O Brasil tem três apostas para criar uma nova bolsa de valores por aqui

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Pelo menos três empresas estão tentando montar uma nova bolsa de valores no Brasil para competir com a B3 — que hoje opera praticamente sozinha no mercado.

De quem estamos falando?

A A5X, que tem investimentos do Morgan Stanley e do Goldman Sachs, quer começar pelos derivativos, prometendo uma plataforma 7x mais rápida que a da B3;

Já a Base Exchange, do fundo árabe Mubadala, mira ações, ETFs e fundos imobiliários;

Por fim, a CSD BR quer usar sua experiência em guardar e registrar ativos para, aos poucos, também negociá-los.

Ou seja, a aposta não é “substituir” a B3 de uma vez, mas, sim, entrar por brechas específicas.

Seja como for… Mesmo já tendo levantado centenas de milhões de reais, os planos de estreia das três continuam atrasando ano após ano.

A grande questão é que o problema não é dinheiro e nem tecnologia, mas, sim, gente.

O capital humano importa: Para uma bolsa funcionar, ela precisa de “liquidez”, com muita gente comprando e vendendo ao mesmo tempo.

Acontece que quase ninguém quer ser o primeiro a negociar num lugar vazio, criando um ciclo difícil de ser quebrado.

O nosso mercado também não ajuda… Dos R$ 9,1 trilhões que os brasileiros têm investidos, menos de 10% está em ações — a maior parte fica mesmo na renda fixa.

Além disso, grande parte do volume que existe na bolsa está concentrado num punhado de empresas, como Petrobras e Vale.

E o outro lado? A B3 diz que investe pesado em tecnologia e que já enfrenta a concorrência internacional, já que metade do volume negociado vem de investidores estrangeiros que também podem operar fora do Brasil.

Fonte: Expresso / (InfoMoney)

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