Na próxima segunda-feira, 12 de outubro, além do feriado de Nossa Senhora Aparecida, também se comemora o Dia das Crianças. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a infância é o período entre 0 e 11 anos de idade, e sabemos o quanto ela é estruturante, nos mais diversos sentidos. Trata-se de um tempo (que deveria ser) de brincadeiras, imaginação solta, afeto, cuidado, fortalecimento, muito aprendizado e descobertas, quando, mais do que nunca, é fundamental poder sonhar e acreditar. Uma fase da vida que requer atenção especial de todas as instituições e pessoas. Saiba mais sobre as crianças baianas, segundo os dados do IBGE!
- O número de crianças na Bahia vem diminuindo nas últimas décadas. Em 21 anos, entre 2003 e 2024, o total de nascimentos no estado caiu 31,3%, passando de 231.679 para 159.163, sendo que, em 2024, este número diminuiu pelo 6º ano consecutivo.
Fonte: Estatísticas do Registro Civil - Em 1970, viviam na Bahia 2,829 milhões de pessoas entre 0 e 11 anos, que representavam 4 em cada 10 moradores do estado (37,8%). Nas duas décadas seguintes, o número de crianças ainda continuou crescendo, mas num ritmo menor do que a população em geral, por isso a proporção delas no total de habitantes do estado caiu: em 1980, eram 3,416 milhões, 36,1% da população; e em 1991, eram 3,776 milhões, 31,8% do total.
Fonte: Censos Demográficos - A partir de 2000, o total de crianças na Bahia começou a se reduzir: naquele ano, eram 3,245 milhões (24,8% da população baiana); em 2010, passaram a ser 2,793 milhões (19,9%); e em 2022, 2,251 milhões (15,9%). Ou seja, em 31 anos, entre 1991 e 2022, o número de crianças baianas caiu 40,4%.
Fonte: Censos Demográficos - A Bahia tinha, em 2022, a 10ª menor proporção de pessoas de 0 a 11 anos entre os estados (15,9%), mas, ainda assim, superior à nacional (15,7%).
Fonte: Censo 2022 - Em 2022, os municípios baianos com a maior proporção de crianças eram Rodelas (22,2%), Sítio do Mato (20,8%), Luís Eduardo Magalhães (20,8%), Serra do Ramalho (20,6%) e Barra (20,5%).
Fonte: Censo 2022 - Por outro lado, Jussiape (11,3%), Abaíra (11,6%), Jacaraci (12,1%), Ibiassucê (12,1%) e Guajeru (12,5%) eram as cidades da Bahia com a menor quantidade de crianças em relação ao total da população.
Fonte: Censo 2022 - Salvador tinha, em 2022, a 11ª menor proporção de crianças entre as 417 cidades da Bahia. Havia 320.262 pessoas de 0 a 11 anos, que representavam 13,3% dos moradores do município. Entre as capitais brasileiras, a proporção de Salvador era a 7ª menor.
Fonte: Censo 2022 - Um dado relacionado às crianças que sempre causa preocupação é o do trabalho infantil. Em seus Censos Demográficos, o IBGE capta o número de pessoas entre 10 e 13 anos que declararam estar trabalhando de forma remunerada (ocupadas), o que é proibido por lei;
- O trabalho infantil teve uma queda muito significativa na Bahia. Entre 2010 e 2022, o número de crianças de 10 a 13 anos de idade ocupadas recuou 86,8% no estado, de 79,6 mil para 10,5 mil. A proporção de crianças trabalhando na população infantil baiana se reduziu de 7,4% para 1,3% nesses 12 anos.
- Das crianças e adolescentes até 13 anos que trabalhavam na Bahia, 1 em cada 10 estava em Salvador (1.069 ou 10,2% do total). Na capital baiana, 0,9% das pessoas nessa faixa etária estavam ocupadas.
Fonte: Censo 2022 - Proporcionalmente, os municípios baianos com mais pessoas de 10 a 13 anos trabalhando, em 2022, eram Gentio do Ouro (14,5%), Érico Cardoso (8,4%), Pau Brasil (8,0%), São Miguel das Matas (7,5%) e Taperoá (7,3%). Por outro lado, 74 cidades da Bahia não tinham registro de trabalho infantil (17,7% do total).
Fonte: Jornal Folha do Estado / Foto: Reprodução