Vorcaro diz à PF que tratou com Ibaneis sobre venda do Master; oposição pede impeachment

Bahia Brasil justiça política

Sexta, 23 de janeiro de 2026

Segundo Vorcaro, tratativas com governador do DF ocorreram de forma institucional e contaram com a presença de outras pessoas

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou à Polícia Federal que conversou em mais de uma ocasião com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a venda da instituição financeira ao Banco de Brasília (BRB).

A declaração foi prestada em depoimento no dia 30 de dezembro do ano passado, no âmbito de inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e apura suspeitas de irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco estatal. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Segundo Vorcaro, as tratativas com o governador ocorreram de forma institucional e contaram com a presença de outras pessoas. O ex-banqueiro também relatou que já recebeu Ibaneis em sua residência e que, em outras ocasiões, esteve na casa do governador.

Após a divulgação do conteúdo do depoimento, os partidos PSB e Cidadania anunciaram que irão apresentar, de forma conjunta, um pedido de impeachment contra Ibaneis Rocha na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O PSOL informou que também pretende protocolar um pedido de afastamento do governador. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Ibaneis Rocha não se manifestou sobre o assunto.

No depoimento, Vorcaro respondeu a questionamentos da delegada da Polícia Federal Janaina Palazzo, do Ministério Público Federal e também a perguntas formuladas pelo gabinete do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. Ao todo, foram feitas ao menos 80 perguntas, em uma oitiva que durou quase três horas.

As investigações indicam que, antes mesmo da formalização da venda, o Banco Master teria forjado e negociado cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado com o BRB. Desse total, R$ 6,7 bilhões corresponderiam a contratos falsos, enquanto R$ 5,5 bilhões se referem a prêmios — valor atribuído à suposta carteira, acrescido de um bônus. O escândalo culminou na liquidação do Banco Master, anunciada em 18 de novembro.

Fonte: ICL Noticias /

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