Ratificação de acordo com a EFTA amplia alcance dos produtos brasileiros no mercado europeu

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Com o tratado, quase 99% das exportações ao bloco terão acesso livre de tarifas, reforçando a estratégia de expansão comercial do Brasil.

O Brasil deu mais um passo para ampliar sua presença no mercado europeu ao formalizar a ratificação do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

O instrumento de ratificação foi protocolado na última segunda-feira (30), junto ao governo do Paraguai, e será posteriormente encaminhado ao governo da Noruega, responsável por atuar como depositário oficial do acordo.

Foto: Cláudio Neves

Na prática, a medida confirma o compromisso brasileiro com a ampliação de mercados e a diversificação de parceiros comerciais, estratégia considerada fundamental para aumentar a competitividade das exportações nacionais.

Juntos, Mercosul e EFTA representam um mercado superior a 280 milhões de consumidores. Pelo acordo, praticamente toda a pauta exportadora brasileira destinada aos quatro países europeus será beneficiada. A previsão é de que cerca de 99% do valor atualmente exportado pelo Brasil para o bloco tenha acesso livre de tarifas.

O intercâmbio comercial entre o Brasil e os países da EFTA já apresenta crescimento. Em 2025, a corrente de comércio alcançou US$ 7,8 bilhões. Desse total, as exportações brasileiras somaram US$ 3,8 bilhões, resultado 22,9% superior ao registrado em 2024.

O tratado também estabelece um mecanismo de entrada em vigor bilateral. Isso significa que as regras passam a valer entre os países que já concluíram seus processos internos de ratificação, a partir do primeiro dia do terceiro mês seguinte ao depósito do respectivo instrumento. Até o momento, a Islândia já concluiu essa etapa.

A ratificação do acordo com a EFTA integra uma estratégia mais ampla de expansão dos mercados para os produtos brasileiros. Com a entrada em vigor dos acordos comerciais firmados pelo Mercosul com a União Europeia, a EFTA e Singapura, a parcela da corrente de comércio brasileira beneficiada por acordos preferenciais deverá saltar de 12% para 31,2%, ampliando significativamente o alcance das exportações nacionais em mercados estratégicos.

Fonte: Assessoria Mapa

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