Candidato a vice na chapa de Lula critica falta de clareza no ‘tesouraço’
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou sobre a proposta de corte de gastos defendida pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em caso de vitória nas eleições de 2026.
Em gravação compartilhada nas redes sociais, Alckmin apontou contradições nas promessas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Flávio jura de pé junto que não pretende cortar benefícios sociais. E é por isso que a conta não fecha de jeito nenhum. Se ele diz que vai cortar R$ 200 bilhões e diz que esse corte não virá dos programas sociais, ele precisa dizer com todas as letras de onde vai vir esse corte. Ou ele está mentindo para você, eleitor, e não vai fazer corte nenhum, ou ele está escondendo quem vai perder com esse corte”, declarou.
Alckmin questiona tesouraço
O vice-presidente também criticou o fato de o candidato não detalhar quais despesas pretende eliminar e relacionou a estratégia da campanha opositora ao modelo econômico da Argentina, conduzido por Javier Milei.
“A equipe econômica dele já diz que querem copiar as políticas adotadas na Argentina. O governo de lá cortou o aumento do salário mínimo acima da inflação. Eles também desvincularam o reajuste das aposentadorias em relação ao salário dos trabalhadores ativos”, continuou o vice-presidente.
“Isso significa que quando o trabalhador da ativa recebe um aumento, esse aumento não é dado aos aposentados”, completou Alckmin.
Governo da Argentina
As medidas adotadas pelo governo argentino já haviam recebido elogios públicos de Daniella Marques, coordenadora do programa econômico de Flávio Bolsonaro.
Para ilustrar os reflexos da política externa citada, Alckmin pontuou outras ações executadas no país vizinho.
“Lá na Argentina, eles também dificultaram o acesso ao programa de seguro-desemprego e diminuíram o valor das indenizações ao trabalhador. Eles também esvaziaram o programa que distribui remédios gratuitamente e diminuíram o número de beneficiários”, concluiu.
Fonte: Bahia.ba / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil