Terça-feira, 27/10/2026 – 16h05
Por Redação
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reúne parlamentares da legenda em uma reunião de emergência na tarde desta terça-feira, em Brasília, diante de relatos de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos após as eleições presidenciais.
O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial de Flávio, também chegou à sede do partido para participar das conversas.
Cinco aliados de Flávio relataram ao jornal O GLOBO ter recebido a informação de que o parlamentar embarcou para os Estados Unidos, com previsão de chegada a Miami por volta das 16h30 desta terça-feira. Até o momento, há incerteza sobre o paradeiro do senador e os próximos passos do partido.
Segundo os interlocutores, a possibilidade de deixar o país foi discutida no domingo, após a derrota eleitoral, mas inicialmente rejeitada por Flávio. A decisão teria mudado depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão de seus passaportes.
Inicialmente, o senador havia decidido que apenas a mulher e as filhas deixariam o Brasil, por questões de segurança. De acordo com aliados, a ordem de Moraes provocou indignação e fez Flávio temer uma possível prisão, levando-o a decidir acompanhar a família.
Na manhã desta terça-feira, integrantes da defesa afirmaram ao GLOBO que não conseguiam contato com o senador. Os advogados tinham um encontro previsto com Flávio para recolher os passaportes e providenciar a entrega à Polícia Federal, mas a reunião não ocorreu. O prazo determinado por Moraes terminou às 11h sem que os documentos fossem entregues.
A possível saída do país provocou divergências entre aliados. Enquanto parte deles critica a decisão por considerar que ela compromete a capacidade de Flávio de liderar a oposição, outros passaram a defender a viagem diante do receio de novas medidas judiciais.
A movimentação ocorre enquanto o PL começava a discutir a reorganização da oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dirigentes tentam avaliar as consequências políticas e jurídicas de uma eventual saída do senador, enquanto integrantes da legenda cobram esclarecimentos sobre sua situação.
O episódio representa um novo desafio para Valdemar, que busca preservar a unidade do partido após a derrota presidencial e organizar a atuação das bancadas eleitas para o Congresso.
A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Além de determinar a entrega dos passaportes, o ministro proibiu o senador de manter contato com o advogado. Ambos negam irregularidades.
Fonte: Bahia Noticias. / Foto: Reprodução / Agência Brasil