XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema anuncia filmes selecionados para as mostras competitivas

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O festival começa no dia 25 de março, em Salvador e Cachoeira, e vai exibir mais de 130 filmes

Sempre comprometido com a difusão e valorização da produção cinematográfica brasileira e mundial, o XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema vai exibir mais de 130 filmes de longa e curta-metragem. O festival acontece de 25 de março a 1º de abril em Salvador, com programação no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, e de 25 a 29 de março em Cachoeira, no Cine Theatro Cachoeirano.

Anunciados em coletiva de imprensa, os 72 filmes selecionados para as competitivas Nacional, Baiana e Internacional refletem uma curadoria atenta à diversidade de linguagens, territórios e perspectivas da produção audiovisual atual. 

As obras foram escolhidas entre os quase dois mil títulos inscritos e compõem um panorama que reúne ficção, documentário, animação e experimentação.  A curadoria foi realizada por Cláudio Marques, Marília Hughes, Adolfo Gomes, Gênesis Nascimento, Rafael Saraiva, Rafael Carvalho, João Paulo Barreto e Juh Almeida.

Nas mostras competitivas Baiana e Nacional, diretores e representantes dos filmes participam de debates com o público após as sessões, promovendo trocas entre realizadores e espectadores. No Cine Glauber Rocha, os ingressos custam R$18 (inteira) e R$9 (meia), e o passaporte com dez ingressos é R$80. O acesso é gratuito nos demais espaços. 

Mostras competitivas

A Competitiva Nacional traz apenas filmes inéditos na Bahia, com propostas que incluem investigação histórica, formatos híbridos e narrativas centradas em memória, identidade e transformação social. A produção baiana é representada pelo longa-metragem “Cais” (Safira Moreira), e pelos curtas “Restauro” (Josi Varjão e Lilih Curi) e “Couraça” (Susan Kalik e Daniel Arcades). A seleção de oito longas tem ainda obras do Ceará, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e um total de 16 curtas. 

Oito longas e 20 curtas realizados em Salvador e outras cidades da Bahia compõem a Competitiva Baiana. A mostra será exibida na capital do estado e em Cachoeira, 

onde também haverá um júri popular, com votação do público. A mostra oferece diferentes propostas estéticas e narrativas, criando um recorte importante da produção estadual mais recente, com obras de ficção, documentários, animações e filmes experimentais.

Pelo segundo ano, as premiações de longa-metragem Nacional e Baiana terão as categorias de melhor direção, roteiro, montagem, atuação, direção de arte, fotografia e som, além da tradicional escolha de melhor longa e melhor curta.

Desde a 19ª edição do Panorama, os filmes da Competitiva Baiana também concorrem ao Prêmio Flávia Abubakir, oferecido pelo instituto homônimo: R$ 50 mil para o melhor longa e R$ 10 mil para o melhor curta.  

A Competitiva Internacional amplia o diálogo com obras de diferentes regiões do mundo, reunindo 6 longas e 12 curtas produzidos em vários contextos culturais. A seleção inclui produções e coproduções de 28 países, incluindo cinematografias com pouca circulação no Brasil, como a do Sudão, da Estônia, da Albânia, de Singapura, da África do Sul e da Indonésia.

Encontro do cinema contemporâneo com os clássicos

Ao longo de mais de duas décadas, o Panorama Internacional Coisa de Cinema consolidou-se como um dos principais festivais do país, trazendo a produção recente do Brasil e do mundo, sem deixar de valorizar a história do cinema. Esse olhar é revelado em mostras de retrospectiva e homenagem, como as dedicadas às cineastas Agnès Varda (1928-2019) e Sara Gómez (1942-1974), que produziram em países e contextos diferentes, mas tiveram trajetórias marcadas pela ousadia e inovação. 

O festival exibirá seis filmes da belga Agnès Varda, incluindo seu longa de estreia  “A ponte curta” (1955), que antecipa características da Nouvelle Vague, movimento do qual se tornou um nome central. Já a mostra de Sara Gómez é composta por 14 curtas e pelo primeiro longa de ficção dirigido por uma mulher em Cuba: “De Certa Maneira” (1977). Na obra, ela discute relações afetivas e mudanças sociais a partir das vivências de moradores de um bairro popular de Havana.

O incentivo à reflexão sobre a arte cinematográfica vai além dos debates ao final das sessões, incluindo atividades formativas como a tradicional oficina de crítica com Adolfo Gomes. As inscrições são gratuitas e estarão abertas até o dia 17 de março, no site panorama.coisadecinema.com.br. A partir dessa oficina é formado o Júri Jovem, que elege os melhores longas e curtas das competitivas Nacional e Baiana. 

Há ainda a Oficina Introdutória à Restauração Digital de Filmes: Estudos de Caso em Múltiplos Formatos, com o arquivista audiovisual William Plotnick, que recebe  inscrições até o dia 19 de março. Para os PanLabs de Montagem e de Roteiro, as obras já foram selecionadas. 

Exibição e atração de público em debate

Pelo segundo ano consecutivo, o Seminário de Exibição reunirá dezenas de exibidores de diferentes estados brasileiros para debater os desafios para a atração de público para os filmes nacionais e a sustentabilidade econômica do setor. O evento acontece de 25 a 29 de março, com acesso restrito a inscritos. 

Atento à importância da formação de público, o festival realiza o projeto “A escola vai ao cinema”, que já teve mais de 4 mil participantes desde sua criação, em 2015. A iniciativa leva estudantes de escolas públicas e integrantes de entidades para sessões do Panorama gratuitamente, acompanhados de professores e coordenadores. 

O XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema tem patrocínio do Instituto Flávia Abubakir e apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

SERVIÇO

O que: XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema

Quando: Salvador | 25 de março a 1 de abril 

Cachoeira | 25 a 29 de março

Onde: Salvador | Cine Glauber Rocha e Sala Walter da Silveira

Cachoeira | Cine Theatro Cachoeirano

Acesso: Cine Glauber Rocha | Ingressos: R$18 (inteira) e R$9 (meia) – Passaporte por R$80

Gratuito na Sala Walter da Silveira e no Cine Theatro Cachoeirano

LISTA DOS FILMES SELECIONADOS

Competitiva Nacional

Longas 

  1. Até Onde a Vista Alcança – Alice Villela e Hidalgo Romero (SP)
  2.  Cais – Safira Moreira (BA)
  1.  Dolores – Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar (SP)
  2.  Espelho Cigano – João Borges (MG)
  3.  Malaika – André Morais (PB)
  4.  Morte e Vida Madalena – Guto Parente (CE)
  5.  Para Vigo Me Voy! – Lírio Ferreira e Karen Harley (RJ)
  6.  Uma Baleia pode ser Dilacerada como uma Escola de Samba – Marina Meliande e Felipe M. Bragança (RJ)

Curtas

  1. Ajude os menor – Janderson Felipe e Lucas Litrento (PB / AL)
  2. Babalu é carne forte – Xulia Doxágui (PE)
  3. Boi de Salto – Tássia Araújo (PI)
  4. Caldeirão – Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI)
  5. Couraça – Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)
  6. Deyse ex machina – Jasmelino de Paiva (AL)
  7. Eunice Gutman tem histórias – Lucas Vasconcellos (RJ)
  8. Irmã – Anderson Bardot (ES)
  9. Laudelina e a felicidade guerreira – Milena Manfredini (RJ)
  10. Quem se move – Stephanie Ricci (SP)
  11. Replikka – Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT / PR / SP)
  12. Réquiem para Moïse – Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ)
  13. Restauro – Josi Varjão e Lilih Curi (BA)
  14. Samba Infinito – Leonardo Martinelli (RJ)
  15. Sermão – Rauany (SP)
  16. Zizi (ou oração da jaca fabulosa) – Felipe M. Bragança (RJ)

Competitiva Baiana

Longas 

  1. Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos – Viviane Ferreira (BA / DF)
  2. Anti-heróis do Udigrudi Baiano – Henrique Dantas 
  3. Cartas para… – Vânia Lima 
  4. Feiraguay – Francisco Gabriel Rêgo 
  5. Sambadores – Pola Ribeiro 
  6. Terra Batida – Jon Lewis 
  7. Timidez – Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (BA / RJ)
  8. Xingu à margem – Wallace Nogueira e Arlete Juruna (BA / PE / PA)

Curtas

  1. A cachoeira – Rayssa Coelho e Filipe Gama 
  2. A campina – Cadu Reis e Iure Conceição 
  3. A cor da patroa – Milena Anjos 
  4. A praga do resíduo verde – Ramon Coutinho 
  5. Agulha – Luisa Maciel 
  6. Ancestral – Marise Urbano 
  7. Bregueragem – Daniel Arcades 
  8. Cajuína – Mapa Macedo 
  9. Curva acentuada – Leon Sampaio 
  10. Dias de tempestade – Vítor Rocha 
  11. Espinho Remoso – Heraldo de Deus 
  12. Eu não sei sobre muita coisa – Rebecca Moreno (BA / MA)
  13. Maic não quer cruzar – Henrique Filho 
  14. Nada será como era antes – Luan Santos 
  15. O Brasil é tri – Edmundo Lacerda (PB / BA)
  16. O que você é sai por todos os lados – Larissa Lacerda 
  17. Rambutan – Erika Fromm (BA / SP)
  18. Recessão econômica – Antônio Victor Simas 
  19. Sopro – Fernanda Beling
  20. Supernova – Leon Sampaio 

Competitiva Internacional

Longas 

  1. Aisha não pode voar – Morad Mostafa (Egito / Sudão / Tunísia / Arábia Saudita / Catar / França / Alemanha)
  2. Coração impaciente – Lauro Cress (Alemanha)
  3. Deus não vai ajudar – Hana Jušić (Croácia / Itália / Romênia / Grécia / França / Eslovênia)
  4. Frutos do cacto – Rohan Parashuram Kanawade (Índia / Reino Unido / Canadá)
  5. Linha verde – Sylvie Ballyot (França / Catar / Líbano)
  6. Militantropos – Yelizaveta Smith, Alina Gorlova e Simon Mozgovyi (Ucrânia / Áustria / França)

Curtas

  1. 400 fitas cassetes – Thelyia Petraki (Grécia)
  2. A mãe é uma pecadora natural – Hoda Taheri e Boris Hadžija (Alemanha)
  3. Apostador – Jason Adam Maselle (África do Sul / EUA)
  4. Através dos seus olhos – Nelson Yeo (Singapura)
  5. Dia de sauna – Anna Hints e Tushar Prakash (Estônia)
  6. Maionese – Giulia Grandinetti (Itália / Albânia)
  7. Murmúrios – Xavier Marrades (Espanha)
  8. O cânone – Martín Seeger (Chile)
  9. Porque hoje é sábado – Alice Eça Guimarães (Portugal / França / Espanha)
  10. Sammi, que consegue separar as partes do seu corpo – Rein Maychaelson (Indonésia)
  11. Um dia bom – Tiago Rosa-Rosso (Portugal)
  12. Vox humana – Don Josephus Raphael Eblahan (Filipinas / EUA / Singapura)

Fonte: Aldeia Nagô

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