Varejo escorrega, mas não cai

economia

Nos últimos dias, duas gigantes do varejo, Casas Bahia e Marabraz, entraram em recuperação judicial. Esse movimento não é algo pontual, mas o espelho de como está o setor — é só se lembrar da situação do Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Dia.

Olhando os números… A quantidade de empresas do varejo brasileiro em recuperação judicial cresceu 20,4% em 12 meses e chegou a 986 no primeiro semestre deste ano.

O que está por trás? Além da Selic em 14% tornar os empréstimos mais caros, a dificuldade de conseguir crédito aperta as empresas. Pense que ninguém quer emprestar dinheiro para alguém que pode pedir recuperação judicial no dia seguinte.

Isso importa porque ter acesso a empréstimos nesse setor é fundamental. Sem eles, a dificuldade financeira logo se transforma em falta de estoque e, consequentemente, menos vendas.

Um exemplo marcante dessa tendência foram as ações da Magazine Luiza. Em meio ao crescimento dos juros, a empresa sofreu com a inflação e a competitividade crescente.

O resultado dessa combinação foi uma queda de quase 100% nos preços das ações entre o pico até agora.

O sufoco não é só por aqui… Segundo a S&P Global, nos EUA, o primeiro semestre de 2026 já teve 372 pedidos de RJ de grandes empresas em todos os setores — o maior número desde 2010. Na União Europeia, o Banco Nacional Europeu aponta que as falências corporativas subiram 5,7% no segundo trimestre.

Fonte: The News / (Imagem: Rebecca Zisser | Axios)

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