Levantamento indica que data já supera o Natal em relevância para parte do setor
A Páscoa deve concentrar uma parcela significativa do faturamento de confeiteiros no Brasil, podendo representar até 40% da receita anual de alguns negócios, segundo pesquisa da Harald com 280 empreendedores do setor. Para mais de 65% dos entrevistados, a data já é a mais importante do calendário, superando períodos tradicionais como o Natal e as festas juninas.
De acordo com o levantamento, a relevância da Páscoa tem levado os profissionais a antecipar o planejamento: mais de 52% afirmam iniciar a preparação com pelo menos dois meses de antecedência. O período é considerado decisivo para o desempenho financeiro ao longo do ano.
“Para muitos confeiteiros, a Páscoa define o resultado do negócio no ano”, afirma Jonatas Froés, gerente de marketing da Harald.
No portfólio, os produtos tradicionais seguem predominantes. Os ovos de colher aparecem como principal item de venda para a maior parte dos respondentes, enquanto os ovos de Páscoa clássicos também mantêm espaço relevante. A escolha está associada à estrutura enxuta dos negócios: cerca de 66% dos confeiteiros produzem sozinhos, o que favorece itens de execução mais simples.
Além do impacto direto nas vendas, a data também contribui para a ampliação da base de clientes. Para parte dos empreendedores, a Páscoa pode representar até 30% de novos consumidores, sendo que 44,3% afirmam conseguir manter esse público ao longo do ano. Entre as estratégias de fidelização, destaca-se o lançamento de novos produtos após o período sazonal.
O principal desafio apontado pelos participantes é o custo dos insumos, especialmente o chocolate. Para lidar com a pressão de preços, os confeiteiros adotam medidas como vendas antecipadas, controle de desperdício e ajustes no portfólio.
O estudo também indica que a atividade tem papel relevante na geração de renda: 47% dos entrevistados utilizam a confeitaria como complemento financeiro, enquanto 41% pretendem torná-la a principal fonte de receita.
Para os próximos anos, os empreendedores já apontam tendências como produtos menores, porções individuais e diversificação de sabores, movimento associado ao comportamento do consumidor diante do aumento de custos e à busca por alternativas mais acessíveis.
Fonte: Money Report