ACM Neto contesta afirmação de Jerônimo sobre regulação e apresenta proposta do Pix Saúde

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Por Carine Andrade, Política Livre

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) contestou, nesta quarta-feira (26), durante entrevista ao programa Balanço Geral, da Record Bahia, a declaração feita pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) no mesmo programa, na terça-feira (25), sobre o tempo de espera de pacientes no sistema de regulação do Estado.

Jerônimo afirmou que *“mais de 80% dos casos de regulação são resolvidos em até 24 horas”*. Ao ser questionado sobre a declaração, ACM Neto negou que a afirmação corresponda à realidade enfrentada pelos pacientes: “Não é verdade”, declarou o candidato.

ACM Neto citou o caso de uma paciente de 32 anos, de Jacobina, que, segundo ele, havia feito um apelo durante o programa por uma vaga para internação hospitalar. O candidato afirmou que a situação demonstraria a existência de pacientes que continuam aguardando atendimento mesmo diante de quadros considerados graves.

“Eu estava chegando aqui agora no estúdio e vi, por exemplo, uma paciente de 32 anos, lá de Jacobina, o nome dela é Carolina, tem dois filhos, um de 5 e outro de 10 anos de idade, ela ali fazendo um apelo desesperado, porque ela tem problema de doença e não consegue o internamento hospitalar e é claro, corre o risco de vida”, relatou.

O candidato apresentou ainda uma das principais propostas de sua campanha para enfrentar a espera por atendimento hospitalar: o Pix Saúde. Segundo ACM Neto, a iniciativa permitiria ao Estado custear uma vaga na rede privada quando não houver leito disponível na rede pública para pacientes em situação de urgência.

“A nossa estratégia, quando não houver um hospital público, quando não houver um leito hospitalar na rede pública para atender aquela pessoa, que se não for atendida pode morrer, nós vamos comprar a vaga na rede privada”, explicou.

Na avaliação do candidato, a prioridade deve ser garantir o atendimento ao paciente, independentemente de a vaga estar disponível em uma unidade pública ou particular.

“Entre deixar a pessoa morrer esperando na fila e salvar a vida dela, eu vou salvar a vida dela”, afirmou.

ACM Neto explicou que o Pix Saúde seria utilizado para situações consideradas urgentes, nas quais o paciente não poderia aguardar a liberação de uma vaga na rede pública.

“O Pix Saúde vai permitir que o Estado compre a vaga no hospital particular para salvar a vida da pessoa que tem uma situação urgente, que não pode esperar e que está sem atendimento na rede”, frisou.

Fonte: Política Livre / Foto: Reprodução/YouTube

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