Fundador do Novo e líder da direita, João Amoêdo declara voto em Lula

Bahia Brasil política

Sexta, 23 de outubro de 2026

Candidato a presidente em 2018 por legenda surgida no movimento da “Nova Política” critica os dois candidatos, mas destaca risco que representa um governo Flávio Bolsonaro para o país

O empresário João Amoêdo, fundador do Partido Novo e candidato à Presidência da República em 2018 no campo da direita, declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Em publicação no X, Amoêdo afirma que sua decisão foi motivada pela preocupação com os rumos políticos do país e pelos riscos que atribui a um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).

Amoêdo começa a postagem criticando a repetição da disputa entre petismo e bolsonarismo. Para ele, a falta de uma alternativa competitiva no campo da direita reflete a incapacidade de setores da sociedade, especialmente das elites, de construir outro caminho. “Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, postou, ao declarar voto no petista.

“Vamos, mais uma vez, para um pleito a ser definido pela rejeição e não pela escolha”, escreveu Amoêdo, que já não faz mais parte do Novo. O empresário também critica a substituição do debate sobre propostas e projetos para o país por ataques pessoais entre adversários. Em sua avaliação, a polarização se consolidou ao longo dos últimos anos, com o PT inaugurando a lógica do “nós contra eles” e o bolsonarismo aprofundando essa divisão.

Apesar de declarar voto em Lula, Amoêdo faz críticas à gestão do presidente e à decisão de disputar um quarto mandato. Entre os pontos citados estão a condução das contas públicas, o aumento dos gastos, a falta de diálogo com adversários e as indicações de aliados para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Sobre Flávio Bolsonaro, o empresário questiona a experiência do senador para governar o país e menciona controvérsias relacionadas ao parlamentar, incluindo o caso das chamadas rachadinhas, suspeitas de lavagem de dinheiro e relações que, segundo ele, merecem questionamento. Leia-se: milícias.Também afirma que o objetivo central do senador seria conceder indulto ao pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Metro 1 / Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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