delimitadas, que envolvem estudos físico-químicos, avaliação da atividade antimicrobiana em laboratório e testes em modelos animais. Somente após essa etapa será possível analisar a viabilidade clínica e considerar o início de ensaios em humanos.</p>



<p>“Por ora, temos uma hipótese sólida cuja comprovação científica virá com os experimentos”, explica o professor Lucas.</p>



<p>Além de abrir novas possibilidades terapêuticas, o projeto contribuirá para o fortalecimento da infraestrutura da FCF já que os recursos da FINEP serão destinados à aquisição de equipamentos de ponta, como um tomógrafo de alta resolução para pequenos animais, que estará disponível para toda a comunidade acadêmica.</p>



<p>De acordo com o professor&nbsp;Leonardo Miziara Barboza Ferreira&nbsp;da FCF, a expectativa é de que a tecnologia desenvolvida possa futuramente ser aplicada a outras doenças com relevância em saúde pública, como Covid-19, pneumonias, asma e outras condições crônicas.</p>



<p>O projeto também terá impacto direto na formação de recursos humanos, com a previsão de bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. “Mesmo que o produto final leve tempo para se concretizar, o legado científico e formativo será imediato. E, caso a hipótese se confirme, o Brasil poderá contar com uma solução nacional, acessível e de impacto real no SUS”, conclui Ferreira.</p>



<p>Fonte: Medicina S/A / Foto: Reprodução</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DOENÇA HEPÁTICA METABÓLICA" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/vAYKQtrpgqM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>USP é a universidade no Brasil que mais contribui para ODS da ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 18:50:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[ODS]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conclusão é do levantamento THE University Impact Ranking, divulgado pela consultoria britânica Times Higher Education A&#160;USP (Universidade de São Paulo)&#160;é a instituição de ensino superior brasileira mais bem posicionada no&#160;THE University Impact Ranking,&#160;divulgado pela consultoria britânica THE (Times Higher Education). O levantamento avalia como as universidades do mundo estão contribuindo para os&#160;ODS (Objetivos de Desenvolvimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Conclusão é do levantamento THE University Impact Ranking, divulgado pela consultoria britânica Times Higher Education</p>



<p>A&nbsp;<strong>USP (Universidade de São Paulo)</strong>&nbsp;é a instituição de ensino superior brasileira mais bem posicionada no&nbsp;<strong>THE University Impact Ranking,</strong>&nbsp;divulgado pela consultoria britânica THE (Times Higher Education). O levantamento avalia como as universidades do mundo estão contribuindo para os&nbsp;<strong>ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável)</strong>&nbsp;da ONU (Organização das Nações Unidas) em termos de pesquisa, divulgação e governança.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p>A universidade paulista ocupa a posição 100-200. O resultado se mantém estável desde 2023. Ao todo, 2.526 universidades de mais de 130 países participaram da avaliação, que considera 17 pontos.</p>



<p><strong>Veja:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Erradicação da pobreza;</li>



<li>Fome zero;</li>



<li>Saúde e bem-estar;</li>



<li>Educação de qualidade;</li>



<li>Igualdade de gênero;</li>



<li>Água potável e saneamento;</li>



<li>Energia limpa;</li>



<li>Trabalho decente e crescimento econômico;</li>



<li>Indústria, inovação e infraestrutura;</li>



<li>Redução das desigualdades;</li>



<li>Cidades sustentáveis;</li>



<li>Consumo e produção responsável;</li>



<li>Mudanças climáticas;</li>



<li>Vida na água;</li>



<li>Vida terrestre;</li>



<li>Paz, justiça e instituições eficazes;</li>



<li>Parcerias e meios de implementação.</li>
</ul>



<p>Além da USP, o Brasil teve outras 55 instituições avaliadas. Depois da universidade paulista, as mais bem posicionadas foram a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a UFPA (Universidade Federal do Pará), a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Todas elas ficaram no grupo 301-400.</p>



<p>Fonte: CNN Brasil /  Reprodução/USP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="&quot;OCASIONAL OU PATOLÓGICO? UMA VISÃO GERAL SOBRE USO DE SUBSTÂNCIAS E COMPORTAMENTOS DE JOGOS&quot;" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/w5kaTJaErpc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br></p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/usp-e-a-universidade-no-brasil-que-mais-contribui-para-ods-da-onu/">USP é a universidade no Brasil que mais contribui para ODS da ONU</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Réplicas de fósseis produzidas em oficina na USP promovem educação científica mais acessível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 20:03:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação científica]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Réplicas de fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atividade realizada no Instituto de Geociências da USP alia rigor científico, tecnologia e compromisso social; projeto busca desenvolver réplicas táteis para pessoas com deficiência visual Restos ou vestígios de seres vivos preservados em rochas, como ossos, dentes, pegadas ou impressões, que viveram há milhares ou milhões de anos, os fósseis ajudam a entender a história [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Atividade realizada no Instituto de Geociências da USP alia rigor científico, tecnologia e compromisso social; projeto busca desenvolver réplicas táteis para pessoas com deficiência visual</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p><br>Restos ou vestígios de seres vivos preservados em rochas, como ossos, dentes, pegadas ou impressões, que viveram há milhares ou milhões de anos, os fósseis ajudam a entender a história da vida na Terra, os processos evolutivos e as transformações ambientais ao longo do tempo. Num ambiente educativo, ter contato com esses registros do passado torna a educação científica mais atrativa, concreta e significativa, e, por isso, o trabalho realizado pela&nbsp;<a href="https://oficinadereplicas.igc.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oficina de Réplicas</a>&nbsp;do Museu do Instituto de Geociências (IGc) da USP é fundamental para aproximar o público do conhecimento paleontológico de forma acessível, lúdica e interativa.</p>



<p>“As réplicas são amplamente utilizadas em atividades promovidas em escolas e museus, e também compõem parte dos exemplares exibidos no Museu de Geociências da USP”, explica Paulo Eduardo de Oliveira, professor do IGc e coordenador da oficina que produz réplicas realísticas de fósseis de animais e plantas pré-históricos.&nbsp; Ele cita como exemplo uma atividade de extensão universitária que o instituto vai realizar neste mês de junho, em parceria com o Museu Catavento, no centro de São Paulo, quando o público poderá interagir com réplicas fósseis e tirar dúvidas com alunos de graduação e pós-graduação.</p>



<p>O objetivo da oficina é suprir a escassez de material paleontológico em escolas de ensino médio, universidades e museus, por meio da produção e comercialização de réplicas. O museu do IGc também mantém parcerias com instituições de ensino e museus internacionais para o compartilhamento de amostras, que servem de base para a confecção das peças.</p>



<figure class="wp-block-image is-style-rounded"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20250616_paulo_eduardo_de_oliveira_igc_usp-r7eqpzg9yp25bf2hye1ha6qtmdujgyqvcgx4prtlbo.jpg" alt="Paulo Eduardo de Oliveira, professor do IGc e coordenador da Oficina de Réplicas do IGc - Foto: Divulgação / IGc" title="20250616_paulo_eduardo_de_oliveira_igc_usp"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Paulo Eduardo de Oliveira, professor do IGc e coordenador da Oficina de Réplicas do IGc &#8211; Foto: Divulgação / IGc</h2>



<p>São mais de 80 itens na Coleção de Réplicas, com&nbsp;fósseis provenientes de várias regiões do mundo, representando parte da diversidade biológica preservada nas rochas desde o início da Era Paleozoica (570 milhões de anos atrás). Acompanhadas de ilustrações, as réplicas auxiliam no aprendizado de conceitos sobre o tempo geológico, evolução, extinção, paleoclimas e paleogeografia. As peças estão separadas em&nbsp;15 coleções,incluindo Braquiópodes, Equinodermos, Cnidários, Artrópodes, Icnofósseis e Moluscos.&nbsp;</p>



<p>Os valores variam de R$ 8,00, para peças menores como garras ou pequenos ossos, até R$ 280,00, sendo o item mais caro uma réplica do crânio do<em>&nbsp;Carcharodontossaurus</em>, em escala de um quarto do tamanho real. Toda a receita obtida com as vendas é revertida para garantir a autossuficiência da oficina. As réplicas podem ser adquiridas por qualquer pessoa, por meio do site&nbsp;<a href="https://oficinadereplicas.igc.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui.</a></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250617_fossil_dente-de-Purussaurus-brasiliensis.jpg" alt="" class="wp-image-901911"/></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Dente em tamanho real do Purussaurus brasiliensis, jacaré gigante que viveu no norte do Brasil entre 5 e 7 milhões de anos atrás, no Mioceno Superior. O primeiro fóssil da espécie foi encontrado em uma das barrancas do rio Purus, na região amazônica &#8211; Foto: Oficina de Réplicas / IGC USP</h4>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250617_fossil_mesosaurus_tenuidens.jpg" alt="" class="wp-image-901917"/></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Réplica do mesossaurídeo Mesosaurus tenuidens, espécie aquática que podia alcançar até um metro de comprimento. O fóssil original foi descoberto no município de São Mateus do Sul, no Paraná, e representa um dos primeiros vertebrados adaptados à vida em ambiente aquático &#8211; Foto: Oficina de Réplicas / IGC USP</h4>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250617_fossil_Pterossauro_do-Araripe.jpg" alt="" class="wp-image-901898"/></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Parte da mão que compunha a asa de um Anhanguera sp., pterossauro (réptil voador) encontrado na região do Araripe, ajuda a entender a estrutura de voo desses animais que dominaram os céus durante o período Cretáceo &#8211; Foto: Oficina de Réplicas / IGC USP</h4>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250617_fossil_carcharodontosaurus.jpg" alt="" class="wp-image-901888"/></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Com 1,6 metro de comprimento, a réplica representa um quarto do tamanho original do Carcharodontosaurus, que podia atingir 12,5 metros e pesar mais de 6 toneladas, rivalizando com o Tyrannosaurus rex &#8211; Foto: Oficina de Réplicas / IGC USP</h4>



<p>Alguns dos materiais recebidos pela oficina têm procedência pouco convencional. Como a comercialização de fósseis é proibida por lei no Brasil, as amostras obtidas em comércio ilegal ou apreendidas em operações contra o tráfico são encaminhadas para instituições como o Museu de Geociências. Além de serem incorporados ao acervo, esses exemplares ganham nova função por meio da oficina de réplicas, que utiliza os fósseis como base para produzir cópias fiéis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Do fóssil à réplica</h2>



<h2 class="wp-block-heading">O processo de criação das réplicas envolve quatro etapas principais:</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250616_00_igc_oficina_replica_fosseis_usp3.jpg" alt="" class="wp-image-901629"/><figcaption class="wp-element-caption">Thales Andrade, estagiário da oficina, mostrando as formas de silicone &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Criação do molde</h2>



<h4 class="wp-block-heading">O fóssil real é submerso em uma bacia de silicone. Após o endurecimento do material, ele é removido, resultando em um molde. De acordo com Jöte Teixeira, bolsista da oficina, esses moldes de silicone têm uma vida útil média de dois anos antes de perderem o detalhamento e o formato original.</h4>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250616_00_igc_oficina_replica_fosseis_usp1.jpg" alt="" class="wp-image-901635"/><figcaption class="wp-element-caption">Réplica recém-tirada da forma &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Preenchimento com resina</h2>



<h4 class="wp-block-heading">A resina é então despejada no molde. Em alguns casos, materiais como pedras e chumbo podem ser adicionados para aproximar o peso da réplica ao do fóssil original. Anteriormente, as réplicas eram feitas de gesso, mas a resina foi adotada por conferir maior durabilidade às peças, já que o gesso as tornava frágeis. No entanto, o gesso ainda é empregado em atividades pedagógicas promovidas pela oficina.</h4>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250616_00_igc_oficina_replica_fosseis_usp2.jpg" alt="" class="wp-image-901638"/><figcaption class="wp-element-caption">Marcos Pinheiro, Thales Andrade e Jöte Texeira pintando e tratando as réplicas &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Tratamentos finais</h2>



<h4 class="wp-block-heading">Após alguns dias, a peça é retirada do molde e submetida a uma série de tratamentos. Inicialmente, é lixada para remover rebarbas. Em seguida, é pintada para reproduzir as cores do fóssil original. Por fim, passa por um processo de betumização para preservação e maior durabilidade.</h4>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250616_00_igc_oficina_replica_fosseis_usp4.jpg" alt="" class="wp-image-901630"/><figcaption class="wp-element-caption">Jöte Texeira mostrando as réplicas prontas para serem embaladas e enviadas para clientes &#8211; Foto: Marcos Santos/USP Imagens</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Embalagem e envio</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Concluídas as etapas anteriores, a réplica é embalada e preparada para o envio.</h3>



<h2 class="wp-block-heading">Inclusão tátil</h2>



<p>Coordenada pelo professor Douglas Galante, do IGc,&nbsp;a estudante Giovana Soares Gama está desenvolvendo o projeto de iniciação científica&nbsp;<em>Inclusão tátil na paleobotânica: inovação em Ensino Acessível</em>. Com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) da USP, o projeto visa desenvolver réplicas táteis destinadas a pessoas com deficiência visual.</p>



<p>Iniciado no final de 2024, o projeto utiliza equipamentos do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP para escanear amostras da coleção do IGc e projetar os primeiros protótipos.&nbsp;Os fósseis são modelados em 3D e manipulados digitalmente para que certas texturas e estruturas sejam realçadas, facilitando a percepção do formato e função dos fósseis por pessoas com deficiência visual. “Para nos orientar sobre como devemos fazer essa evidenciação, estamos firmando uma colaboração com o&nbsp;<a href="https://lmc.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lar das Moças Cegas</a>, uma instituição que tem vasta experiência na educação de pessoas com deficiência visual”, explica Galante.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250616_modelo_3d_fossil.jpg" alt="" class="wp-image-901702"/></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Modelo 3D de fóssil com texturas realçadas &#8211; Foto Arquivo Pessoal/Giovanna Soares</h2>



<p>O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas as peças resultantes serão incorporadas ao acervo da oficina e disponibilizadas ao público. Além disso, os modelos 3D serão disponibilizados em domínio público, permitindo que sejam impressos em qualquer impressora de&nbsp;objetos tridimensionais. Segundo o professor, essa medida garantirá um amplo alcance dos produtos desenvolvidos e um maior atendimento a essa parcela da população que carece de materiais didáticos e estímulos acadêmicos adequados.</p>



<p>Para saber mais sobre a Oficina de Réplicas do Museu de Geociências acesse a página&nbsp;<a href="https://oficinadereplicas.igc.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://oficinadereplicas.igc.usp.br</a>, pelo&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/oficina.replicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>, ou entre em contato pelo telefone (11) 3091-4123 ou e-mail&nbsp;<a href="mailto:replicas@usp.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">replicas@usp.br</a>.</p>



<p>.<em>*Estagiário sob supervisão de Thais H. Santos e Claudia Costa</em></p>



<p>Fonte: Jornal da USP / Foto: Marcos Santos/USP Imagens</p>



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<iframe title="O QUE É ESPIRITISMO? UMA CONVERSA ABERTA SOBRE FÉ, RAZÃO E AMOR" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/snKhMQURfN0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Obra de arte destruída por extremistas e recuperada por estudantes da USP é tema de exposição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 17:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Obra de arte]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em cartaz na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU), mostra conta a história da escultura do artista plástico Flávio de Carvalho em homenagem ao poeta espanhol Federico García Lorca, que foi depredada em 1969 por integrantes do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) Operação Lorca&#160;é o nome da exposição que ocupa até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em cartaz na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU), mostra conta a história da escultura do artista plástico Flávio de Carvalho em homenagem ao poeta espanhol Federico García Lorca, que foi depredada em 1969 por integrantes do Comando de Caça aos Comunistas (CCC)<br></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-720-x-90-px-1.gif" alt=""/></figure>



<p><em>Operação Lorca</em>&nbsp;é o nome da exposição que ocupa até o próximo dia 18 a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP. Trata-se da reconstituição de uma história digna da ficção, que envolve um poeta comunista, uma obra de arte bombardeada, documentos falsificados e personagens que se tornariam celebridades no Brasil e no exterior.</p>



<p>Tudo começa em 1968, quando um grupo de exilados republicanos da ditadura espanhola do general Francisco Franco encomendou uma escultura ao arquiteto e artista plástico Flávio de Carvalho (1899-1973). Era uma homenagem aos 70 anos de nascimento do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca, fuzilado pelas tropas franquistas em 1936.</p>



<p>Flávio aceitou a empreitada e produziu um monumento feito de tubos de ferro e chapas de aço, multicolorido de branco, preto, amarelo e vermelho, no qual inscreveu “<em>Hay que abrirse del todo frente a la noche negra, para que nos llenemos de rocío inmortal”</em>&nbsp;(Devemos nos abrir completamente para a noite negra, para que possamos ser preenchidos com o orvalho imortal), trecho do poema&nbsp;<em>Los Álamos de Plata</em>, de Lorca. Terminada, a obra foi instalada na Praça das Guianas, no Jardim Paulista, em São Paulo. Na inauguração, estiveram presentes, entre outros, o irmão de García Lorca e o poeta chileno Pablo Neruda, que fez um discurso para o amigo ausente.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_fernando.jpg" alt="Homem calvo com agasalho branco." class="wp-image-900043"/><figcaption class="wp-element-caption">O cineasta Fernando Meirelles, líder da ação de recuperação da obra de Flávio de Carvalho, em 1979: “Resolvemos fazer isso totalmente no impulso. Tivemos a ideia e uma semana depois estávamos lá” &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<p>Mais ou menos um ano depois, em 1969, o monumento amanheceria destruído pelo que pode ter sido uma explosão ou golpes de marreta, não se sabe ao certo. Panfletos chamando García Lorca de homossexual e de comunista, deixados no local, sugeriam a ação de grupos de extrema direita, particularmente o Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Os destroços da obra foram recolhidos e jogados em um depósito da Prefeitura.</p>



<p>Por ocasião da 11<sup>a</sup>&nbsp;Bienal de São Paulo, em 1971, Flávio de Carvalho conseguiu reaver e restaurar a escultura, levando-a para a exposição. Pressões da representação diplomática franquista no Brasil, contudo, impuseram sua retirada da bienal – era, afinal, homenagem a um “comunista”. Assim, a obra voltou para os galpões municipais e ficou esquecida ali por quase uma década.</p>



<p>Em 1979, durante uma aula sobre a arquitetura expressionista de Flávio de Carvalho, o então estudante da FAU Fernando Meirelles – hoje o conhecido diretor de&nbsp;<em>Cidade de Deus</em>&nbsp;– ficou sabendo da trajetória tumultuada da tal escultura. Não teve dúvidas: pegou sua moto e saiu à procura da obra, encontrando-a em um galpão de sucata na altura do quilômetro 24 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia (SP), município vizinho à capital paulista. Voltou de lá obstinado em tirar a obra do ostracismo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo11.jpg" alt="Jovens em frente ao um caminhão." class="wp-image-900055"/><figcaption class="wp-element-caption">Registro da operação no depósito em Cotia (SP), com a obra de Flávio de Carvalho já em cima do caminhão &#8211; Foto: FAU-USP</figcaption></figure>



<p>Reunindo alguns amigos da FAU, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e de outros lugares, Meirelles partiu com 13 companheiros na boleia e na carroceria de um caminhão. Levava uma série de documentos falsos, com carimbos da prefeitura, para apresentar ao porteiro do galpão. O funcionário ficou em dúvida, mas eram tempos sem celular e internet, e confirmar qualquer coisa era tarefa muito mais complexa do que hoje em dia. A turma aproveitou a hesitação do porteiro, botou os pedaços da escultura no caminhão, fez um retrato oficial da operação e partiu.</p>



<p>Mas a ação não estava terminada. Nos salões da FAU, Meirelles e os amigos trataram de restaurar o monumento, deteriorado por anos de abandono. O trabalho contou com a cobertura detalhada da revista&nbsp;<em>Cine Olho</em>, editada por estudantes da FAU e da ECA, alguns inclusive participantes da operação. O que os jovens não deram conta de fazer, deixaram para os operários de uma fábrica situada no bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, terminar.</p>



<p>Restauro finalizado, na calada da noite de 25 de junho de 1979 o grupo voltou a subir no caminhão. O destino agora era a Avenida Paulista, mais especificamente o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). No dia seguinte, o cartão-postal da cidade receberia um evento da prefeitura chamado&nbsp;<em>Domingo Feliz</em>, e Meirelles e companhia acharam o momento e o lugar ideais para devolver a escultura à cidade. O grupo se infiltrou entre os trabalhadores e montadores presentes por ali, apresentaram mais uma vez a documentação forjada e literalmente cimentaram a obra de Flávio de Carvalho debaixo do vão livre do museu.</p>



<p>No dia seguinte, o próprio prefeito Olavo Setúbal estava por lá e até gostou do que viu. Mas o diretor do Masp, Pietro Maria Bardi, não gostou nada de ver aquela escultura entre as quatro gigantescas colunas vermelhas do museu e convenceu o prefeito a tirá-la de lá. O monumento voltou então para a Praça das Guianas, onde permanece até hoje.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo2.jpg" alt="Pessoas olhando para painéis numa exposição."/><figcaption class="wp-element-caption">Por meio de painéis, exposição conta a história do resgate da obra de Flávio de Carvalho por alunos da USP &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo9.jpg" alt="Uma revista em cima de uma mesa."/><figcaption class="wp-element-caption">Fac-símile da revista &#8220;Cine Olho&#8221;, publicação feita por estudantes da USP que documentaram o resgate da escultura de Flávio de Carvalho &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo8.jpg" alt="Página de jornal antigo."/><figcaption class="wp-element-caption">Matéria do &#8220;Jornal da Tarde&#8221;, de 26 de junho de 1979, relata o resgate do monumento e sua instalação no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo4.jpg" alt="Pessoas olhando para painéis numa exposição."/><figcaption class="wp-element-caption">O público presente na exposição &#8220;Operação Lorca&#8221; &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo2.jpg" alt="Pessoas olhando para painéis numa exposição."/><figcaption class="wp-element-caption">Por meio de painéis, exposição conta a história do resgate da obra de Flávio de Carvalho por alunos da USP &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo9.jpg" alt="Uma revista em cima de uma mesa."/><figcaption class="wp-element-caption">Fac-símile da revista &#8220;Cine Olho&#8221;, publicação feita por estudantes da USP que documentaram o resgate da escultura de Flávio de Carvalho &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<p>Um salto no tempo. Em 2024, ao ler a respeito dessa história nas páginas da revista&nbsp;<em>Piauí</em>, o estudante de Audiovisual da ECA Igor Estevam encontrou o assunto de que precisava para seu trabalho na disciplina Interfaces Audiovisuais, ministrada pelo professor Almir Almas. Convenceu seu grupo a abraçar o tema e produziu um filme, embrião do documentário&nbsp;<em>Operação Lorca, o Bailado</em>, dirigido por Estevam, com previsão de estreia em 2026.</p>



<p>Foi esse documentário que inspirou a exposição&nbsp;<em>Operação Lorca</em>, produzida por Ísis Kanashiro, estudante da FAU que participou da disciplina ao lado de Estevam. Na mostra, uma série de painéis faz a reconstituição cronológica dessa história, trazendo reproduções de notícias dos jornais da época e fotografias. Um fac-símile da revista&nbsp;<em>Cine Olho</em>&nbsp;também está à disposição do público, assim como dois curtas-metragens.</p>



<p>Um deles é&nbsp;<em>7 Lições Que se Aprendem Com as Crianças, os Loucos e os Ladrões</em>, realizado em 1979 por Carlos Nascimbeni, um dos participantes da operação. A película captura a presença da escultura de Flávio de Carvalho no vão do Masp, trazendo entrevistas com Meirelles e com o então prefeito Olavo Setúbal. O outro curta é um&nbsp;teaser&nbsp;de&nbsp;<em>Operação Lorca, o Bailado</em>. O documentário reúne depoimentos dos participantes da operação, entremeados com performances que fazem referência a García Lorca e a Flávio de Carvalho, a partir da dança flamenca e de máscaras da peça teatral&nbsp;<em>O Bailado do Deus Morto</em>, escrita por Flávio.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo7-1.jpg" alt="Homem ao lado de painéis numa exposição."/><figcaption class="wp-element-caption">O diretor do Instituto Cervantes, Daniel Gallego Arcas, em visita à exposição na FAU &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo10.jpg" alt="Homem de barba."/><figcaption class="wp-element-caption">O diretor do documentário &#8220;Operação Lorca, o Bailado&#8221;, Igor Estevam &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo6.jpg" alt="Pessoas assistindo a uma projeção."/><figcaption class="wp-element-caption">Na exposição, público assiste ao documentário &#8220;7 Lições Que se Aprendem Com as Crianças, os Loucos e os Ladrões&#8221;, de Carlos Nascimbeni &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_isis.jpg" alt="Uma jovem de óculos, falando ao microfone."/><figcaption class="wp-element-caption">A produtora da exposição &#8220;Operação Lorca&#8221;, Ísis Kanashiro &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo5.jpg" alt="Um grupo de pessoas reunidas."/><figcaption class="wp-element-caption">Participantes da Operação Lorca reunida, 47 anos depois &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo7-1.jpg" alt="Homem ao lado de painéis numa exposição."/><figcaption class="wp-element-caption">O diretor do Instituto Cervantes, Daniel Gallego Arcas, em visita à exposição na FAU &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_expo10.jpg" alt="Homem de barba."/><figcaption class="wp-element-caption">O diretor do documentário &#8220;Operação Lorca, o Bailado&#8221;, Igor Estevam &#8211; Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</figcaption></figure>



<p>As duas produções cinematográficas foram exibidas na abertura da exposição, no dia 11, quarta-feira, que contou com a presença de vários membros do grupo de resgate do monumento, incluindo Meirelles e Nascimbeni. O diretor da FAU, João Sette Whitaker Ferreira, também esteve presente, assim como o diretor do Instituto Cervantes, Daniel Gallego Arcas, representando o governo espanhol.</p>



<p>Em entrevista exclusiva para o&nbsp;<strong>Jornal da USP</strong>, Meirelles conta que a operação de resgate do monumento foi feita de maneira espontânea. “Totalmente sem planejar, um acidente de percurso”, lembra o cineasta. “Resolvemos fazer isso totalmente no impulso. Tivemos a ideia e uma semana depois estávamos lá.”</p>



<p>Questionado se ele acharia possível uma aventura dessas em 2025, Meirelles julga difícil. “Hoje é tudo mais controlado, mais fechado”, reflete. “A vida está muito mais chata, os advogados tomaram conta do mundo. Talvez eu tivesse sido preso.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2025/06/20250612_praca2.jpg" alt="Uma escultura abstrata numa praça." class="wp-image-900114"/><figcaption class="wp-element-caption">A obra de Flávio de Carvalho, na Praça das Guianas, em São Paulo &#8211; Foto: FAU-USP</figcaption></figure>



<p>O cineasta conta que logo após a devolução da obra, em 1979, foi chamado à delegacia. Teve uma conversa com o delegado, que entendeu não ter havido nenhum beneficiário do “roubo” além da própria cidade. “O delegado começou a tomar meu depoimento e chegou uma hora que disse: ‘Quer saber, garoto? Vai para a casa e não faz mais isso’”, conta Meirelles. “Hoje não seria assim, teria virado um processo. Era mais fácil antes, com menos controle. A vida é muito mais chata hoje”, pondera o cineasta.</p>



<p><em>A exposição&nbsp;</em>Operação Lorca<em>&nbsp;fica em cartaz até 18 de junho na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP (Rua do Lago, 876, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis.</em></p>



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