Por Welber Santos é Doutor em Educação – Sábado, 24 de outubro de 2026
A ave Fênix, da mitologia egípcia, representa a imortalidade e o renascimento. Ela vence adversidades.
Pois bem! As eleições presidenciais de 2026, notadamente o segundo turno, tem uma protagonista: a juventude brasileira.
Até então, essa geração vinha recebendo uma avalanche de críticas (muitas pertinentes). Acumulava também rótulos dos mais variados: geração TikTok, digital, frágil, sem substância, sem tesão, burra. Todas essas denominações convergiam para uma mesma percepção. A de que estaríamos diante de um momento histórico em que as novas gerações, nascidas a partir dos anos 2000, pareciam demonstrar letargia diante da sociedade, de si mesmas e da própria vida.
Ledo engano!
Creio que essas críticas, muitas vezes duras, até serviram de estímulo. Sabe quando você não aguenta mais ser criticado e vai lá e faz? Fizeram.
Nestas eleições de 2026, quando tudo parecia ter sido exposto, quando não havia mais horizonte para acreditar em civilização e democracia para o país, a juventude chutou a porta dos críticos, arrancou os rótulos que lhes foram atribuídos, as caricaturas deformadas de sua imagem e, de modo singular e autoral, assumiu não apenas uma campanha como tomou para si, e de agora em diante, os rumos do país.
Gritou, brigou, xingou (sim, eles xingam pra caralho!), combateu, impôs sua estética, sua linguagem e seu modo de ver o mundo.
A história deste país já está marcada com suas digitais. Não lhe havendo mais crenças, surge forte, altiva e pungente. Deixa marcas indeléveis e lembra que a esperança nunca morre. Assume a responsabilidade dos rumos do país e ressurge literalmente das cinzas, assim como uma fênix.
Welber Santos é Doutor em Educação