Queda no preço da cesta básica traz alívio para os consumidores em Salvador

cidades

Ir ao supermercado e fazer a feira ficou um pouco mais barato para os soteropolitanos. Em agosto, a cesta básica registrou uma queda de 3,30% em Salvador, passando a custar R$ 628,89. A redução foi puxada por itens essenciais da mesa do brasileiro, como o tomate e o feijão, e acompanhou uma tendência nacional de retração nos preços identificada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Segundo o levantamento do DIEESE, a conta ficou mais leve no último mês em 25 das 27 capitais pesquisadas. Rio Branco registrou a maior redução, seguida por Manaus e Salvador. Na contramão do cenário nacional, Maceió e São Luís foram as únicas cidades onde os preços dos alimentos subiram.

Os produtos que mais caíram na capital baiana

Em Salvador, dos 12 produtos que compõem a pesquisa mensal da cesta básica, metade apresentou queda nos preços entre julho e agosto. O grande destaque foi o tomate, que despencou 23,5%. Além dele, ficaram mais em conta para os baianos: feijão carioca, banana, café, pão francês e a carne bovina de primeira.

A diminuição reflete no dia a dia da população, aliviando o orçamento das famílias, que sentem a diferença no bolso e ganham uma pequena folga para direcionar o dinheiro a outras contas ou ao lazer. O movimento baiano acompanha o país: nacionalmente, o café ficou mais barato em 23 capitais, o tomate caiu em 22 e o feijão em 20.

Motivos da queda e alerta aos consumidores

Apesar de ser uma excelente notícia para o bolso do consumidor, especialistas alertam que a motivação da queda reflete um cenário econômico delicado. A diminuição dos preços ocorreu não apenas por uma grande oferta de produtos, mas principalmente pela queda no consumo. A redução no poder de compra do brasileiro obrigou os comerciantes a baixarem as etiquetas após sentirem uma retração nas vendas.

Por isso, a dica dos especialistas em finanças é manter a cautela. Estratégias como enxugar a lista, pesquisar, trocar de marcas e até adiar algumas compras continuam sendo a melhor forma de fazer o dinheiro render.

O alerta principal é para não deixar a empolgação tomar conta. Voltar a consumir em grandes quantidades só porque os preços estão mais baixos pode gerar um efeito reverso: ao notar o aumento da procura e o mercado aquecido, os comerciantes tendem a reajustar os valores para cima, acabando rapidamente com a economia atual.

Fonte: Band Bahia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *