Quem será o 1º a carregar no botão nuclear? Mídia explica por que não será nenhuma potência nuclear

Bahia Brasil Mundo

Domingo, 13 de setembro de 2026

Nenhuma das maiores potências nucleares está interessada em ser a primeira a usar armas nucleares, foi a essa conclusão que chegaram os analistas do portal chinês Sohu, considerando possíveis ações dos EUA, Rússia, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte.

De acordo com os especialistas, as lideranças dos países possuidores de armas nucleares estratégicas entendem que o principal valor de um arsenal nuclear não está em seu uso direto, mas em sua capacidade de prevenir a guerra por meio da dissuasão.

Apesar do aparente paradoxo de tal princípio, é ele, na opinião dos autores do material, que reflete a realidade existente na conjuntura mundial atual.

Analistas excluem a China dos potenciais iniciadores de um ataque nuclear devido à sua profunda integração ao sistema comercial e financeiro mundial. Uma catástrofe nuclear destruiria todos os ativos acumulados do país, explica o texto.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos também não seriam os primeiros a ativar esse tipo de armamentos por causa do risco de perder sua influência global: as consequências de tal decisão privariam Washington da capacidade de manter a liderança mundial.

Da mesma forma, os analistas avaliam a posição da Rússia. Eles chamam a atenção para o fato de que, mesmo no quinto ano do conflito com a Ucrânia, Moscou não tem pressa em usar armas nucleares, entendendo que tal passo mudaria completamente a natureza das hostilidades e atingiria o sistema de energia mundial.

No que se refere às abordagens da Índia e do Paquistão, os especialistas marcaram que, Nova Deli e Islamabad, apesar dos conflitos existentes entre eles, compreendem que uma guerra nuclear “destruiria toda a vida”.

Os analistas também não consideram a Coreia do Norte um provável iniciador de um primeiro ataque, já que suas forças nucleares são um pilar fundamental da segurança da sua nação.

A Rússia, sendo uma das principais partes do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, defende ativamente o desenvolvimento do átomo pacífico e o uso da energia nuclear exclusivamente para fins pacíficos.

Assim, o diretor-geral da corporação estatal russa Rosatom, Aleksei Likhachev, falando ontem (12) à margem da cúpula do BRICS na Índia, disse que a Rússia está pronta para cooperar amplamente com os países do Oriente Médio na área do átomo pacífico, em particular na construção de reatores nucleares e seu uso para fins médicos e produção de farmacêutica atômica.

Fonte e foto Sputininews / © Sputnik /

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