Tempos difíceis para a queridinha do seu guarda-roupa. No dia 21 de setembro, a Nike vai sair do S&P 100, o índice que concentra as 100 maiores empresas de capital aberto no mercado de ações dos EUA.
Muito mais do que o índice em si, o movimento é um marco para a companhia do Swoosh, que está há 18 anos nesse grupo seleto.
Esse resultado vem após anos de baixa no preço das ações da empresa. Para se ter ideia, os papéis da Nike saíram de cerca de US$ 174 em 2021 para US$ 38 neste ano — uma queda próxima a 80%.

Mas por que isso está acontecendo?
A Nike viu concorrentes como On, Hoka e Adidas crescerem, ao mesmo tempo que preferiu romper laços com atacadistas e apostar em vendas diretas — o que não tem dado muito resultado.
Somado a isso, o ritmo de inovação da empresa diminuiu e suas vendas na China, um importante mercado da empresa, caíram. No tri encerrado em junho, a Nike acumulava oito trimestres consecutivos de queda nas vendas no país.
O novo CEO, Elliot Hill, tem tentado reverter parte desses problemas, mas a saída do S&P 100 mostra que a tarefa não é simples.
Looking-forward: No lugar da Nike, Colgate-Palmolive e outras duas companhias que sairão, entram a Dell Technologies, Palo Alto Networks, Arista Networks e SanDisk.
Fonte: The News / Foto: Reprodução