Banco inclui Itaúsa e Suzano entre as principais recomendações
O Safra divulgou a nova composição da carteira recomendada de ações para novembro, com uma estratégia mais focada em ativos defensivos e empresas reconhecidas pela capacidade de distribuir dividendos. A instituição decidiu reduzir o risco geral do portfólio após a volatilidade observada no mês anterior e estabeleceu um beta de 0,91 para a carteira.
Entre as principais mudanças, o Safra incluiu Itaúsa, Suzano, TIM Brasil e Eneva, enquanto retirou B3, Gerdau, Rede D’Or e Copel. Segundo o relatório, as alterações refletem uma busca por maior previsibilidade de resultados, fluxo de caixa mais resiliente e aumento da exposição a companhias com potencial de remuneração ao acionista.
A maior posição da carteira passou a ser Itaúsa, com peso de 15%, seguida por WEG, Caixa Seguridade, Petrobras, Iguatemi, Eneva e Equatorial. TIM Brasil, Suzano e Vale completam a seleção das dez ações recomendadas para o mês.
O documento destaca que a entrada de Suzano foi motivada pela perspectiva mais favorável para o mercado de celulose, enquanto Itaúsa ganhou espaço pelo perfil de dividendos e pela exposição ao Itaú.
Já TIM Brasil foi adicionada em meio a sinais de menor competição no setor de telecomunicações, e Eneva passou a integrar a carteira pela previsibilidade de receitas e potencial de crescimento dos resultados.
Entre os papéis mantidos, o Safra reforça a visão positiva para nomes como WEG, Petrobras, Caixa Seguridade, Vale, Iguatemi e Equatorial. A instituição destaca fatores como geração de caixa, avaliação considerada atrativa, distribuição de dividendos e capacidade de execução operacional como os principais fundamentos que sustentam a permanência dessas empresas na carteira.
No histórico de desempenho, a carteira acumulava alta de 5,64% no ano e valorização de 10,19% nos últimos 12 meses até o fechamento de outubro. Desde sua criação, em janeiro de 2012, o retorno acumulado informado pelo Safra alcançava 346,25%, com desempenho superior ao Ibovespa em 103 dos 178 meses analisados.
Fonte: Money Report