Consumo de ultraprocessados na juventude, maus hábitos para a vida

saúde

Por Sophia Vieira

• Ultraprocessados na dieta de adolescentes • Consequências dos maus cuidados os dentes na infância • Coqueluche entre os yanomami • E MAIS: ajuda a MG; AVC e saúde digital; mRNA; tratamento para AME •

Um novo estudo sobre ultraprocessados na dieta de adolescentes, publicado no periódico Obesity, revelou que esse tipo de alimento induz os jovens a comerem além da real necessidade. A pesquisa realizada entre pessoas de 18 a 25 anos revelou que mais calorias são ingeridas após um período de dieta rica em ultraprocessados, pois a tendência se torna comer mesmo sem fome.

Especialistas, em entrevista à Folha, apontam como o tipo de alimento é parte essencial quando se estipula o risco de obesidade em um grupo social, e que não se deve considerar apenas a quantidade de calorias. A reportagem reforça, também, a necessidade de adquirir bons hábitos alimentares durante a juventude, pois essa é uma janela crítica que pode ter impacto duradouro no resto da vida. 

Contudo, é preciso ressaltar que o consumo de ultraprocessados vai muito além de uma escolha individual, mas passa por que tipo de alimento é acessível à população atualmente. Diante das condições econômicas e dos preços de opções saudáveis nos mercados, das condições de trabalho e da praticidade oferecida pelos ultraprocessados, se torna uma questão também social e estrutural o acesso a uma alimentação saudável. 

Má saúde bucal na infância e AVC na fase adulta

Um novo estudo aponta que pessoas com má saúde bucal na infância apresentam uma incidência significativamente maior de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e doença arterial coronariana na vida adulta. Um cruzamento de dados revelou uma incidência até 45% maior de doenças cardiovasculares na vida adulta, em comparação com crianças com poucas cáries.

Os números variam de acordo com o sexo, escolaridade e outros problemas de saúde, mas a tendência é clara para todos os grupos: a incidência parece aumentar à medida que os problemas dentários pioram durante a infância. Especialistas participantes da pesquisa apontam que a exposição a altos níveis de inflamação, na forma de doenças gengivais e cáries dentárias já na infância pode ter influência na forma como o corpo responde à inflamação posteriormente.

Há falta de vacinas no território Yanomami?

Em um cenário de surto de coqueluche no território indígena Yanomami, com três mortes e 16 casos confirmados, liderança indígena responsabiliza a falta de imunização pelas perdas. Em entrevista ao Estadão, o presidente da Urihi Associação Yanomami afirmou que o governo federal não enviou imunizantes para o território Yanomami, deixando bebês vulneráveis à doença. Ministério da Saúde, em nota, nega acusações e aponta um aumento nas taxas de imunização no território em relação aos últimos anos. 

Dados divulgados mostram um percentual de 57,8% das crianças abaixo de  um ano de idade com a vacinação em dia em todo território Yanomami. Segundo o Ministério, o índice quase dobrou em relação a 2022, quando 29,8% dos bebês estavam imunizados. Houve também a criação de uma força-tarefa de atendimentos e prevenção no território.

Tempestades em Minas Gerais

O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 16,4 milhões para a assistência à saúde em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Houve também a entrega de 50 ambulâncias do SAMU 192, de uma carreta do programa Agora Tem Especialistas e seis unidades móveis para a Atenção Primária. Saiba mais sobre o apoio à região.

AVC no Brasil

Com 77% da rede habilitada para atendimento de AVC no Sul e no Sudeste do Brasil, telemedicina se torna fator diferencial no atendimento e prevenção aos casos, diz especialista. Confira a entrevista completa.

Vacinas de RNA mensageiro

A Organização Mundial da Saúde aponta que os Estados Unidos cometeram um erro ao retirar quase US$ 500 milhões em financiamento de pesquisas sobre a tecnologia inovadora que deu origem à várias vacinas contra a covid, o RNA mensageiro (mRNA). Entenda.

Tratamento para AME

Um tratamento em dose única mostrou resultados promissores para tratar a atrofia muscular espinhal (AME) em crianças com mais de 2 anos e adolescentes. Em teste com 126 participantes, o tratamento aplicado na coluna aprimorou a capacidade de realizar movimentos. Saiba mais.

Fonte: Outra Saúde / Reprodução: EBC


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *