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	<title>verme |</title>
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		<title>Verme causador da meningite é detectado em 26 cidades do estado do Rio de Janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jan 2025 22:02:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maíra Menezes (IOC/Fiocruz) &#8211; Segunda, 6. de janeiro de 2025 Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificou a presença do verme&#160;Angiostrongylus cantonensis, causador da meningite eosinofílica, em 26 municípios do estado do Rio de Janeiro. O parasito foi detectado em moluscos terrestres, incluindo caramujo gigante africano, caracóis e lesmas.&#160; As coletas foram realizadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Maíra Menezes (IOC/Fiocruz) &#8211; Segunda, 6. de janeiro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificou a presença do verme&nbsp;<em>Angiostrongylus cantonensis</em>, causador da meningite eosinofílica, em 26 municípios do estado do Rio de Janeiro. O parasito foi detectado em moluscos terrestres, incluindo caramujo gigante africano, caracóis e lesmas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141527" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141527" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/9.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">As coletas foram realizadas entre 2015 e 2019. Os dados estão&nbsp;relatados em&nbsp;<a href="https://memorias.ioc.fiocruz.br/article/11017/0011-surveillance-of-land-molluscs-infected-by-angiostrongylus-cantonensis-nematoda-reveals-risk-areas-for-zoonotic-eosinophilic-meningitis-in-the-state-of-rio-de-janeiro-brazil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo recém-publicado</a>&nbsp;na revista ‘Memórias do Instituto Oswaldo Cruz’.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma inédita, o trabalho investigou a presença do parasito em 46 cidades, contemplando as mesorregiões metropolitana e centro fluminense. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, foram coletados 2.600 moluscos, dos quais 230 foram encontrados infectados por&nbsp;<em>A. cantonensis</em>, correspondendo a 9% do total.&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="" src="https://www.ioc.fiocruz.br/sites/default/files/figura3_mapa_a_cantonensis_memorias_ok.jpg"><br>Mapa mostra as cidades contempladas na pesquisa, incluindo as mesorregiões metropolitana (em verde) e centro fluminense (em cinza). Bolas vermelhas indicam os municípios onde foram encontrados moluscos infectados com o verme&nbsp;<em>A. cantonensis</em>. Imagem:&nbsp;<a href="http://memorias.ioc.fiocruz.br/article/11017/0011-surveillance-of-land-molluscs-infected-by-angiostrongylus-cantonensis-nematoda-reveals-risk-areas-for-zoonotic-eosinophilic-meningitis-in-the-state-of-rio-de-janeiro-brazil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rodrigues e colaboradores, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 2025</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação foi realizada no âmbito de pesquisa científica desenvolvida pelo&nbsp;<a href="https://www.ioc.fiocruz.br/labmal" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Laboratório de Malacologia</a>&nbsp;do IOC, que atua como Laboratório de Referência Nacional para Esquistossomose-Malacologia junto ao Ministério da Saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho é resultado de dissertação de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária do IOC, por Paulo Sergio Rodrigues, com orientação da chefe do Laboratório de Malacologia, Silvana Thiengo.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1081" height="351" data-id="141500" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/2-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141500" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/2-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/2-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/2-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/2.png 1081w" sizes="(max-width: 1081px) 100vw, 1081px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo contou com colaboração do&nbsp;<a href="https://www.ioc.fiocruz.br/labpmr" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios</a>&nbsp;do Instituto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ampla disseminação&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as autoras, a pesquisa confirma a ampla disseminação do verme&nbsp;<em>A. cantonensis</em>&nbsp;no Rio de Janeiro, alertando para a possibilidade de novos casos de meningite eosinofílica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os resultados indicam risco epidemiológico de transmissão de meningite eosinofílica, considerando a alta densidade de algumas espécies de moluscos e a ampla distribuição do verme causador do agravo. Conhecer a distribuição dos hospedeiros infectados é uma informação útil para a vigilância e pode contribuir para detectar, de forma mais rápida, os casos da doença nos serviços de saúde locais”, afirma Silvana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="" src="https://www.ioc.fiocruz.br/sites/default/files/achatina_fulica_colecao_dentro.jpg"><br>Mais infectado&nbsp;na pesquisa, o caramujo gigante africano (Achatina fulica) tem grande porte. Sua concha mede 5 a 10 cm, em média, e pode chegar&nbsp;a 20 cm. Foto:&nbsp;<a href="http://cmioc.fiocruz.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coleção de Moluscos do IOC (CMIOC)</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em abril desse ano, um óbito por meningite eosinofílica foi registrado em Nova Iguaçu. A investigação epidemiológica realizada pelos laboratórios do IOC em parceria com a Secretaria de Saúde municipal identificou o verme&nbsp;<a href="https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/meningite-transmitida-por-caramujo-caso-em-nova-iguacu-reforca-alerta" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em caramujos aquáticos e terrestres</a>, assim como&nbsp;<a href="https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/meningite-transmitida-por-caramujo-em-nova-etapa-instituto-detecta-ratos-infectados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em ratos</a>&nbsp;na localidade onde ocorreu o caso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas anteriores lideradas pelo Laboratório de Malacologia já tinham apontado a presença do&nbsp;<em>A. cantonensis</em>&nbsp;na&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/1519-6984.274620" target="_blank" rel="noreferrer noopener">capital fluminense</a>&nbsp;e em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/0074-02760150106" target="_blank" rel="noreferrer noopener">São Gonçalo</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O verme também já tinha sido detectado em&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/S0074-02762012000600006" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Niterói e Angra dos Reis</a>, em pesquisa coordenada pelo Instituto René Rachou (Fiocruz-Minas).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141519" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141519" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/5.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo recém-publicado, o verme foi detectado em 21 cidades da mesorregião metropolitana: Cachoeira de Macacu, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mendes, Mesquita, Miguel Pereira, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio Bonito, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Seropédica e Tanguá. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na mesorregião centro fluminense, o parasito foi identificado em cinco municípios: Comendador Levy Gasparian, Santa Maria Madalena, Sapucaia, Sumidouro e Três Rios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diversidade de hospedeiros&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os moluscos terrestres foram coletados manualmente em terrenos baldios, parques, praças e áreas periféricas com vegetação natural, em todos os 177 distritos administrativos dos 46 municípios pesquisados. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="" src="https://www.ioc.fiocruz.br/sites/default/files/montagem_02_caracois.jpg"><br>A partir da esquerda, os caracóris Subulina octona,&nbsp;Bradybaena similaris (caracol asiático)&nbsp;e Leptinaria unilamellata. Os pequenos moluscos têm conchas que medem, no máximo 1,5 a 2 cm. Fotos:&nbsp;<a href="http://cmioc.fiocruz.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coleção de Moluscos do IOC</a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, os pesquisadores identificaram 14 diferentes espécies de moluscos. Dentre estas, seis apresentaram infecção pelo verme da meningite eosinofílica. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A espécie&nbsp;<em>Achatina fulica</em>, popularmente chamada de caramujo gigante africano, foi a mais frequente nas coletas e com maior número de espécimes infectados. Entre 46 cidades pesquisadas, 41 apresentaram esse molusco, com animais infectados em 22 delas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141508" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141508" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/4.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os caracóis&nbsp;<em>Bradybaena similaris</em>&nbsp;(conhecido como caracol asiático),&nbsp;<em>Subulina octona</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Leptinaria unilamellata</em>&nbsp;e as lesmas&nbsp;<em>Sarasinula linguaeformis</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Angustipes erinaceus</em>&nbsp;também foram encontrados sendo parasitados por&nbsp;<em>A. cantonensis</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com exceção do caracol&nbsp;<em>L. unilamellata</em>, que foi identificado pela primeira vez com o verme, todas as outras espécies já tinham sido detectadas com o parasito em outros estudos no Brasil ou no exterior.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="" src="https://www.ioc.fiocruz.br/sites/default/files/montagem_03_lesmas.jpg"><br>A partir da esquerda, as lesmas&nbsp;Angustipes erinaceus e Sarasinula linguaeformis. Ambas são consideradas &#8216;lesmas verdadeiras&#8217;&nbsp;porque não possuem qualquer resquício de conchae medem 7 a 8 cm, em média. Fotos:&nbsp;<a href="http://cmioc.fiocruz.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Coleção de Moluscos do IOC</a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as pesquisadoras, os dados indicam que o caramujo gigante africano pode representar o maior risco para a população, considerando sua grande presença nas áreas urbanas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O caramujo africano está associado com a maior parte dos casos de meningite eosinofílica registrados no Brasil. Como ele se reproduz muito, contribui para dispersar o parasito no ambiente e aumenta o risco de infecção humana em áreas urbanas, densamente povoadas”, observa Silvana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, as especialistas destacam que várias espécies de moluscos encontradas no mesmo tipo de ambiente podem atuar como hospedeiras intermediárias do verme&nbsp;<em>A. cantonensis</em>. &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141505" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141505" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/3.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Todas essas espécies de moluscos estão amplamente distribuídas e são comuns em áreas urbanas no Brasil, podendo ocorrer em abundância em pátios de residências, hortas, jardins e terrenos baldios, onde também são encontrados roedores urbanos que atuam como hospedeiros definitivos do verme”, afirma a chefe adjunta do Laboratório de Malacologia do IOC, Suzete Rodrigues Gomes. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ciclo do parasito&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ciclo de vida do&nbsp;<em>A. cantonensis</em>, as formas adultas são encontradas em roedores, principalmente ratos urbanos, que são chamados de hospedeiros definitivos do parasito. Os vermes se reproduzem no organismo desses animais e geram larvas (formas jovens), que são eliminadas nas suas fezes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando caramujos, caracóis ou lesmas ingerem as larvas, elas se desenvolvem dentro dos moluscos, adquirindo a forma capaz de infectar animais vertebrados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ingerir moluscos infectados ou o muco liberado por eles, que contém larvas infectantes, os ratos podem ser novamente contaminados, reiniciando o ciclo de vida do verme.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infecção humana ocorre quando as pessoas ingerem caramujos, caracóis ou lesmas infectados ou o muco liberado pelos moluscos, contendo larvas. O ser humano é um hospedeiro acidental do parasito, que não consegue desenvolver seu ciclo de vida em nosso organismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Medidas de prevenção&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A meningite eosinofílica é considerada uma zoonose emergente e subdiagnosticada. Diversas pesquisas sugerem que o agravo vem se espalhando pelo Brasil associado com a expansão do caramujo gigante africano. &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="332" data-id="141525" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-1024x332.png" alt="" class="wp-image-141525" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-1024x332.png 1024w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7-768x249.png 768w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/7.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 40 casos da doença já foram confirmados e mais de cem casos suspeitos relatados, considerando as publicações em revistas científicas. Os registros ocorreram em oito estados: Amapá, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para prevenir a infecção, as especialistas recomendam medidas de proteção individual e ações coletivas, incluindo atuação do poder público.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Individualmente, é preciso ter cuidado ao lidar com hortas e jardins. Sempre que for manusear caramujos, caracóis ou lesmas, deve-se proteger as mãos com luvas ou sacos plásticos. Nunca ingerir moluscos crus ou malcozidos e higienizar bem verduras são ações fundamentais”, orienta Silvana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixar as verduras de molho por 30 minutos em mistura com um litro de água e uma colher de sopa de água sanitária, enxaguando em água corrente em seguida, é a forma indicada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Também é importante ter cuidado com as crianças, que muitas vezes brincam com os moluscos, e evitar acúmulo de lixo e entulhos nos terrenos, que aumentam a presença de caramujos, caracóis, lesmas e ratos, favorecendo o ciclo da doença”, acrescenta Suzete.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No combate ao caramujo africano, é recomendada a catação manual, sempre usando luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos. Em seguida, há três opções para matar os moluscos:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Deixá-los em água fervente por cinco minutos, </li>



<li>Colocá-los em salmoura (com seis colheres de sopa de sal grosso para cada litro de água) por algumas horas, ou </li>



<li>Colocá-los em solução com uma parte de cloro (água sanitária) e três de água por 24 horas. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, as conchas devem ser quebradas e enterradas ou jogadas no lixo. Não é indicado descartar as conchas inteiras porque elas podem acumular água, tornando-se criadouros do mosquito&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>. &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="786" height="255" data-id="141497" src="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio.png" alt="" class="wp-image-141497" srcset="https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio.png 786w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-300x97.png 300w, https://ipiracity.com/wp-content/uploads/2025/01/Banner-para-loja-online-frete-gratis-mercado-shops-medio-768x249.png 768w" sizes="(max-width: 786px) 100vw, 786px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para as prefeituras, as pesquisadoras reforçam a importância de realizar a vigilância malacológica, coletando moluscos e enviando para análise nos laboratórios de referência, para mapear áreas com possível risco de infecção. Também indicam a necessidade de ações de limpeza urbana, saneamento e educação em saúde. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sintomas da doença&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A meningite eosinofílica causa inflamação das meninges, membranas que envolvem o sistema nervoso central, incluindo o cérebro e a medula espinhal. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dor de cabeça é o sintoma mais comum da doença. Também podem ocorrer rigidez da nuca, febre, distúrbios visuais, enjoo, vômito e parestesia persistente (por exemplo, sensação de formigamento ou dormência).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, o paciente se cura espontaneamente. Porém, o acompanhamento médico é importante porque alguns indivíduos desenvolvem quadros graves, que podem levar à morte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O tratamento busca reduzir a inflamação e aliviar a dor, além de evitar complicações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Artigo:</strong>&nbsp;Rodrigues, P.S.; et al. Surveillance of land snails infected by Angiostrongylus cantonensis (Nematoda) reveals risk areas for zoonotic eosinophilic meningitis in the State of Rio de Janeiro, Brazil. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Disponível&nbsp;<a href="https://memorias.ioc.fiocruz.br/article/11017/0011-surveillance-of-land-molluscs-infected-by-angiostrongylus-cantonensis-nematoda-reveals-risk-areas-for-zoonotic-eosinophilic-meningitis-in-the-state-of-rio-de-janeiro-brazil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Fiocruz / Foto: Canva</p>



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<iframe title="TDAH - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE: DO DIAGNÓTICO À INTERVENÇÃO" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YOuY2pe3d1A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Esquistossomose: pesquisadores brasileiros identificam alvo promissor para tratamento ao separar casal de vermes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 13:33:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Esquitossomose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descoberta tem potencial para desenvolvimento de novo medicamento com menos efeitos adversos por atingir preferencialmente o parasito Terça, 15 de agosto de 2023 Os vermes causadores da esquistossomose só conseguem sobreviver na corrente sanguínea do hospedeiro se estiverem acasalados, ou seja, a fêmea vivendo dentro do macho para, assim, trocarem moléculas, produzirem e liberarem os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Descoberta tem potencial para desenvolvimento de novo medicamento com menos efeitos adversos por atingir preferencialmente o parasito</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terça, 15 de agosto de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="caption-attachment-28281">Os vermes causadores da esquistossomose só conseguem sobreviver na corrente sanguínea do hospedeiro se estiverem acasalados, ou seja, a fêmea vivendo dentro do macho para, assim, trocarem moléculas, produzirem e liberarem os ovos</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma descoberta científica promissora pode representar um avanço significativo no combate à esquistossomose, doença parasitária negligenciada que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, identificaram um novo alvo terapêutico ao separar casais de vermes de&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>, parasito responsável por causar a doença no Brasil. O artigo intitulado “<a href="https://journals.plos.org/plospathogens/article?id=10.1371/journal.ppat.1011369" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Long non-coding RNAs are essential for Schistosoma mansoni pairing-dependent adult worm homeostasis and fertility</strong></a>” foi publicado na revista científica PLOS Pathogens em maio deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Dr. Murilo Sena Amaral, um dos coordenadores do estudo, o objetivo do trabalho foi avaliar se RNAs longos não-codificadores de proteínas (lncRNAs) seriam essenciais para a viabilidade, sobrevivência e reprodução do&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>&nbsp;e, em seguida, utilizar esse conhecimento para propor lncRNAs como novos possíveis alvos terapêuticos. Como resultado, os pesquisadores descobriram que a retirada desses lncRNAs dos&nbsp;parasitos&nbsp;levou ao despareamento e à redução da viabilidade e da fertilidade dos&nbsp;esquistossomos, que passaram a produzir uma quantidade menor de ovos viáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre como a fertilidade dos vermes adultos é afetada pelos lncRNAs, o Dr. Amaral explica que a equipe identificou maior nível de expressão de alguns lncRNAs nos vermes adultos pareados do que naqueles não pareados. “Em seguida, alvejamos três desses lncRNAs do&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>&nbsp;para diminuir sua expressão nos vermes adultos pareados e observamos que a diminuição da quantidade desses lncRNAs nos&nbsp;parasitos, antes pareados, causou o despareamento e a redução da viabilidade e da fertilidade dos vermes, que passaram a produzir uma quantidade menor de ovos viáveis após o silenciamento dos lncRNAs”, detalha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com o pesquisador, quando a redução da quantidade dos lncRNAs foi feita nos&nbsp;esquistossomos&nbsp;que infectavam&nbsp; camundongos (em um ensaio&nbsp;<em>in vivo</em>), houve morte de 30% dos&nbsp;parasitos,&nbsp;diferentemente do que ocorreu com o número de&nbsp;esquistossomos&nbsp;que infectavam camundongos controle, nos quais a expressão dos lncRNAs nos parasitos era normal. “Observamos que esses lncRNAs estão localizados nos tecidos reprodutivos dos vermes, o que indica que eles são importantes para a homeostase e a reprodução adequada desses&nbsp;parasitos”, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novas estratégias terapêuticas contra a esquistossomose</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados dos experimentos realizados em laboratório mostraram uma significativa redução na produção de ovos pelos vermes e abrem caminho para futuras terapias que possam neutralizar o potencial devastador da esquistossomose em humanos. Por muitos anos, os tratamentos para essa doença tropical se concentraram em eliminar os vermes adultos do sistema circulatório do hospedeiro humano. No entanto, o praziquantel, principal antiparasitário indicado para o tratamento de infecções por helmintos ou trematódeos, como esquistossomose, teníase ou cisticercose, apresenta grandes limitações e está no mercado há muito tempo e há relatos de vermes resistentes.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">“Dado que os lncRNAs se mostraram essenciais para a homeostase e para a fertilidade dos vermes, terapias a serem desenvolvidas no futuro que alvejem os lncRNAs devem representar boas alternativas para o combate aos vermes e para o controle da esquistossomose”, destaca o Dr. Amaral. Os lncRNAs são moléculas normalmente menos conservadas entre as espécies que os genes codificadores de proteínas e, por isso, terapias alvejando lncRNAs do&nbsp;parasito&nbsp;têm o potencial de causar menores efeitos adversos nos humanos, que não possuem lncRNAs semelhantes, tornando os lncRNAs do&nbsp;esquistossomo&nbsp;&nbsp;mais atrativos como alvos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o Dr. Amaral enfatiza a importância da descoberta. “Já foi mostrado que os lncRNAs desempenham papéis muito importantes para a sobrevivência de diversos organismos, mas essa foi a primeira vez que mostramos que são essenciais para a sobrevivência do&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>. Esse achado abre caminhos para que outras funções dos lncRNAs neste&nbsp;helminto, relacionadas a outros processos metabólicos, sejam descritas, o que os coloca como possíveis novos alvos terapêuticos no futuro”, frisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a primeira vez que lncRNAs são descritos como possíveis alvos terapêuticos em um&nbsp;parasito; essa identificação abre perspectiva para a caracterização destas moléculas em outras espécies de parasitos causadores de doenças tropicais negligenciadas que, em conjunto, afetam mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. O próximo passo do estudo é refinar a análise e tentar silenciar os três lncRNAs alvo de uma única vez, para então avaliar os resultados. A ideia é testar para saber se pode haver um efeito melhor, se a morte seria mais rápida e se mais vermes morreriam silenciando os três lncRNAs ao mesmo tempo. Em paralelo, a equipe vai buscar e identificar lncRNAs em outros&nbsp;parasitos&nbsp;de interesse médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a investigação avança, a comunidade científica e os profissionais da saúde aguardam com expectativa os próximos passos na esperança de que essa descoberta revolucionária possa levar a tratamentos mais eficazes e acessíveis para a esquistossomose, aliviando o fardo dessa doença para milhões de pessoas em todo o mundo. Embora ainda haja desafios a serem superados, a pesquisa representa um avanço promissor na batalha contra esta verminose.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre a doença</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A esquistossomose, também conhecida como barriga d’água, causada pelo&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>&nbsp;– transmitido principalmente por caramujos de água doce –, é prevalente em regiões com acesso limitado à água potável e saneamento básico, tornando-a um sério problema de saúde pública. A transmissão ocorre através do contato com água contaminada pelos ovos do&nbsp;parasito. Ao penetrar na pele humana, os ovos liberam larvas que migram para os vasos sanguíneos do fígado, onde amadurecem e se reproduzem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<em>Schistosoma mansoni</em>&nbsp;é considerado um verme incomum sob vários aspectos, principalmente pelo fato de que machos e fêmeas adultos devem permanecer emparelhados durante toda a vida para que a reprodução seja bem-sucedida. As fêmeas podem produzir até 3 mil ovos por dia. Aproximadamente metade atinge o intestino ou a bexiga do hospedeiro. O restante é levado pelo sangue para o fígado e baço, causando reação inflamatória nas paredes dos vasos portais causando fibrose periportal&nbsp; e hipertensão portal, que resulta em esplenomegalia, varizes de esôfago e, mais tardiamente, ascite. Esta forma clínica de apresentação da doença é chamada de forma hepatoesplênica e tem alta morbimortalidade. Algumas pessoas poderão apresentar a forma intestinal da esquistossomose, mais benigna e, nos pulmões, a&nbsp; presença de ovos pode resultar em hipertensão pulmonar e cor pulmonale. Outras vezes, o quadro clínico pode ser bem silencioso:há casos em que um mesmo parasito permaneceu por mais de 20 anos vivo no corpo do hospedeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esquistossomose afeta principalmente comunidades rurais e áreas com acesso limitado a saneamento básico adequado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 200 milhões de pessoas estão infectadas globalmente. A doença é responsável por milhares de mortes a cada ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: sbmt.org.br</p>



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