A mando do governo americano, a Anthropic teve que suspender globalmente o seu modelo público mais novo e potente, o Claude Fable 5, poucos dias após o lançamento.
Lembrando: O Fable 5 derivou do Mythos, um modelo que foi considerado inteligente e avançado demais para ir a público. Em testes, o sistema se mostrou capaz de explorar brechas e invadir defesas de computadores em impressionantes 73% dos casos.
Só que o buraco parece ser ainda mais embaixo…
Rumores apontam que foi o Andy Jassy, CEO da Amazon — que é uma das maiores investidoras da Anthropic —, que avisou autoridades americanas que seu time usou o Fable 5 para obter informações que facilitariam ciberataques.
A Anthropic contesta a decisão do governo, chamando o caso de “mal-entendido”. Ela alega que as falhas apontadas pelo governo são menores e que qualquer outra AI do mercado também as possui.
As duas partes já vinham se estranhando. O Claude é a AI mais utilizada pelas forças armadas americanas, mas a relação azedou depois que a Anthropic proibiu o exército de usar seus modelos para vigilância em massa e armas autônomas.
Falando em Anthropic, vale a pena assistir a essa entrevista recente com os irmãos que comandam a empresa.
EM PARALELO: A IplanRio, uma empresa pública da Prefeitura do Rio de Janeiro, desenvolveu o Rio 3.5 Open 397B, um modelo próprio de AI que superou modelos chineses famosos em testes de performance.
Fonte: The News / (Imagem: Bloomberg Originals | Reprodução)