Pratica desumana de injetar substâncias letais e até desinfetante nas veias dos pacientes causou pelo menos três óbitos. Entenda o que se sabe até agora
Por: Henrique Rodrigues – Quarta, 21 de janeiro de 2026
O caso horrendo dos três técnicos de enfermagem que teriam assassinado pelo menos três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Brasília, nos meses finais de 2025, chocou o país pelo absurdo e pela maldade inacreditável empregada nas ações, que envolvia injetar nas veias das vítimas medicamentos em doses letais e até desinfetante. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, os três acusados, estão presos preventivamente por determinação da Justiça.
Agora, o portal Metópoles informa que teria obtido com exclusividade acesso às informações do inquérito onde constam os motivos que levaram os profissionais de saúde a cometerem tal barbaridade. Conforme reportagem assinada por Mirelle Pinheiro, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius, sobre quem recaem as imputações mais graves do caso, em seu depoimento, teria dado duas razões distintas para acabar com a vida dos servidores públicos João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75.
Após relatar que Marcos Vinícius negou a autoria das mortes num primeiro momento, a matéria mostra que essa conduta teria mudado na sequência.
“Em uma segunda versão, o técnico de enfermagem disse que teria tirado a vida dos pacientes com o intuito de ‘aliviar o sofrimentos das vítimas’. Em outro relato, Marcos chegou a dizer que o hospital ‘estava tumultuado’ e que ele teria cometido os crimes ‘por estar nervoso’”, reporta o trecho do texto do Metrópoles.
Independentemente do desdobramento das investigações por parte da Polícia Civil do Distrito Federal, o que as autoridades já têm certeza é sobre a autoria dos crimes, uma vez que as câmeras de vigilância do Hospital Anchieta, sobretudo nas UTI, bem como em outras dependências reservadas da unidade, mostram a ação deliberada dos funcionários para matar.
Para eles, Marcos Vinícius, de maneira inequívoca, injetava as substâncias nos pacientes, por vezes conseguindo a prescrição médica do remédio de forma fraudulenta no sistema interno de informática do estabelecimento. Quando ia praticar os crimes, ele receberia ‘cobertura’ de Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, que teriam conhecimento em relação às intenções do colega de trabalho.