Estiagem e calor prejudicam agricultura familiar em Feira de Santana; sindicato cobra medidas emergenciais

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Presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar relata perdas na safra, falta de água e dificuldades para alimentar os animais. Entidade reivindica ampliação do abastecimento, construção de cisternas e distribuição de ração.

A falta de chuvas e as altas temperaturas têm agravado as dificuldades enfrentadas por agricultores familiares na zona rural de Feira de Santana. Segundo Adriana Lima Nascimento de Jesus, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do município, a escassez de água comprometeu o plantio, prejudicou as pastagens e provocou perdas na produção agrícola em diversas comunidades.

Em entrevista ao Jornal Folha do Estado, Adriana Nascimento afirmou que os agricultores não estavam preparados para enfrentar um período tão difícil. De acordo com ela, desde o início do ano, a quantidade de chuvas tem sido insuficiente para abastecer aguadas e garantir condições adequadas para o desenvolvimento das plantações.

“Os agricultores que resolveram plantar, aqueles que conseguiram, plantaram. Porém, a safra foi perdida em nosso município”, relatou a presidente, ao destacar que a situação também afeta a criação de animais, que sofre com a falta de água e de pastagem.

Falta de água atinge comunidades rurais

De acordo com Adriana, o distrito de Humildes apresenta maior resistência aos efeitos da estiagem, mas as demais regiões rurais do município também enfrentam dificuldades. Entre os problemas relatados estão a falta de água para consumo doméstico, a ausência de reservatórios em algumas propriedades e a insuficiência do abastecimento em comunidades que dependem de carros-pipa ou de outras formas de distribuição.

Agricultores enfrentam dificuldades devido à estiagem e calor em Feira de Santana
Foto: Mario Sepúlveda

A presidente do sindicato reconhece que o município realiza o abastecimento de água, mas considera que o volume disponibilizado não atende à demanda das famílias.

Segundo ela, a entidade já encaminhou documentos aos governos municipal e estadual solicitando providências para amenizar os impactos da estiagem e garantir condições mínimas de permanência das famílias no campo.

Perdas na produção podem refletir no preço dos alimentos

A redução da produção agrícola também preocupa em relação ao abastecimento e ao custo dos alimentos. Adriana afirma que os agricultores familiares tiveram perdas significativas na safra deste ano, especialmente nas plantações afetadas pela falta de chuva.

Ela chama atenção para os preços do feijão e do milho, além do custo da alimentação animal, que pesa no orçamento dos pequenos produtores.

“Se o campo não planta, a cidade não janta”, afirmou a presidente, ao relacionar as dificuldades enfrentadas pelos agricultores com os possíveis reflexos no abastecimento alimentar da população.

A dirigente também alerta que a falta de ração pode comprometer a criação de pequenos animais, uma atividade importante para a subsistência e a renda de muitas famílias rurais.

Sindicato reivindica cisternas e distribuição de ração

Entre as medidas consideradas urgentes pela entidade está a ampliação do abastecimento de água nas comunidades mais afetadas. O sindicato também reivindica a aquisição e distribuição de cisternas ou tanques para que as famílias possam armazenar água em suas propriedades.

Outra solicitação é a distribuição de ração animal, especialmente para os pequenos criadores que enfrentam dificuldades para manter os animais devido à falta de pastagem e ao alto custo dos insumos.

Para Adriana, as ações precisam ser adotadas com urgência, diante do agravamento das condições de vida no meio rural.

A presidente defende que o poder público amplie a assistência às comunidades e desenvolva medidas capazes de reduzir os prejuízos da estiagem, garantindo água, alimentação e condições de produção para os agricultores familiares de Feira de Santana.

Enquanto aguardam providências, as famílias rurais seguem enfrentando os efeitos da falta de chuva e das ondas de calor, em um cenário que ameaça a produção agrícola e aumenta a preocupação com a manutenção das atividades no campo.

Fonte: Jornal Folha do Estado / Foto: PMFS



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