Corretora menciona que o Brasil tem sido visto como um “vencedor relativo” no atual contexto geopolítico
A XP aponta em relatório distribuído a clientes que o Brasil segue como “vencedor relativo” no cenário internacional, beneficiado pela posição de exportador líquido de commodities em meio ao conflito no Oriente Médio. Esse contexto, somado à política monetária contracionista, sustenta uma revisão importante nas projeções econômicas.
A XP reduziu a estimativa para o câmbio, prevendo o dólar a R$ 5,00 no fim de 2026, frente aos R$ 5,30 anteriores. O movimento é explicado pela entrada de fluxos estrangeiros e pela percepção de menor risco relativo, mesmo com a aproximação das eleições.
Já a inflação deve ser mais pressionada: o IPCA projetado para 2026 subiu de 5,1% para 5,3%, refletindo tanto fatores globais quanto domésticos. Para 2027, a expectativa permanece em 4,0%, com a política monetária restritiva compensando parte da inércia inflacionária.
No campo dos juros, a XP prevê agora três cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa a 13,75% em 2026, seguida de pausa. Para 2027, a projeção é de 11,50%, sustentada por reformas fiscais e pela manutenção de uma postura cautelosa do Banco Central. O cenário reforça a visão de política monetária contracionista, mesmo diante de estímulos fiscais.
O relatório da XP também destaca que maio será decisivo para medir a popularidade do governo Lula, na esteira da discussão sobre o fim da escala 6×1, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro deve manter estratégia discreta para consolidar avanços nas pesquisas. A XP ressalta que o ambiente político seguirá como fator relevante para os prêmios de risco e para a trajetória da economia nos próximos anos.
Fonte: Money Report