Ipirá entre egos e votos: quando o povo paga o preço da vaidade política

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Por Gleidson Souza

Na sessão da Câmara de Vereadores de Ipirá, o confronto entre Luma Gusmão e Divanilson Mascarenhas trouxe à tona palavras que não deveriam ecoar em um espaço de representação popular.

De um lado, a vereadora Luma afirmou: “Eu acho que o senhor não gosta do meu jeito” e foi acusada de querer ser “estrela do plenário”. Do outro, o vereador Divanilson retrucou: “Se você quiser se aparecer, bota uma melancia no pescoço e sai na rua”. Essas frases, carregadas de ironia e deboche, revelam um embate de egos que em nada contribui para o avanço das pautas da cidade.

A crítica que se impõe é dura, mas necessária: o plenário não é palco de vaidades, é espaço de serviço público. Quando vereadores trocam provocações em vez de argumentos, o povo de Ipirá é quem sai prejudicado. Cada palavra dita ali deveria ser usada para esclarecer projetos, defender propostas e buscar soluções, não para alimentar disputas pessoais.

É preciso que a comunidade reflita: são os votos de cada cidadão que colocam esses representantes no poder. Se o resultado é um plenário tomado por egos, cabe ao povo cobrar mais respeito e consciência. O eleitor não escolhe “estrelas”, escolhe servidores públicos.

Que Ipirá desperte para o peso de cada voto, pois é nele que se decide se teremos representantes comprometidos com a cidade ou apenas com seus próprios discursos.

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