Por Gabriel Brito
Uma pesquisa do Observatório da Oncologia analisou dados sobre o câncer de mama entre 2015 e 2025. Apesar do aumento da produção geral no monitoramento e tratamento da doença, de acordo com números do Ministério da Saúde, a quantidade de casos identificados aumentou.
Talvez o dado mais preocupante é que desde a pandemia o número de casos identificados apenas em estágio avançado se manteve inalterado, em torno de 50%. Outro fator importante é que a identificação tardia ocorre entre as mulheres mais jovens, menos habituadas à prevenção em idade precoce.
Em 2024, o governo instituiu a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, que obriga o início do tratamento em um prazo máximo de 60 dias após o diagnóstico. No entanto, tal objetivo ainda não foi alcançado de acordo com os dados obtidos pela pesquisa.
Fatores sociais como o envelhecimento da população, aumento do uso do SUS e condições materiais de vida, que podem afastar pessoas da atenção primária preventiva, não foram considerados.
Fapesp cria tecnologias para monitorar clima e agilizar ações
Duas ferramentas desenvolvidas através de pesquisas da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo reforçam a estrutura de monitoramento do clima e do meio ambiente. Para acompanhar em tempo real chuvas e tempestades, foi criado o sistema TITAN-LSTM. As siglas, em inglês, se referem a Identificação, Rastreamento, Análise e Previsão de Curtíssimo Prazo de Tempestades e Memória de longo e curto prazo, respectivamente.
A primeira tecnologia consiste na junção de monitoramento de nuvens com processamento de dados a respeito de suas características por IA. Dessa forma, consegue informar rapidamente tendências de intensidade de tempestades e suas direções. O banco de dados reúne informações de 32 mil tempestades registradas nas 39 cidades da região metropolitana de São Paulo entre 2016 e 2019.
Já a segunda novidade é uma reformulação no programa de Pesquisas de Mudanças Climáticas. Criada há 18 anos, a iniciativa se caracterizou pelo foco em acumular informações sobre tais padrões. No entanto, os atuais responsáveis acreditam na necessidade de associar tais informações com indicadores sanitários e sociais.
Segundo explicam, trata-se de uma necessidade urgente, dada a presença mais visível das alterações climáticas no quotidiano. Além disso, afirmam que a visão multidisciplinar de tais alterações já é um hábito do campo científico e uma necessidade premente na organização de políticas públicas para responder seus efeitos.
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Fonte: Outra Saúde / Foto: © José Cruz/Agência Brasil