53% acham que mercado de trabalho ficará mais restrito

economia
9ª edição da sondagem do FGV Ibre mostra que mais da metade dos brasileiros acredita que é difícil conseguir emprego e cresce a fatia que projeta deterioração do mercado nos próximos 6 meses

A percepção dos brasileiros sobre o mercado de trabalho segue marcada por cautela, apesar dos sinais de aquecimento observados em 2025 e no início de 2026, segundo a nona edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre, divulgada nesta segunda-feira (16). No trimestre móvel encerrado em fevereiro, 53,6% dos entrevistados afirmaram que está difícil ou muito difícil conseguir trabalho no país, proporção que, embora abaixo de meses anteriores, mostra ligeira piora em relação ao trimestre findo em janeiro.

Quando olham para os próximos seis meses, os trabalhadores estão divididos: 34,3% esperam que o mercado de trabalho fique pior ou muito pior, 33,0% projetam melhora ou melhora acentuada e 32,7% acreditam em estabilidade. O percentual dos que enxergam tendência negativa é o maior desde o trimestre móvel encerrado em outubro de 2025, indicando aumento do pessimismo em um contexto de desaceleração econômica.

Para o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, os primeiros resultados de 2026 ainda refletem a continuidade do aquecimento observado no ano passado, mas com uma “tendência maior de estabilidade”. Ele avalia que, diante do cenário macroeconômico mais desafiador e da desaceleração da atividade, é esperado que o número de vagas abertas em 2026 fique abaixo do observado em 2025, o que ajuda a explicar a percepção de que o ritmo do mercado tende a perder fôlego na primeira metade do ano.

Desde julho de 2025, a sondagem passou a divulgar mensalmente indicadores voltados à qualidade do emprego, com base em médias móveis trimestrais coletadas junto à população em idade de trabalhar em todo o país. Os módulos da pesquisa abordam temas como satisfação com o trabalho, risco de perda de emprego ou renda, proteção social, suficiência da renda, percepção geral sobre o mercado e expectativas para os próximos seis meses; como as séries são recentes, o FGV Ibre tem concentrado os primeiros relatórios em explicar cada tema e detalhar seus quesitos.

Fonte: Money Report

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *