A corrida da concorrência está acirrada. Depois que a General Motors abandonou uma parceria com a LG — sim, a empresa que produz televisões —, a Toyota pulou na frente e fechou um pedido de US$ 1,5 bi para a produção de baterias para carros elétricos.
Parece só mais um movimento do setor… Mas ele diz muito sobre como a GM pode perder seu reinado de quase 100 anos no topo do setor de vendas nos EUA. Para se ter ideia, há 10 anos, a montadora americana vendia o dobro de carros e caminhões que a Toyota. Neste ano, a vantagem caiu para cerca de 100 mil veículos.
Por que isso está acontecendo? Basicamente, as duas empresas escolheram seguir caminhos opostos nessa corrida. A GM passou a priorizar o lucro em vez da quantidade de veículos vendidos, enquanto a Toyota preferiu aumentar a capacidade de produção.
O resultado já chegou na esteira de produção. A utilização da capacidade da GM caiu para 73% em 2026, enquanto a Toyota opera suas fábricas americanas em cerca de 91,9% da capacidade.
Do outro lado, a Toyota ampliou o portfólio, reforçou a produção nos EUA e apostou nos híbridos — setor que é líder de vendas e já alcançou um crescimento de 22% no mercado americano em 2026.
Apesar dessa disputa, tanto as ações da Toyota como da General Motors estão sendo negociadas por preços recordes.
Curiosidade: Em 2021, a Toyota já destronou a GM como montadora que mais vendia nos Estados Unidos por um breve período.
Fonte: The News / (Imagem: Adobe Stock Photo)