Com 48,5 milhões de suínos abatidos, eficiência vira foco da produção brasileira

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Ganhos em reprodução, gestão de dados e automação estão entre os temas do 4º ReproSui, que reúne especialistas nesta quarta-feira (09), em Passo Fundo (RS).

Com 5,59 milhões de toneladas de carne suína produzidas em 2025, 1,51 milhão de toneladas exportadas e receita externa de US$ 3,6 bilhões, o Brasil encerrou o ano como o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador mundial da proteína, segundo o Relatório Anual 2026 da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Foto: Divulgação

A escala alcançada pela cadeia coloca outra questão no centro da produção: como elevar a oferta e a competitividade sem ampliar, na mesma proporção, o número de animais, as estruturas, o consumo de insumos, a mão de obra e os recursos naturais?

Uma das respostas está dentro da própria granja, nos indicadores de reprodução. Em 2025, o país tinha 2,247 milhões de matrizes ativas. Nesse universo, alterações aparentemente pequenas nos resultados por fêmea podem representar ganhos expressivos quando multiplicadas por milhões de animais.

É esse debate que estará no centro do 4º ReproSui, marcado para esta quarta-feira (09), na Universidade de Passo Fundo (UPF), em Passo Fundo (RS). O evento reunirá especialistas para discutir o uso de dados nas granjas, inteligência artificial, sensores, automação e manejo reprodutivo de fêmeas suínas.

Organizado pela IMV Technologies Brasil em parceria com a UPF, o encontro pretende aproximar

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pesquisadores, técnicos, produtores e profissionais ligados à cadeia de produção de suínos. “Em um setor que já atingiu uma escala expressiva, produzir mais não significa simplesmente ampliar estruturas ou plantéis. O desafio está em obter melhores resultados com os recursos disponíveis, reduzir perdas e aumentar a precisão das decisões. É nesse contexto que reprodução, gestão e tecnologia passam a ter um papel cada vez mais estratégico”, afirma Carolina Tanese, coordenadora de Comunicação e Marketing da IMV Technologies Brasil.

Dados precisam chegar à decisão
O tamanho da cadeia ajuda a dimensionar o impacto potencial desses ganhos. Foram 48,5 milhões

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de suínos abatidos no Brasil em 2025, segundo a ABPA. Em uma produção dessa magnitude, identificar uma perda, corrigir um protocolo ou melhorar um indicador reprodutivo em uma granja pode parecer um ajuste pontual. Quando replicado em milhares de fêmeas, porém, o efeito ganha escala.

Na reprodução, a análise passa por uma série de indicadores. Qualidade seminal, preparação e conservação das doses inseminantes, taxa de concepção, repetição de cio, intervalo entre partos e número de leitões desmamados estão entre os dados que podem apontar falhas ou oportunidades de melhoria.

O problema, portanto, não é apenas reunir mais informações. É garantir que elas sejam confiáveis,

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padronizadas e utilizadas para orientar decisões no momento adequado. “Acumular informações não é o mesmo que gerenciar com dados. O valor está em transformar indicadores confiáveis em ações: identificar onde estão as perdas, ajustar protocolos e agir no momento correto. Quando isso ocorre em uma cadeia com mais de 2,2 milhões de matrizes, ganhos aparentemente pequenos por fêmea podem assumir outra dimensão”, avalia Carolina.

A inteligência artificial, os sensores e a automação entram nesse processo como ferramentas para ampliar a capacidade de coleta, análise e resposta. No ReproSui, essas tecnologias serão discutidas em conjunto com as práticas de manejo reprodutivo, e não como soluções isoladas.

Reprodução depende de uma cadeia de processos
O resultado reprodutivo começa antes da inseminação. Coleta e avaliação do sêmen, processamento, envase, conservação e transporte das doses fazem parte de uma sequência que termina na inseminação, no diagnóstico de gestação e no acompanhamento das fêmeas.

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Uma falha em qualquer uma dessas etapas pode comprometer os resultados seguintes. Por isso, a busca por maior eficiência exige olhar para o processo como um conjunto, em vez de avaliar cada indicador separadamente.

A mesma lógica vale para a produção dos leitões. Reprodução, sanidade, bem-estar, qualificação das equipes e gestão estão relacionados e podem interferir no desempenho final. “Quando avaliação, processamento, conservação e inseminação são acompanhados como partes de um mesmo processo, aumenta a capacidade de controlar variáveis, investigar a origem de eventuais desvios e tomar decisões com maior precisão”, pontua Carolina.

Fonte: O Presente Rural

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