Na largada, só tinha um competidor na pista. Um tempo depois, o pelotão das canetas emagrecedoras cresceu, e o preço despencou. Para se ter ideia, a Anvisa já recebeu 24 pedidos de novos registros até agora.
Explicando: Até maio deste ano, quem detinha o monopólio da semaglutida era a Novo Nordisk. Com o fim da sua patente, outras versões de medicamentos feitos à base da molécula começaram a serem feitos.
A relevância por trás: Pense que quanto mais concorrentes entram na disputa, mais o preço tende a cair. Um exemplo é a Ozempic, que custa a partir de R$ 825, enquanto o Extensior, um medicamento também feito de semaglutida, sai por cerca de R$ 400.
Com o crescimento dos medicamentos feitos com semaglutida, essa classe representou 56% das vendas oficiais do mercado de caneta — superando o Mounjaro, que é feito a partir da tirzepatida e ainda é protegido por patente.
Na prática, a queda nos preços reflete na procura pelo produto. Dois meses depois que o Ozivy — um análogo sintético da semaglatidua — chegou, ele já tinha vendido 200 mil unidades. Atualmente, ele é bem mais barato que a Ozempic, custando cerca de R$ 370.
Os preços mais acessíveis também impactam o sistema de saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, a queda de preço é o que falta para viabilizar a entrada do tratamento no SUS.
O resultado importa porque cerca de 24% dos brasileiros adultos afirmam já ter usado canetas emagrecedoras, sendo que 11% são usuários atuais.
Fonte: The News / (Imagem: Sarah Grillo | Axios)