Por Waldeck Alves
As pesquisas começam a convergir para um resultado semelhante. O número de indecisos começa a cair. Uma parcela desse eleitorado, majoritariamente lulista, começa a sinalizar, simultaneamente, uma recuperação de Lula e de Jerônimo.
Mesmo sem aprovar plenamente os governos de Lula e de Jerônimo, esse eleitor não foi convencido a votar em Neto. O raciocínio parece ser: não está bom, mas pode piorar com Neto. Para presidente, a percepção é semelhante: não enxerga alternativa a Lula. Ele pensa: votar em Flávio?
A Bahia caminha para dar a Lula uma votação maior do que a de 2022, e Jerônimo está surfando nessa recuperação.
Acha que é fácil enfrentar um governador com cerca de 350 prefeitos, a máquina na mão, a hegemonia do voto lulista e 56% de aprovação?
Em uma eventual derrota, Neto encerra um ciclo de pretensões ao cargo de governador. Teria dificuldade para continuar reunindo confiança política suficiente para convergir a oposição em torno do seu nome. A alternativa para permanecer no radar seria disputar novamente a Prefeitura de Salvador. Caso contrário, corre o risco de entrar em um limbo político e começar, desde já, a preparar o terreno para a manutenção do PT na sucessão de Jerônimo.