Cannes virou Hollywood?

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Aparentemente, sim. O Cannes Lions 2026 — maior festival de criatividade do mundo — deixou um recado claro para o mercado: a creator economy deixou de ser um simples canal de mídia ou ação tática para se tornar uma mudança estrutural nos negócios.

O que causou a mudança? A grande novidade deste ano foi a criação do LIONS Creators, um espaço com programação e discussões 100% dedicadas ao universo dos criadores.

Isso mostra que negócios, marketing e entretenimento convergiram de vez. O tapete vermelho que antes pertencia apenas aos publicitários tradicionais agora divide espaço com estrelas de cinema, influenciadores e gigantes do streaming.

Na prática, as marcas estão se transformando em estúdios de entretenimento e os criadores deixaram de ser apenas veículos de distribuição. Hoje, eles participam da construção de marcas, influenciam produtos e criam negócios próprios que faturam milhões.

Isso tem tudo a ver com os números, já que 70% dos consumidores hoje afirmam que preferem descobrir produtos por meio de conteúdos originais ou recomendações de criadores do que por anúncios tradicionais.

Essa tendência molda o comportamento de gigantes globais. Empresas de tecnologia, moda, beleza e streaming — como Netflix, Disney e Amazon — agora têm estruturas massivas em Cannes para disputar a atenção do público por meio de streaming e criadores.

Bottom-line: A sensação, segundo quem frequenta os dois eventos, é que o Cannes Lions hoje carrega mais peso para os negócios do entretenimento do que o próprio Festival de Cinema de Cannes, que esse ano viu vários estúdios “evitarem” a programação.

Fonte: The News / (Imagem: olivetreefilms)

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