Dado apresentado em conteúdo da Nestlé na ExpoCacau indica que 96% da área de produção no país atende às exigências da União Europeia
A produção brasileira de cacau pode ganhar espaço no mercado europeu nos próximos anos, impulsionada por critérios de sustentabilidade e rastreabilidade. Segundo dado apresentado em um podcast produzido pela Nestlé durante a ExpoCacau 2026, 96% da área atual de cacau no país está apta a atender às exigências da União Europeia.
A avaliação foi feita por Jaime Recena, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB), e reforça uma vantagem competitiva do Brasil em um momento em que mercados internacionais aumentam as exigências sobre origem e impacto ambiental das matérias-primas.
“O Brasil tem condições únicas de atender às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade do mercado europeu. Isso nos coloca em posição estratégica para ampliar nossa participação”, afirmou Recena.
Outro fator destacado no conteúdo produzido pela Nestlé é o potencial de expansão da cacauicultura sobre áreas já degradadas. No Pará, cerca de 80% da área plantada com cacau está localizada em regiões desmatadas até 1998, o que permite ampliar a produção sem avançar sobre novas áreas de vegetação.
A discussão também abordou o papel da rastreabilidade como diferencial comercial. Para produtores e exportadores, comprovar a origem do cacau e as condições de cultivo tende a ganhar peso no acesso a mercados mais exigentes.
O tema integrou o episódio “Cacau do futuro: ciência, sustentabilidade e bioeconomia para gerar valor no campo”, produzido pela Nestlé Brasil durante a ExpoCacau 2026.
Fonte: Money Report