A Arte na Arte – Quando o futebol e o traço se encontram

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Por Jorge Wellington ( Portal Ipirá City) – Segunda, 20 de julho de 2026

A Copa do Mundo é, sem sombra de dúvida, uma verdadeira “arte do futebol”. Ela reúne os principais craques de todos os países participantes, transformando cada partida em uma tela viva onde a genialidade e a técnica se encontram. Ao longo de 39 dias, o mundo inteiro permaneceu ligado em suas telas, testemunhando um espetáculo de emoções que poucas manifestações humanas são capazes de proporcionar.

A grande final de 2026, no entanto, foi coroada por um simbolismo que transcendeu o campo e tocou o místico. Dois craques, dois artistas da bola, unidos pelo enigmático número 19. De um lado, Lionel Messi, representando a Argentina com a majestade de quem já escreveu seu nome na história. Do outro, Lamine Yamal, jovem joia da Espanha, carregando o futuro em suas chuteiras. Na numerologia, o número 19 representa, com precisão quase divina, o início e o fim de um ciclo – e o destino tratou de transformar essa crença em realidade.

Há 19 anos, em uma gravação para um comercial emocionante, um jovem Messi recebia um bebê Yamal em uma banheira, num gesto que o tempo transformou em profecia. 19 anos depois, o grande ídolo argentino reencontrava, na final de uma Copa do Mundo, aquele menino que um dia se espelhou nele e se tornou um craque. Yamal, com o número 1, inaugurava um novo ciclo; Messi, com o número 9, encerrava o seu com a dignidade dos grandes mestres. Mas, no fim das contas, quem verdadeiramente venceu fomos nós, espectadores privilegiados, que tivemos a rara oportunidade de assistir a esse encontro épico que o futebol nos presenteou.

E é nesse cruzamento entre a arte do jogo e a arte do traço que surge o craque Alexandre Gusmão. Com sua sensibilidade ímpar e seus rabiscos profundos, ele nos oferece uma reflexão que vai além da disputa – uma disputa no bom sentido, pautada pelo respeito e pela admiração mútua. Sua caricatura dos dois craques não é apenas um desenho; é uma obra que captura a alma daquele momento, mostrando como a arte anda lado a lado com o esporte, especialmente com o futebol. Em seus traços, Messi e Yamal se encontram novamente, não como adversários, mas como símbolos de um mesmo amor pela bola.

Esses dois craques trouxeram para a grande final da Copa do Mundo de 2026 uma verdadeira arte, milimetricamente orquestrada dentro dos mais altos padrões FIFA. Cada passe, cada drible, cada defesa foram desenhados com a precisão de um mestre que busca, no final, o troféu mais cobiçado do planeta. Mas, além do título, o que ficou foi a certeza de que, quando o esporte e a arte se abraçam, o espetáculo se torna eterno.

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