PM-BA inicia processo disciplinar contra soldado acusado de agressão e roubo em Anguera; paradeiro do agente é desconhecido

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Por Maurício Leiro / Daniel Araújo

A Polícia Militar do Estado da Bahia (PM-BA) iniciou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt. O policial é acusado de praticar agressões físicas, ameaças de morte e roubar valores em dinheiro durante uma abordagem no interior do estado em 2021. O edital de citação, públicado no diário oficial do estado, nesta quarta-feira (29), aponta que o agente está incomunicável e seu paradeiro é desconhecido pela corporação.

De acordo com o Inquérito Policial Militar (IPM) que embasa o processo, o fato aconteceu no dia 7 de março de 2021, na localidade de Areias, zona rural do município de Anguera (BA).

O soldado e outros agentes teriam abordado três funcionários de um empresário local, identificado no inquérito pelo prenome “Ismael”. As vítimas não quiseram ser identificadas formalmente por medo de represálias. Os autos indicam que os policiais insinuaram que as vítimas trabalhavam para um traficante. Na sequência, teriam iniciado uma sessão de agressões físicas e ameaças de morte, roubando a quantia de R$ 3.600,00 em espécie que estava no veículo dos trabalhadores.

Após serem liberadas, as vítimas relataram o ocorrido ao seu empregador. Ismael foi ao batalhão da cidade acompanhado de sua esposa, onde conseguiu recuperar R$ 2.000,00. Dois dias depois, um indivíduo não identificado o procurou, supostamente a mando dos acusados, e entregou os R$ 1.600,00 restantes.

INVESTIGAÇÕES

O episódio chegou ao conhecimento do comando após circular em grupos de WhatsApp. A denúncia, inicialmente relatada por um empresário da cidade, foi interceptada por dois oficiais (Cap. Geisael de Jesus Santos e Cap. Antônio Rosa da Conceição). Eles informaram o caso ao então subcomandante da 57ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Santo Estêvão, Major Itamar de Souza e Silva Filho, o que desencadeou a investigação.

SITUAÇÃO DO SUSPEITO

O soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt, que era lotado na 57ª CIPM, não foi apresentado à comissão do PAD. O Comando da unidade informou que ele se encontra afastado de suas atividades por conta de uma dispensa médica.

Segundo o presidente do Processo Administrativo, Major PM Juraci Almeida da Cunha, o policial não foi localizado em seu endereço de registro, não atende a ligações telefônicas, tampouco responde a mensagens de texto ou de voz.

A Corregedoria deu um prazo de cinco dias para que o policial apresente sua defesa inicial por escrito. Caso ele não se apresente e não constitua advogado, um defensor público (dativo) será nomeado pelo Estado para garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório, permitindo que o processo legal siga. Se comprovadas as acusações, o policial estará sujeito a sanções disciplinares severas, que podem incluir a demissão da corporação.

Fonte: Bahia Notícias / Foto: Divulgação / PM BA



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