Foi mais ou menos assim que um relatório novo do JPMorgan classificou o país. O banco elevou o status do Brasil de neutro para “compra”, desfazendo o rebaixamento de dois meses atrás e colocando o Chile como neutro.
No mesmo relatório, na lista de riscos, o banco escreve que o Brasil tem a vantagem (ou desvantagem) de ser um “mercado anti-AI”, uma espécie de proteção contra uma possível “bolha” da inteligência artificial. A frase vem sem uma explicação para a classificação.
Ainda assim, o raciocínio dele parece partir de um padrão histórico. Isso porque o Brasil já se mostrou resiliente em momentos nos quais investimentos em tecnologia não tiveram o resultado previsto.

(Imagem: JPMorgan)
Exemplo: Quando investidores perderam dinheiro na bolha da internet nos anos 2000, grande parte desse capital conseguiu migrar para outros setores por aqui, como as commodities, e o Brasil viveu sua melhor década financeira moderna.
Somado a isso, o país é considerado estratégico. Pense que a AI precisa de, por exemplo, terras raras e produção de energia — algo que temos em abundância. Assim, o país consegue aproveitar o hype e ainda utilizar esses recursos em outros setores se a “bolha” estourar.
A mudança de postura do JPMorgan veio depois do primeiro turno das eleições. Os analistas citam alguns pontos como possíveis cortes mais rápidos na Selic e maior equilíbrio nas contas públicas.
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Fonte: The News