Brasil entra no top 3 global de dificuldade para empreender

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País piorou no ranking de complexidade empresarial e aparece atrás apenas de Grécia e México em levantamento com 81 economias

O Brasil voltou a figurar entre os ambientes mais difíceis do mundo para fazer negócios. Segundo a nova edição do Índice Global de Complexidade de Negócios (GBCI), elaborado pela TMF Group, o país ocupa agora a terceira posição entre as jurisdições mais complexas para operar empresas, atrás apenas de Grécia e México.

O resultado representa uma piora em relação ao ano passado, quando o Brasil aparecia na sexta colocação. O levantamento analisou 81 países e jurisdições responsáveis por mais de 90% da economia global, considerando fatores como exigências tributárias, regras trabalhistas, compliance, contabilidade e gestão regulatória.

Na avaliação da TMF, a elevada complexidade estrutural brasileira continua sendo um dos principais entraves para investidores e empresas. O estudo aponta que o sistema tributário multifacetado, somado às frequentes mudanças regulatórias e à sobreposição de regras federais, estaduais e municipais, torna o ambiente operacional mais difícil e imprevisível.

Os impactos atingem diretamente processos considerados básicos para a atividade empresarial, como abertura de empresas, obtenção de licenças, registros e adequações fiscais. Nos últimos 12 meses, a implementação da reforma tributária também ampliou o nível de adaptação exigido das companhias, especialmente multinacionais e investidores estrangeiros.

“Embora necessárias para simplificar processos, essas mudanças acabaram adicionando novas camadas de complexidade”, afirmou Santiago Ayerza, Country Head da TMF Group no Brasil. Segundo ele, o país vive um período de transição regulatória, com novas alterações esperadas em áreas como tributos, contabilidade, fundos e mercado de capitais.

O ranking ainda destaca que a combinação entre burocracia elevada, instabilidade econômica e mudanças constantes nas regras aumenta a necessidade de planejamento detalhado e suporte especializado para empresas que operam no país.

Apesar da piora na colocação, o estudo aponta avanços na digitalização de processos. Ferramentas como assinaturas eletrônicas, registros digitais e automação de obrigações administrativas têm reduzido parte da carga operacional das empresas, embora também tragam novas exigências de adaptação tecnológica e compliance.

Entre os países mais complexos para fazer negócios em 2026 aparecem ainda França, Turquia, Colômbia e Argentina. Já as jurisdições consideradas mais simples incluem Dinamarca, Ilhas Cayman, Nova Zelândia e Hong Kong.

Fonte: Money Report

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