Polícia apreende caderno com indícios de exploração ilegal de camarotes no São Paulo

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Operação ocorreu na última quarta-feira (21), cumpriu quatro mandados e incluiu apreensão de R$ 28 mil

A Polícia Civil apreendeu um caderno na residência de Rita de Cassia Adriana Prado com indícios sobre a exploração ilegal de um camarote no Morumbis, estádio do São Paulo. O objeto contém anotações que detalhariam o funcionamento do esquema, segundo informação do “ge”.

A apreensão ocorreu na última quarta-feira (21), durante o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas à investigação. O processo é parte da investigação que apura a exploração clandestina de camarotes do estádio em dias de shows. O D. Juízo das Garantias da Capital expediu os mandados, e a 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Desmanches Delituosos (DICCA) os cumpriu.

Rita de Cassia aparece nas gravações divulgadas no final de 2025 que revelaram o esquema. Segundo o conteúdo, ela participava do esquema com Douglas Schwartzmann, então diretor-adjunto de base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e ex-diretora de áreas femininas, culturais e de eventos do clube.

O conteúdo do caderno permanece sob sigilo, mas, segundo fontes próximas à investigação, detalha como um camarote do clube era desviado. Na operação, também foram cumpridos mandados contra Schwartzmann e Mara Casares. Na residência desta última, a polícia apreendeu R$ 28 mil em espécie e uma CPU.

São Paulo afirma que é vítima em investigação

Em nota, o São Paulo afirmou que “é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação”. Vale lembrar que a decisão de colocar o São Paulo como vítima das investigações no Ministério Público foi do novo presidente do clube, Harry Massis. Até então, Julio Casares, que renunciou na última quarta-feira (21), não tinha feito este movimento.

O promotor de Justiça José Reinaldo Carneiro Guimarães afirmou que os documentos recolhidos permitem visualizar a extensão e o período de operação do esquema. O delegado Tiago Fernando Correia, que conduz as investigações, confirmou que trata o São Paulo como vítima.

Em nota, Douglas Schwartzmann e Mara Casares se defenderam das acusações.

O que diz Douglas Schwartzmann

No final do ano passado, quando tomou ciência da investigação pela mídia, a Defesa se dirigiu a Delegacia e informou que o Sr. Douglas Schwartzmann estava à inteira disposição da Autoridade Policial para prestar esclarecimentos sobre os fatos. Ato seguinte, no dia 9 de janeiro, a Defesa comunicou formalmente a Autoridade Policial que o Sr. Douglas faria uma viagem ao exterior na semana do dia 18 de janeiro, em razão de compromissos profissionais.

Inclusive, naquela oportunidade, apresentou-se cópia das passagens aéreas – ida e volta -, bem como a documentação comprobatória das atividades que faria no exterior. Hoje, policiais civis se dirigiram a residência do Sr. Douglas e constataram o óbvio: ele não estava.

À toda evidência que a busca realizada na presente data – justamente quando as Autoridades tinham prévia ciência que Douglas estaria fora do país – tem a finalidade única de constrangê-lo, uma vez que tal medida foi totalmente inócua.

O que diz Mara Casares

A Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares, por meio de seus advogados Rafael Maluf, Paula Stoco e Chiara de Siqueira, vem a público informar que foi surpreendida na data de hoje com o cumprimento de medida cautelar de busca e apreensão em sua residência.

Cumpre destacar que a Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares sempre se colocou à inteira disposição da Autoridade Policial para prestar os devidos esclarecimentos acerca dos fatos perquiridos nos autos do aludido Inquérito Policial, jamais tendo sido intimada para qualquer ato que objetivasse a sua respectiva elucidação, mesmo com o constante contato presencial de seus advogados com a Autoridade Policial. É inegável a postura colaborativa da Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares com o deslinde das investigações, cujo teor é amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Dessa forma, uma medida desta gravidade, cujos fatos são públicos, a torna desnecessária e inócua, restando como objetivo apenas e tão somente a exposição midiática e abusiva da Sra. Mara e de seus familiares.

A Sra. Mara Casares mantém a sua postura irrestrita de colaborar amplamente para a elucidação dos fatos perquiridos, cuja lisura de seus atos será comprovada ao longo desta investigação policial. Por fim, a Defesa esclarece que ainda não teve acesso à íntegra da decisão proferida pelo Juízo da Vara das Garantias do Foro Central Criminal da Capital do Estado de São Paulo, que determinou a medida de busca e apreensão.

Fonte: Jogada10

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