A liberdade para produzir precisa encontrar um Estado competente no que lhe cabe.
O Brasil não precisa de mais uma promessa de grandeza. Precisa diminuir a distância entre o país que poderia ser e aquele que impõe obstáculos diários a quem trabalha, produz e investe.

Imagem criada por Emili Schneider/OP Rural/ChatGPT
Há capacidade para avançar. Falta transformar essa capacidade em uma rotina de regras confiáveis, serviços que funcionem e recursos públicos tratados com responsabilidade. Um país não se renova apenas quando muda seu discurso. Renova-se quando deixa de tolerar o desperdício, enfrenta privilégios e cobra resultados.
Uma nova chance para o Brasil precisa significar algo concreto: segurança para planejar, infraestrutura para crescer, educação que prepare e instituições que cumpram seu papel. Precisa alcançar quem empreende, mas também quem procura trabalho, quem produz no interior e quem depende de alimento acessível nas cidades.

Foto: Shutterstock
Isso exige mais do que entusiasmo. Exige escolhas, prioridades e disposição para corrigir erros. O compromisso com contas públicas responsáveis deve conviver com a obrigação de oferecer serviços dignos. A liberdade para produzir precisa encontrar um Estado competente no que lhe cabe.
Esperança não dispensa cobrança. Ao contrário: quanto maior a expectativa, menor deve ser a tolerância com desculpas.
O Brasil merece outra chance. Quem pretende contribuir para esse novo capítulo precisa merecer a confiança do país.
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Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.