O motorista brasileiro tem sentido no bolso o conflito do Oriente Médio: nos últimos sete meses, o preço da gasolina subiu 8% nos postos. Para tentar conter novas altas, o governo decidiu fazer alguns ajustes.
Step back: Desde março, o governo subsidiou parte do preço dos combustíveis para segurar o impacto da alta do petróleo. Existia um desconto de R$ 0,44/L na “gasolina pura” — fase anterior à que chega ao consumidor — e de R$ 1,12/L no diesel, válido até o fim do mês.
Com o petróleo passando dos US$ 100 ontem, pela primeira vez desde julho, Lula apresentou novas medidas para substituir aquelas que estavam prestes a vencer. Ele reduziu impostos federais em R$ 0,63/L da gasolina e criou uma nova subvenção de R$ 1/L ao diesel. Fazendo as contas então…
Gasolina pura: Saiu o desconto de R$ 0,44 e entrou o de R$ 0,63, ficando R$ 0,19 mais barata para as distribuidoras.
Diesel: O desconto de R$ 1,12/L até o fim do mês soma-se ao novo desconto de R$ 1, totalizando R$ 2,12/L.
Resumindo, as medidas devem resultar em combustíveis mais baratos — desde que os distribuidores e os postos repassem esse desconto. Do outro lado, o governo calcula que as medidas terão um custo fiscal de cerca de R$ 1,7 bilhão por mês.
Idas e vindas… Após o anúncio de Lula, a Petrobras informou que aumentaria o preço da gasolina, mas corrigiu o anúncio durante a madrugada e cancelou o reajuste. Com a reversão, o preço da “gasolina pura” vendida às distribuidoras ficou em R$ 3,05/L.
Fonte: The News / (Imagem: Axios | Reprodução)