VÉLEZ RODRIGUES: ACABOU A IDEIA DE UNIVERSIDADE PARA TODOS; É SÓ PARA A ELITE

Segundo o sitebrasil24.com, "a idéia de universidade para todos não existe". A frase não é de um banqueiro ou de um ruralista. É do ministro da Educação de Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodriguez. Ele é taxativo: as universidades são para as elites. "As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica [do país]".

 

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Segundo o sitebrasil24.com, “a idéia de universidade para todos não existe”. A frase não é de um banqueiro ou de um ruralista. É do ministro da Educação de Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodriguez. Ele é taxativo: as universidades são para as elites. “As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica [do país]”.

Vélez afirmou em entrevista ao jornalista Hugo Passarelli, no Valor Econômico, que não faz sentido um advogado estudar seis anos para ser motorista de Uber: “nada contra o Uber, mas esse cidadão poderia ter evitado perder seis anos estudando legislação”. Para o ministro, o “retorno financeiro” dos cursos técnicos é maior e mais imediato do que o da graduação.

O ministro disse que busca um modelo parecido ao de países como a Alemanha. Ele diz que ainda não está em estudo a cobrança de mensalidades em universidades públicas, mas é urgente reequilibrar seus orçamentos. O ministro também defende a redução do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) iniciada por Temer.

O jornalista Hugo Passarelli descreve: “cercado de seus principais assessores e secretários de primeiro escalão durante a entrevista, Vélez diz que elabora apenas as diretrizes do que deverá ser a marca de sua gestão à frente do MEC, com metas alinhadas ao slogan ‘Menos Brasília, mais Brasil’ do governo de Jair Bolsonaro. Os diagnósticos e elaboração de programas ficam a cargo de seus secretários, que ainda estão se debruçando sobre as medidas de gestões anteriores.”

E acrescenta: “tido como ministro da ala dos ‘ideológicos’ de Bolsonaro, Vélez critica o que chama de ideologia de gênero nas escolas, que ensinam ‘menino a beijar menino e menina a beijar menina’. Questionado sobre a inexistência de evidências empíricas que sustentem tal tese, limitou-se a dizer que essa não é uma pauta que o interesse. ‘Mas se houver demanda da sociedade, vamos discutir’, diz. No ano passado, o projeto da Escola Sem Partido, principal síntese dessa linha de pensamento, foi engavetado em Comissão da Câmara. Não está descartada, porém, a volta de sua tramitação.”


Fonte: www.brasil247.com

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