Por Sophia Vieira
O estudo epidemiológico Global Burden of Diseases mostrou um aumento de 40% na incidência de sarampo entre crianças de até 5 anos no mundo. O dado faz parte de um observável retrocesso global nas políticas de prevenção de doenças infecciosas. O número se torna mais alarmante ainda ao ser comparado com a queda de 79% nos casos deste mal que ocorreu entre 1990 e 2019.
Entrevistados por recente matéria da Folha, especialistas associam o aumento na hesitação vacinal a campanhas de desinformação propagadas por governos da ultradireita. O texto destaca o surto da doença pelo qual passam os EUA, país onde o presidente, Donald Trump, e o secretário de saúde, Robert F. Kennedy Jr., são abertamente contra vacinas.
No Brasil, são citados também Jair e Flávio Bolsonaro, que promoveram ataques à vacinação contra a covid-19 durante a pandemia. Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, avalia que a baixa adesão ao imunizante entre o público infantil é uma consequência dessa política de desinformação: no Brasil, apenas 5% das crianças pequenas possuem três doses de vacina contra a doença.
• 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
Tem início nesta terça-feira (27) a SNCT da Fiocruz, evento que tem como objetivo a divulgação científica e popularização da ciência. A abertura oficial ocorre hoje, no Rio de Janeiro, com intérprete de Libras e transmissão no YouTube.
• Vacina contra o Ebola
A OMS anunciou o início de um primeiro estudo clínico por um imunizante contra o Ebola, doença que tem arrasado a República Democrática do Congo. Apesar de originalmente para outra cepa do vírus, a vacina pode oferecer novas pistas.
• Hipertensão pulmonar
Um estudo da FMUSP pode abrir caminho para identificar precocemente o risco de hipertensão pulmonar. Foram encontradas dez proteínas associadas à doença, que também podem ser uma via para o desenvolvimento de novas terapias.
• Trabalho de cuidado
A divisão de gênero do trabalho de cuidado também aparece nos hospitais: mulheres são presença frequente como acompanhantes de familiares doentes, enquanto homens costumam se fazer presentes apenas como pacientes, destaca relato. Leia
Fonte: Outra Saúde / Imagem: OMS