Flamengo respalda investigação da agência fair play sobre SAF do Vasco

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Clube cita possibilidade de “severa assimetria competitiva” e reforça que apuração é um “importante teste para o sistema”

O Flamengo apoia a abertura da investigação da Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) sobre a venda da SAF do Vasco. Em nota divulgada na quinta-feira (27/8), o clube vê possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição. Além disso, reforça a a chance de uma “severa assimetria competitiva”.

O Flamengo, aliás, propõe ampliar a apuração a outras empresas do mesmo grupo econômico, como a Placar Linhas Aéreas. A companhia pertence a José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Enquanto analisa o caso, a Anresf, entidade fiscalizadora do Fair Play Financeiro no Brasil, determinou restrições imediatas: veto total a negócios do Vasco com o Palmeiras e com a Crefipar, conglomerado de Leila Pereira que engloba a financeira Crefisa.

O órgão, afinal, avalia um possível conflito de propriedade da venda para o grupo do empresário Marcos Lamacchia, filho do empresário José Lamacchia, dono da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Luiz Eduardo Baptista, o Bap
Bap sempre se manifestou contra a SAF do Vasco – Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Veja o comunicado do Flamengo:

“O Clube de Regatas do Flamengo considera relevante a decisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de instaurar procedimento formal para avaliar eventual conflito de interesses na possível aquisição da SAF do Vasco da Gama por grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia.

A medida reforça preocupação que o Flamengo vem manifestando e que está prevista no Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), em vigor desde janeiro de 2026: a necessidade de assegurar a independência dos clubes, a integridade das competições e a aplicação efetiva das regras de Fair Play Financeiro.

O tema não se restringe aos clubes envolvidos, devendo ser compreendido por todos. A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva, deprime o valor de mercado de ativos em recuperação, distorce a disputa esportiva em curso e cria precedente de risco sistêmico para a integridade das competições e para o mercado de SAFs no país.

O Flamengo considera importante também a adoção de medidas cautelares durante a análise e entende que, para serem plenamente eficazes, elas devem alcançar todas as partes relacionadas aos envolvidos na operação, incluindo empresas controladas direta ou indiretamente pelos mesmos grupos econômicos, como a Placar Linhas Aéreas.

O Flamengo confia na atuação serena, equilibrada e independente da ANRESF e considera que o caso representa importante teste para o novo sistema regulatório do futebol brasileiro e para a construção de um ambiente de maior governança, equilíbrio competitivo e segurança institucional”.

Fonte: Jogada 10 / Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras – Foto: Reprodução / Tv Globo


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