Depois de BYD e GWM, segunda fase da invasão de carros elétricos chineses está prestes a chegar no Brasil
Uma nova onda de carros chineses está prestes a atingir o Brasil e, ao que tudo indica, pode jogar para baixo os preços de modelos novos e usados. A nova ofensiva será capitaneada por marcas como GAC, Geely, Jaecoo e Leapmotors, e deve ter impacto menos significativo na cadeia automotiva e, principalmente, nos preços de contratos com revendedoras, como a Localiza, aponta o BTG Pactual. É uma situação contrária a quando BYD e GWM entraram no mercado — a primeira abocanhou 6,38% de toda a frota brasileira.
Na primeira vez em que modelos modelos chineses na categoria de carros elétricos, houve uma grande disrupção em preços. Locadoras e revendedoras sofreram com margens menores. Dessa vez, o BTG avalia que a Localiza fez a lição de casa com a primeira onda, e deve se adaptar para absorver a entrada de novos modelos chineses.
A nova ofensiva é mais dispersa, no entanto. As novas marcas devem disputar o bolso do consumidor com carros de menor custo e mais parecidos entre si.
Para o BTG, a Localiza deve se adaptar melhor porque o mercado avançou para que a volatilidade em preços dos carros revendidos, regida pelos contratos da montadoras com revendedoras, não seja tão aguda. O outro ajuste deve chegar pelo lado financeiro da locadora: a gestão deve ser mais conservadora com a depreciação de frota. A expectativa é de que a Localiza crie um colchão financeiro para não ser tão impactada.
O BTG acredita que as ações da Localiza (RENT3) podem subir até 25% na bolsa de valores, mesmo em meio a uma segunda onda de carros chineses. O banco de investimento possui recomendação de compra para o papel.
Fonte: Money Report