Sem churrasquinho na Europa

economia

Desde ontem, a União Europeia suspendeu a compra de todos os produtos de origem animal do Brasil. Até que haja um novo aviso, itens como carne bovina, suína, de frango, ovos e mel ficam fora do bloco.

Qual a relevância? O grupo é a terceiro maior comprador de carne bovina brasileira, atrás só de China e EUA. Na prática, o bloco compra 6% da carne bovina exportada, e o impacto econômico estimado passa de US$ 2 bi por ano.

Explicando… A UE só compra produtos de países que estão em sua lista. Para estar nela, o país precisa provar que controla o uso de antibióticos em animais. Ou seja, (i) não usa remédios para engordar os bichos e (ii) nem aplica remédios que são para humanos.

Em maio, o Brasil caiu dessa lista. O motivo alegado pelo bloco para a decisão foi que o país não conseguia provar que cada animal seguia as regras exigidas.

Mesmo tendo proibido remédios específicos e criado um sistema de acompanhamento dos animais, ainda não foi suficiente para o país entrar na lista novamente.

Produtores brasileiros questionam o momento da decisão. Isso porque ela foi anunciada dias depois do acordo Mercosul-UE entrar em vigor, o mesmo que causou protestos de agricultores europeus por medo da concorrência com a carne mais barata.

O que vem a seguir: A carne bovina só deve voltar ao mercado europeu depois que animais nascidos sob as novas regras completarem o ciclo de vida — ou seja, depois de 2028. Já o setor de frango aposta na retomada de vendas ainda em 2026, dado o ciclo curto de produção da ave.

Fonte: The News / (Imagem: Dinheiro Rural |Reprodução)

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