As principais instituições financeiras do país — Banco do Brasil, Itaú e Santander — separaram R$ 91 bi em provisões contra devedores duvidosos neste primeiro semestre. O valor representa um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.
O que está por trás? Essas provisões são quantias de dinheiro que os bancos gastam para cobrir possíveis calotes de devedores. Quanto mais esse número aumenta, mais os bancos acreditam que as pessoas não irão pagar suas dívidas.
Entre os fatores apontados para essa desconfiança estão os efeitos inflacionários da guerra do Irã e a elevada taxa de juros.
Pense que esses fatores podem fazer a população ter mais dificuldade para pagar as contas.

(Imagem: O Estado de S. Paulo)
Entre os grupos que puxaram essa desconfiança de calotes estão o agronegócio e as famílias de baixa renda. Apesar disso, o problema das dívidas não está restrito só a eles. O varejo, por exemplo, mostra que o problema é mais geral.
O cenário fiscal também reforça a cautela dos bancos. Isso porque o governo já acumulou um déficit de R$ 92 bilhões nos seis primeiros meses de 2026, o segundo pior resultado da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997.
Na prática, a análise é que, mesmo com o desemprego diminuindo e a renda média dos brasileiros aumentando, os bancos ainda assim querem evitar um possível prejuízo no seu caixa.
Fonte: The News